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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Autoliderança: O Conceito

Autoliderança: O Conceito
Por Carlos Alberto de Faria
03/07/2008


"A qualidade de um líder reflete-se nos padrões
que ele estabelece para si próprio."
Ray Kroc,
o homem por detrás do MacDonald


Autoliderança é liderar a si mesmo. E muitos não conseguem...

Eu costumo dizer que autoliderança é o seu processo pessoal de caminhar, consistentemente, na direção dos seus sonhos e desejos, conectado fortemente à realidade.

Essa realidade envolve dois aspectos, ou mundos, que precisam agir de forma integrada: a realidade externa à sua pessoa e a realidade interna da sua pessoa.

Na realidade interna, há que ser considerado quem você é, a sua pessoa, que é o primeiro e único "instrumento" que o conduz na direção dos seus sonhos e desejos (ou não!).

Mas tem que ser considerado também a sua percepção interna de onde você se localiza, onde você se encontra dentro da realidade externa, ou seja, há que se ter respostas às seguintes perguntas:

- Quem eu sou?

- Onde eu estou?

Na resposta à segunda pergunta - onde eu estou? - há que se considerar:

- o mundo exterior, e também
- o espaço compreendido entre a sua pele, e o que está abaixo dela, até encontrar outra pele que dê acesso ao seu mundo exterior.

A resposta à pergunta - onde eu estou? - inclui, numa visão integrada:

- física: a sua carne , os seus ossos, o seu esqueleto, a sua pele, os seus órgãos sensores e tudo o mais, e

- psíquica:as suas emoções, os seus sentimentos, a sua história, as suas contingências e circunstâncias.

Ainda dentro da realidade interna há mais uma pergunta a ser feita, e ela é com relação aos sonhos e desejos que você persegue:

- Onde eu quero chegar?

É necessário desenhar mentalmente o sonho, para caminhar no sentido de obtê-lo, afinal ninguém alcança algo que não consiga enxergar.

Como você já sabe o seu ponto de partida - onde você está - e conhece o seu ponto de chegada - onde você quer ir -, e conhece o seu único e particular instrumento - quem você é -, basta planejar o seu caminho entre esses pontos; portanto a quarta pergunta da autoliderança é:

- Eu planejo a minha caminhada?

O seu planejamento é necessário para garantir o rumo na direção do seu sonho.


Uma vez planejada a sua caminhada, não lhe resta outra alternativa do que a de se por a caminho. E a quinta pergunta é:

- Eu vou à luta?

pois não bastam as respostas às perguntas anteriores, há que se colocar o bloco na rua, dar o primeiro passo, a cada momento, e empreender a jornada rumo aos seus sonhos e aos seus desejos.

A princípio, a maioria das pessoas crê que termina aqui a série de perguntas, resumindo-se nestas 5 perguntas a tal da autoliderança:

1º) Eu sei quem eu sou?

2º) Eu sei onde eu estou?

3º) Eu sei onde quero ir?

4º) Eu sei planejar a caminhada?

5º) Eu vou à luta?

mas há a sexta e última pergunta, que não só termina, como amarra o conjunto:

6º) Eu aprendo caminhando?

Esta última pergunta pode ser dividida em várias, mas, essencialmente, ela coloca a pessoa com autoliderança como aprendiz eterno, pois, constantemente, a pessoa, enquanto caminha:

- aprende mais sobre ela mesmo;

- aprende a ler e se colocar melhor no ambiente em que se encontra, inclusive consigo própria;

- aprende a definir e focar melhor os seus sonhos e desejos;

- aprende a planejar melhor a sua caminhada;

- aprende tanto a usufruir da sua caminhada na direção dos seus sonhos e desejos, como a usar a força do ímpeto e da retidão, sabendo usar cada um a seu tempo, em doses adequadas;

- aprende, humildemente, que aprender é o caminho e o objetivo da vida.

A autoliderança conduz a pessoa a ser um eterno aprendiz das suas incontáveis inter-relações com o mundo, de tal forma que seja:

- responsavelmente independente e

- eficazmente interdependente,

a fim de alcançar objetivos que valham a pena para si próprio, para a sua família, para a sua empresa e para a sociedade.

Comece pelo começo, pois ninguém lidera outros sem primeiramente liderar a si próprio.


Carlos Alberto de Faria é sócio diretor da Merkatus - Fonte: Merkatus

sábado, 16 de julho de 2011

A liderança colaborativa

Mais do que apenas atuar como uma equipe nas crises, as altas lideranças dentro das empresas devem trabalhar de forma colaborativa para aproveitar as oportunidades do momento.

O mundo empresarial parece não ter mais dúvidas de que o atual cenário exige que se tenha, em qualquer arena, uma nova forma de pensar, novas pessoas, novos perfis e novas competências. E, dentro dessas novas formas de pensar, encontra-se a colaboração entre os líderes na busca de oportunidades.

Muitos dirão que nas crises os líderes já são chamados e, que eles, em equipe, acabam apontando os caminhos das soluções. Se por um lado isso é correto, por outro, no dia-a-dia, os líderes, praticamente, não se conhecem, concentrando a sua ação no resultado imediato de sua unidade de negócio ou departamento, perdendo, assim, oportunidades mais globalizadas.

Embora a maioria dos líderes considere o trabalho em equipe importante e invista para que tenha sob o seu comando um time de alta performance, eles mesmos têm uma enorme dificuldade, para, juntos, trabalharem dessa forma. Motivos não faltam. Afinal, eles foram e estão acostumados a decidir sozinhos, o que é coerente com a sua formação.

Há tempos não lembram mais da disciplina requerida quando se atua num grupo de trabalho. Especialmente, se o time é formado por personalidades heterogêneas, como é a maioria dos casos. Assim, é factível concluir que quanto mais alta a hierarquia na qual os líderes se encontram, menos eles se sentem à vontade para trabalhar em equipe.

Evidentemente, não estamos advogando que os líderes passem a se reunir para analisar, debater e decidir qualquer coisa. Num mundo em que o cenário está em constante mutação, pela interação de três grandes forças, a globalização, a tecnologia da informação e a consolidação industrial, as empresas precisam estar presentes em mais lugares, observar mais as diferenças regionais e culturais e, principalmente, integrar estratégias coerentes para diferentes mercados e comunidades.

Esta realidade exige três atributos-chave dos atuais líderes empresariais:

Primeiro, a imaginação para inovar. Ao encorajar a inovação, líderes eficazes ajudam a desenvolver novos conceitos, idéias, modelos e aplicações de tecnologia que fazem a organização se diferenciar;

Segundo, o profissionalismo da performance. Líderes provêm competência pessoal e organizacional, suportados por equipes treinadas e desenvolvidas, constantemente, e executando seu trabalho com perfeição, agregando valor aos fornecimentos dos clientes cada vez mais exigentes;

E, terceiro, a disposição para a colaboração. Líderes fazem conexões com parceiros, internos e externos, ampliando, assim, o alcance da organização e, em conseqüência, as possibilidades de sucesso com a captura de novas oportunidades e concretização de novos negócios.

Na prática, isso significa que os líderes devem procurar mudar a forma de abordagem, desenvolver novas habilidades, aplicar múltiplas disciplinas, realizando reais tarefas em conjunto, conhecer a si e aos outros líderes relacionados — próximos ou distantes — e alcançar o equilíbrio entre a liderança tradicional e a liderança colaborativa.

Esta é a forma para iniciar, desenvolver e sustentar um processo colaborativo construtivo e juntar as pessoas certas para criar visões e conquistar oportunidades.

Muitos executivos não conseguem mudar fundamentalmente o seu estilo. Entretanto, em vez de tentarem ser o que não são, deveriam aprender a atuar em diferentes papéis, estimulando e sendo estimulados, assim, para os reais esforços da equipe.

É primordial que os líderes relacionados saibam identificar quando se encontram numa situação de trabalho em grupo ou não, e, assim, aplicar a disciplina necessária, mesmo que isso signifique a necessidade de uma liderança externa ao grupo. Na liderança colaborativa não há uma autoridade formal entre os pares.

Este tipo de liderança é extremamente novo nas organizações mundiais, mas está se tornando cada vez mais importante por uma série de razões bem documentadas: a mudança das estruturas organizacionais hierárquicas para horizontais; estruturas organizacionais achatadas; a tecnologia da informação, que permite às pessoas se comunicarem mais facilmente através das fronteiras; aumento da complexidade dos problemas das organizações que necessitam ser resolvidos diariamente e a economia global.

Não podemos forçar a colaboração, mas podemos esperá-la. As habilidades necessárias estão postas e precisam ser desenvolvidas.

Apesar da velocidade com que os mais diferentes cenários vão mudando, para muitos líderes é necessário lembrar: “Você está devagar para ir rápido”.

O autor é professor e diretor do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual.

http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/a-lideranca-colaborativa/5859/

Lider Colaborativo


Mais do que apenas atuar como uma equipe nas crises, as altas lideranças dentro das empresas devem trabalhar de forma colaborativa para aproveitar as oportunidades do momento.

O mundo empresarial vive atualmente um de seus mais intrigantes paradoxos. Por um lado, nunca os líderes estiveram tão preocupados com a colaboração dentro de suas empresas. Cada vez mais convictos de que esse conceito é a chave para se melhorar os resultados, eles têm incentivado a integração entre funcionários e departamentos em torno de objetivos comuns.

Em busca de mais colaboração, muitos até estão quebrando as barreiras hierárquicas e adotando novas formas de organização, como os times multidisciplinares e a gestão por processos. Isso sem falar da colaboração externa, envolvendo fornecedores, parceiros e clientes.

Por outro lado, cada vez mais os líderes vivem isolados uns dos outros. É comum encontrar altos executivos de uma mesma empresa que mal se conhecem ou trocam informações entre si, concentrando toda a sua ação no resultado imediato de sua unidade de negócio ou departamento. E quanto mais alta a hierarquia na qual os líderes se encontram, menos eles se sentem à vontade para trabalhar com seus iguais, perdendo assim inúmeras oportunidades para potencializar os seus negócios.

A culpa não é deles, mas da própria estrutura tradicional das organizações. Afinal, os líderes aprenderam e se acostumaram a tomar decisões sozinhos. Desde que alcançaram o topo da administração, não lembram mais da disciplina requerida quando se atua num grupo de trabalho.

O problema, porém, é que esse paradoxo começa a comprometer o desempenho das empresas. O aumento da complexidade dos problemas das organizações (que necessitam ser resolvidos diariamente), a economia global, a redução dos quadros hierárquicos e a pressão por mais eficiência estão fazendo com que a colaboração deixe de ser retórica para se tornar um verdadeiro diferencial. E o líder que não se adaptar a ela não conseguirá ficar nessa condição por muito tempo.

A quebra desse paradigma depende de uma mudança de atitude. O líder colaborativo precisa reaprender a atuar em diferentes papéis, estimulando e sendo estimulado para os reais esforços de equipe. É primordial que ele saiba identificar quando encontra-se numa situação de trabalho em grupo ou não, e, assim, aplicar a disciplina necessária.

Na liderança colaborativa não há uma autoridade formal entre os pares. Líderes fazem conexões com parceiros internos e externos, ampliando o alcance da organização e, em conseqüência, as possibilidades de sucesso em suas atividades. Na prática, isso significa que os líderes devem procurar mudar a forma de abordagem, desenvolvendo novas habilidades, aplicando múltiplas disciplinas (realizando reais tarefas em conjunto), conhecendo a si e aos outros líderes relacionados (próximos ou distantes), de modo a alcançar o equilíbrio entre a liderança tradicional e a liderança colaborativa. Esta é a forma para iniciar, desenvolver e sustentar um processo colaborativo construtivo e de juntar as pessoas certas para criar visões e desenvolver oportunidades.

Fonte: carreiras.empregos.com.br

domingo, 3 de julho de 2011

Shackleton - Endurance

Aqui tem um resumo sobre o Endurance, com algumas fotos...
 
Também tem o endereço para um filme que é possível ver pelo youtube.
 
http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/02/endurance-a-heroica-jornada-de-sir-ernest-shackleton.html
 

Beijos
 
Ligia

RESENHA: O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança.

RESENHA: O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança.

RESENHA

Desde o prólogo, este livro prende nossa atenção, pois escrito de um modo claro e envolvente, faz com que o leitor passe a refletir sobre suas ações e, com isso, compreenda melhor a própria vida.

No capítulo 1, o autor preocupa-se com as definições de poder, autoridade e limites, fazendo com que o grupo que está trabalhando com o Simeão, personagem criado pelo autor para ser o responsável pela aventura de rever conceitos em cinco outros personagens, construa, a partir do diálogo, suas próprias apreensões sobre os temas. Ouvir, estar atento ao que se passa é um dos aspectos principais do líder, além dos aspectos morais e éticos.

Ao exercício da liderança é preciso tomar decisões pessoais e aplicar princípios, pois existe uma diferença entre liderança e gerência: na liderança o líder lidera pessoas enquanto na gerência o gerente gerencia coisas.

O líder influencia os outros, faz com que a energia se mova e que com a sinergia o encontro entre pessoas aconteça de fato. Para o autor, é a qualidade de caráter de cada pessoa que faz a importância dos relacionamentos, pois ao trabalhar com pessoas o que deve ser objetivado é a tarefa a ser realizada sem desprezar os relacionamentos.

Neste sentido, liderança é executar as tarefas enquanto se constrói em relacionamentos, que sejam frutos de relações saudáveis, onde as necessidades legítimas sejam trabalhadas como princípio de qualidade de caráter e os comportamentos habituais sejam escolhidos num esforço de relacionamento que, para ser bem sucedido, é obtido a partir da confiança.

Pensamentos e emoções, ações e responsabilidades caminham juntas quando se busca uma maior qualidade nas relações.

No capítulo 2, intitulado “O velho paradigma” a discussão perpassa, inicialmente, sobre a importância de sermos bons ouvintes, mostrando-nos que interromper as pessoas no meio de uma frase é enviar algumas mensagens negativas, o que demonstra que estamos com a cabeça ocupada com a resposta, mesmo sem prestar muita atenção no que o outro diz. O autor chama a nossa atenção para o fato de que se não se ouve realmente, não se valoriza a opinião alheia.

Ressalta que os sentimentos de respeito são essenciais para que se lidere um determinado grupo e que no inconsciente e nos sonhos existem muitas riquezas. Na voz de Simeão, o autor nos relembra que não são as coisas materiais que trazem alegria na vida e que os maiores prazeres da vida são totalmente grátis.

Interessante o modo que ele explica o que é paradigma, percebido com um filtro através do qual o nosso pensar chega às decisões. Demonstra a necessidade de desafiarmos nossos paradigmas à compreensão do mundo exterior e de suas noções sobre o que é progresso. Para tanto, também demonstra na página 47 o estilo piramidal de administração, concebido com um velho paradigma, que precisa ser modificado para a melhoria dos processos de liderança. No novo paradigma, a tarefa maior é remover obstáculos enquanto no velho paradigma colocar obstáculos parecia ser o essencial.

Para o autor, um líder é alguém que identifica e satisfaz as necessidades legítimas de seus liderados e, para tanto, necessário é saber o significado e o sentido do verbo servir, pois para liderar é preciso servir, com limites, responsabilidades e estímulos para se tornarem melhores, percebendo as diferenças entre necessidades e vontade e com uma forte dosagem de flexibilidade.

Na voz de uma outra personagem, o autor trás a hierarquia das necessidades humanas de Abraham Maslow, psicólogo experimental e professor de Psicologia na Universidade de Brandeis, que apresenta os cinco níveis de necessidades.

Após discutir com o grupo sobre a questão, Simeão resume a discussão do dia afirmando que “auto-realizar-se é tornar-se o melhor que você pode ser ou é capaz de ser, é alcançar a própria excelência”.

No capítulo três, intitulado “O modelo” os temas voltam-se para a percepção primeira que temos dos fatos e das coisas, ressaltando que as coisas nem sempre são como parecem ser e o cuidado que devemos ter antes de fazer julgamentos rápidos. Destaca ainda a importância da opinião contrária, o cuidado antes de emitirmos um juízo de valor e a necessidade de manter o equilíbrio, colocando que em muitos momentos precisamos é ativar nossas capacidades de obediência que, em alguns momentos serve para quebrar o falso ego e o orgulho.

Destaca Jesus Cristo como o maior líder de todos os tempos, pois ser líder é servir, é colocar a liderança a serviço e, com isso, influenciar pessoas.

Modelo de liderança
Liderança e autoridade,
Serviço e sacrifício
Amor
Vontade

Com a fórmula Intenções – ações = nada, chama nossa atenção para o fato de que sem as devidas ações, nossos objetivos não poderão ser alcançados. As intenções de liderar devem ser pautadas nas ações, pois a liderança exerce-se ao longo do tempo e deve ser construída sobre a autoridade. Para tal, os relacionamentos devem ser percebidos como exercício e aceitação da influência, que na verdade é a capacidade de levar as pessoas a realizarem suas vontades por conta de sua influência pessoal, resultada do envolvimento e comprometimento, do serviço e do sacrifício.

Jesus, segundo o autor, foi o maior líder neste sentido, mas são citados outros exemplos de lideres que se enquadram no modelo proposto: Gandhi e Martin Luther King, por exemplo. Com a máxima “você colhe o que planta”, enfatiza que serviço e sacrifício são ações para realizar as intenções e que se o amor é fundamentado na vontade, a liderança começa com a vontade. O  capítulo termina afirmando, através da fala de um dos personagens que a liderança é a identificação e satisfação das necessidades.

No capítulo quatro, intitulado “O verbo” a grande idéia desenvolvida é a de que facilitar discussões e extrair pensamentos interessantes de cada participante é uma possibilidade interessante do líder atuar. Falar com alguém que presta atenção a cada palavra nos faz sentirmos valorizados e importantes.  E se desafiado, ficar numa posição segura, expor claramente as suas posições a respeito das coisas. Simeão pergunta para John o que ele estava aprendendo ali. E a resposta é o modelo de liderança de Simeão, que logo lhe diz que o modelo de liderança não é dele, é de Jesus.

Religião é crença e respeito, um paradigma que nos auxilia nas questões existenciais. Mais uma vez, Simeão fala a respeito dos relacionamentos, que para crescerem e amadurecerem precisam ser cuidadosamente desenvolvidos e alimentados.

Adiante, quando terminam a conversa antes da aula, uma excelente colocação é feita por Simeão: perguntar e buscar a verdade faz com que se encontre o que se procura. Começam a aula sobre um novo tópico, o amor, definido inicialmente por afeição, ligação calorosa, atração baseada em sentimentos sexuais. As palavras gregas “eros”, “storgé”, “philo” “agape/agapó” são colocadas para frisar o que esta palavra AMOR pode significar. Aqui fica claro que o amor é traduzido pelo comportamento e pela escolha. Dizer e fazer não são a mesma coisa, pois amor e liderança precisam na união destas duas dimensões humanas: o falar e o fazer. No texto, o autor lembra o trecho da Bíblia presente na Epístola aos Coríntios, capítulo treze. Comparam o amor deste trecho bíblico com a lista de qualidades de liderança que elaboraram anteriormente.

AUTORIDADE E LIDERANÇA AMOR AGAPÉ
Honesto, confiável. Paciência.
Bom modelo. Bondade.
Cuidadoso. Humildade.
Comprometido. Respeito.
Bom ouvinte. Generosidade.
Mantém as pessoas responsáveis. Perdão.
Trata as pessoas com respeito. Honestidade.
Incentiva as pessoas. Compromisso.
Atitude positiva, entusiástica.
Gosta de pessoas.


Adiante, definem as palavras, para clarificarem seus sentidos.
DEFINIÇÕES
Paciência: mostrar autocontrole.
Bondade: dar atenção, apreciação, incentivo.
Humildade: ser autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância.
Respeito: tratar os outros como pessoas importantes.
Generosidade, abnegação: satisfazer as necessidades dos outros.
Perdão: desistir de ressentimento quando enganado, prejudicado.
Honestidade: ser livre de engano.
Compromisso: ater-se às suas escolhas.
Resultados: serviço e sacrifício; pôr de lado suas vontades e necessidades; buscar o maior bem para os outros.

No capítulo, “O ambiente”, John, em sua conversa matinal com Simeão, fala sobre suas dificuldades de amar a si mesmo e aos outros. Simeão, com sua sabedoria e experiência, fala sobre o amor, sobre Deus e sobre a fé, mostrando-nos o como é complexo viver. Ressalta que comportamentos positivos acabam por produzir sentimentos positivos.  

Na “aula”, com os outros personagens, Simeão inicia o dia falando sobre a importância da criação de um ambiente saudável, para as pessoas crescerem enquanto seres humanos e terem sucesso. Usa, para tal, a metáfora do jardim. Criando as condições adequadas podemos fazer com que o crescimento aconteça. Para nós, seres humanos, este princípio é especialmente verdadeiro. O cuidado é essencial, a atenção é fundamental, pois o líder é responsável pelo ambiente que existe em sua área de influência. Para tanto, é preciso estabelecer as normas e de comportamento, ou seja, o que é possível e o que não é.

A elaboração de políticas e procedimentos que todos devem seguir. O papel da motivação para a mudança é essencial e motivação deve ser vista como qualquer comunicação que influencie escolhas.

No capítulo seis: “A escolha” o tema central é o comportamento, compreendido como sendo penas um sintoma do problema real, tanto na empresa como na família, quando a crise se apresenta podemos notar que o problema esta no topo: quem lidera exerce influência sobre os liderados, então, se cada líder souber liderar para o sucesso e o alcance de metas e objetivos, com certeza eles conseguirão chegar lá. “Não há pelotões fracos, mas líderes fracos”. O nosso comportamento influencia nossos pensamentos e nossos sentimentos.

“É mais comum representarmos um determinado sentimento do que agirmos de acordo com o sentimento”, fala Simeão, citando Jerome Brunner.

Para Simeão práxis é o nosso comportamento que influencia nossos pensamentos e nossos sentimentos. Quando nos comprometemos a concentrar atenção, tempo, esforço e outros recursos em alguém ou algo durante certo tempo, começamos a desenvolver sentimentos pelo objeto de nossa atenção, ou, em outras palavras, nos tornamos ligados a ele.  Assumir responsabilidades diante dos relacionamentos sejam eles de que tipo for é importante e necessário.  Se a liderança começa com uma escolha, isso requer que tenhamos responsabilidades em assumir as ações de acordo com nossas intenções; assumir nossos atos, assumir a responsabilidade adequada por nossos atos.

É preciso ter habilidades em escolher as respostas para os desafios que vivenciamos cotidianamente em nossas vidas, com responsabilidade, percebida como resposta e habilidade. O estimulo sempre vem até a nós, mas nos cabe fazer a escolha: eu posso escolher a resposta.
O autor cita através de seus personagens frases como as que se seguem:

“O homem é essencialmente auto-determinante.”
Viktor Frankl.

“Não tomar uma decisão já é uma decisão Não fazer uma escolha já é uma escolha.”
Kierkegaard

Ainda neste capítulo temos a definição de que a disciplina tem por objetivo ensinar-nos a fazer o que não é natural.  Através da disciplina podemos fazer com que o natural se torne natural, se torne um hábito. Somos criatura de hábitos e para tal alguns estágios são necessários para adquirir novos hábitos ou habilidades, pois os hábitos e as habilidades geram comportamentos aplicados a liderança. Assim, o autor elenca os quatro estágios, a saber: Estágio um, Inconsciente e sem habilidade; Estágio dois, Consciente e sem Habilidade; Estágio três, Consciente e habilidoso e Estágio quatro, Inconsciente e Habilidoso.

No capítulo sete, “A Recompensa” o tema central é o resultado do esforço. Fé, esperança e amor são os motes principais e o autor cita o apóstolo Paulo para poder “pregar” aonde for e usar a palavra quando for necessário. Ressalta que as coisas não são o que parecem ser, pois não vemos o mundo como ele é: nos vemos o mundo como nós somos.

Ressalta ainda neste capítulo que missão, objetivo, visão são fatores determinantes para o sucesso de todo e qualquer empreendimento humano. Nossas vontades e nossos desejos e poderão ser satisfeitas a partir do momento que nos colocarmos em movimento de crescimento pessoal, evoluindo para a maturidade psicológica e espiritual. Um trecho a destacar neste capítulo “Amar aos outros nos faz sair de nós mesmos. Amar aos outros nos força a crescer”.

No epílogo, o reforço e a aprendizagem maior de toda esta leitura, fascinante e tão bem recomendada: apenas uma primeiro passo em uma nova jornada.

HUNTER, James C. O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança. Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2004.

  

O guru que rege uma orquestra

O guru que rege
uma orquestra

Maestro inglês junta palestras
com concertos de piano e se
transforma em sucesso da auto-ajuda


Ruth de Aquino, de Boston, EUA
Ele conduz multidões com o carisma de um fundamentalista, mas é inglês e agnóstico. O maestro da Orquestra Filarmônica de Boston, Benjamin Zander, consegue que mais de 6.000 leigos em música clássica cantem juntos (e em alemão) aOde à Alegria, da Nona Sinfoniade Beethoven. Não como regente, mas como pregador e profeta. O público acaba em êxtase, aos gritos, alguns em lágrimas. Ben Zander viaja pelo mundo falando sobre a vida e tocando piano para platéias seletas de megacompanhias, como Shell, IBM e British Telecom, e instituições poderosas, como a Nasa e o Exército americano. Já foi tema de documentário da BBC de Londres, ganhou um troféu em Davos, no Fórum Econômico Mundial. O cachê como pregador é altíssimo. Ele tem em casa um piano Steinway de 75.000 dólares, pago com uma só palestra nos Estados Unidos.
Nos intervalos das pregações, Zander é um maestro ativíssimo. Já lotou o famoso Carnegie Hall, em Nova York. O último produto de Benjamin Zander é o livro The Art of Possibility, Transforming Professional and Personal Life,editado no ano passado pela Harvard Business School Press. A versão em português, com o título A Arte do Possível, lançada pela Editora Campus em maio, já está na segunda edição. Quem escreveu o texto, na verdade, foi o guru de Ben: sua mulher, Rosamund Zander, terapeuta familiar, pintora de paisagens e conselheira de executivos em crise. Mas é assinado pelo casal. Eles não moram juntos há quinze anos. Suas casas estão distantes apenas quatro quarteirões num bairro elegante de Cambridge, Massachusetts, e ambos permanecem, como dizem, "parceiros intelectuais" inseparáveis. Sem sexo, garantem.

Mark Alcarez
Zander e sua mulher, Rosamund: escrevem livros juntos mas vivem em casas separadas

Editado no estilo de parábolas com mensagens, o livro conta histórias vividas por Ben e Rosamund em ambientes que vão da cama matrimonial aos gabinetes das empresas. Propõe receitas simples, e às vezes nada convencionais, para o crescimento individual e coletivo, em casa e na carreira. A obra é difícil de ser encaixada numa categoria. Nos sites internacionais, aparece em várias listas: de negócios, especialmente para executivos, de auto-ajuda, de saúde e de misticismo. O casal Zander é implacável com os maestros. Convencido de que sua profissão é um dos últimos redutos do totalitarismo no mundo civilizado, Ben costuma citar um ditado popular: "Todo ditador sonha ser maestro". Em um trecho ironiza Herbert von Karajan, o mitológico regente da Filarmônica de Berlim. Conta que, um dia, Von Karajan entrou num táxi diante da ópera e gritou para o motorista: "Vamos, depressa!". "Muito bem, senhor", disse o chofer: "Para onde?". "Não importa", respondeu Karajan, impaciente. "Eles precisam de mim em todos os lugares!"
Fundador da Filarmônica de Boston e seu regente desde 1979, Benjamin decidiu romper com a arrogância. Desceu do púlpito e pendurou uma folha branca na parede, aberta às opiniões de seus músicos. Após todos os ensaios e performances, a orquestra escreve ali o que bem desejar. Críticas, elogios, sugestões e queixas contra o desempenho do regente. Ouvir as bases é o comportamento que os líderes de verdade deveriam imitar, se quisessem ser respeitados e admirados. Esse é um dos conselhos dos Zander. Vaidade e tirania, tão comuns no cotidiano competitivo das orquestras, são tentações fáceis na vida dos gerentes e presidentes de empresas. Ou dentro de casa.
Os autores já têm um mérito: em vez de ensinar como alcançar o orgasmo ou ter uma vida sexual produtiva no casamento, tema obsessivo em casais de escritores, os Zander se propõem a dar dicas de amadurecimento. Benjamin e Rosamund negam que o objetivo seja oferecer estratégias para se dar bem no mundo competitivo das grandes empresas. O livro seria um guia para "pairar acima de todas as disputas". As "lições" do livro são, de acordo com os autores, "tão relevantes ao mundo corporativo quanto ao casamento; tão importantes na diplomacia quanto na resolução de conflitos familiares".
É curioso que, com tanta sensatez, o casal Zander não tenha conseguido manter o casamento. Rosamund diz que ambos criaram um novo tipo de relação que passa por cima das diferenças e mantém a amizade e a parceria intelectual. O livro deles passa também por aí. Como terapeuta, Rosamund acha que os pais deveriam fazer um esforço maior para ficar juntos, em benefício dos filhos, criando novas possibilidades de relacionamento. "As mulheres viveram muito tempo na sombra", diz. "Hoje, têm chance de ter um caso amoroso fora do casamento, um novo emprego, e às vezes a família se desestrutura com isso, em vez de se reinventar. Quem perde mais são os filhos."
Ben é um homem de grandes platéias, encantado com a própria capacidade de despertar a paixão pela música. Suas palestras duram duas horas e se propõem a transformar a vida dos ouvintes. Ele faz algumas exigências. Entre elas, um grande piano afinado no centro do palco, dois quadros com lápis pretos e vermelhos, microfone de lapela, cópias impressas da Ode à Alegria. Uma curiosidade: as palestras funcionam melhor se forem logo antes do almoço ou do jantar. No fim, farta venda de CDs e livros. Nascido na Inglaterra (seus três irmãos são todos alemães), Zander começou a compor aos 9 anos e aos 15 já estudava na Itália e na Alemanha, sob a orientação do violoncelista espanhol Gaspar Cassado. É fã de experiências polêmicas. "Sou a favor de romper barreiras", diz.
Ele faz a orquestra fechar os olhos e tocar, como se todos fossem cegos, uma sinfonia de Dvorák. Alça inesperadamente alguns músicos à posição de maestro por um dia. Muda os músicos de lugar para que toquem ao lado de instrumentos não-familiares. O que ele não suporta é o pensamento para baixo, pessimista e negativo, que, segundo ele, destrói qualquer liderança. "Não há tempo ruim", afirma, "só roupa inadequada." O fato de a Orquestra Sinfônica de Boston dispor de 52 milhões de dólares de orçamento anual, enquanto sua orquestra, a Filarmônica, conta com menos de 1 milhão de dólares por ano, já é, para o maestro, um convite imperioso à criatividade.
"Nunca duvide da capacidade das pessoas de realizar qualquer coisa que você, como líder, sonhe para elas", diz o maestro. Como professor, Benjamin Zander decidiu dar nota 10 a toda a turma, no início do ano letivo, e pediu aos alunos que escrevessem uma carta, com verbos no passado, explicando por que eles mereceram a nota máxima nos meses que se passaram. O resultado, segundo ele, foi magnífico. Todos buscaram o que havia de melhor em si para justificar a nota.
Zander critica a maneira burocrática com que muitas orquestras tocam sinfonias apaixonantes. "Beethoven criou a Quinta Sinfonia como um ataque – contra a complacência, contra o status quo, contra a forma como as pessoas vêem as coisas. Ele estava erguendo seu punho. Eu quero despertar as pessoas, pelas palavras e pelo som. Minha função como maestro é lembrar a todos o que era a música originalmente, no momento em que foi concebida. Em cada ensaio, cada performance. Um dia, depois de um ensaio no Carnegie Hall, uma mulher veio a mim, contrariada. Achei que eu tinha feito alguma coisa terrível. Mas ela disse: 'Obrigada por me lembrar o motivo que me levou a ser música. Eu tinha me esquecido disso nos últimos 25 anos'."


Fonte: http://veja.abril.com.br/071101/p_084.html
 

Líder: ame o seu liderado como a si mesmo.

Líder: ame o seu liderado como a si mesmo.

12 de janeiro de 2010


imagescalfpjls1Essa é uma idéia de James Hunter, autor do livro “ O Monge e o Executivo “, com a qual concordo integralmente. Ele conta que falar de amor em cursos de liderança geralmente provoca estranheza em algumas pessoas, especialmente executivos engravatados, que reagem com surpresa e até desconforto assim que ouvem esta afirmação pela primeira vez.


O conceito de amor que Hunter emprega, porém, é bem diferente do sentimento de paixão e romantismo que temos por nossos parceiros ou do afeto que sentimos por nossos filhos. 


O conceito a que se refere é o do amor universal, que, na liderança, se expressa pelo respeito e a consideração pelo outro, o interesse por seu bem-estar e o desejo autêntico de vê-lo feliz – um sentimento, como se vê, que pode-se ter em relação a qualquer pessoa. 


Na definição de James Hunter, amor é “o ato de se colocar à disposição dos outros, identificando e atendendo suas reais necessidades e sempre procurando o bem maior”. Ainda segundo o autor, esse conceito de amor está baseado em oito comportamentos que descrevo a seguir.

- Paciência – Ser paciente é ser capaz de manter o autocontrole em situações que vão contra a nossa vontade ou aquilo que consideramos correto. A paciência nos impede de ter uma explosão de raiva com o colaborador que comete um erro grosseiro ou faz tudo diferente do que o orientamos a fazer. Trata-se de uma qualidade, enfim, que nos ajuda a manter o equilíbrio e lidar de uma maneira mais racional com as situações adversas que encontramos.

- Gentileza – Ser gentil é dar atenção e demonstrações de consideração para com os outros. Atender prontamente o chamado de um colaborador que pede ajuda, ouvir com atenção o que ele nos diz e usar as palavras “por favor” e “obrigado” são maneiras de expressar gentileza e fazer a pessoa se sentir considerada.

- Humildade – Oposto da vaidade, da arrogância e do orgulho, a humildade nos faz compreender que não somos os donos da verdade, podemos falhar às vezes e não temos todas as respostas. Sobre os líderes humildes, Hunter diz: “Autênticos, eles não posam de sábios, estão sempre disponíveis e, de certa forma, vulneráveis, pois têm o ego sob controle e não se baseiam em ilusões de grandeza, acreditando ser indispensáveis para a empresa”.

- Respeito – Respeitar é reconhecer o valor dos outros. O fato de ocuparmos a posição de líderes não nos torna melhores do que nossos colaboradores nem os torna piores do que nós: todos somos seres humanos, dignos da mesma consideração. A melhor maneira de demonstrar respeito pelas capacidades dos outros, na visão de James Hunter, é delegar-lhes responsabilidades.

- Altruísmo – Trata-se da capacidade de atender as necessidades dos outros antes mesmo das suas. Ser altruísta é capaz de fazer sacrificios e abrir mão de vantagens pessoais para obter benefícios para a equipe. Isso parece ingenuidade num mundo em que predomina a lógica individualista, mas não aos olhos dos colaoboradores, que desenvolvem sentimentos de admiração e respeito por um líder altruísta.

- Perdão – Baseia-se na consciência de que as pessoas têm limitações e fraquezas, que erram e merecem uma chance de acertar. Se um líder não for capaz de perdoar o colaborador por seus deslizes, como poderá desenvolvê-lo? O perdão não é bonzinho nem faz vista grossa para o erro do colaborador, mas aponta o erro, exige reparação e não guarda ressentimento.

- Honestidade – Na liderança, a honestidade se manifesta pela atitude de falar a verdade, ser transparente, não enganar nem tentar manipular o colaborador. O líder honesto inspira confiança nos liderados, condição básica para criar um ambiente de trabalho saudável e favorável ao desenvolvimento das pessoas.

- Compromisso – Hunter define essa qualidade como “ser fiel à sua escolha”. O líder compromissado com o desenvolvimento de sua equipe toma decisões alinhadas com esse objetivo e jamais o perde de vista. O mesmo vale para outros objetivos, como alcançar os resultados estabelecidos para o setor, concluir projetos no prazo etc. “Os melhores líderes servidores são aqueles que assumem compromissos e os cumprem”, diz Hunter, acrescentando que um líder só tem autoridade moral para pedir comprometimento da equipe se ele próprio tiver esse comprometimento.� 
Aos que perguntam a James Hunter se o líder deve ser capaz de gostar mais das pessoas, ele responde que a maneira como se trata as pessoas é mais importante que os sentimentos que se tem por elas. “Muita gente questiona se é possível simular o comportamento amoroso. Minha resposta é que não se deve preocupar com o sentimento, e sim praticar os comportamentos do amor”.


Ricardo Piovan - Palestrante e Coach Organizacional 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Jogos Cooperativos e Dinâmicas para estimular a Liderança - Argolas

Jogos Cooperativos e Dinâmicas para estimular a Liderança - Argolas

Jogos cooperativos aplicados em forma de dinâmicas é uma ferramenta para identificar líderes, estimular a comunicação e a estratégia do grupo. A dinâmica de jogos cooperativos denominada Argolas pode ser utilizada para fortalecer a relação entre os líderes do grupo a fim de identificar seu estilo de liderança e fortalecer sua autoconfiança. Veja também: Dinâmicas com Brincadeiras | Jogos Cooperativos

Jogos Cooperativos com Dinâmicas - Argolas

Dinâmica com jogos para estimular a liderança e estratégias em um grupo de trabalho.
Materiais: Uma garrafa; três argolas.
Procedimento: O coordenador solicita três voluntários, que assumirão o papel de líder (não usar esta palavra) através dos estilos:
a. Democrático (estimula o grupo que tende a rir e brincar)
b. "Laissez-faire" (desligado, não estimula o grupo, se afasta dele em determinado momento, etc.).
c. Autoritário (controlador, manda nas pessoas).
Cada componente do grupo, terá três chances de acertar as argolas em uma garrafa.
Dicas: Pontos para discussão?
Como se sentiram em relação aos diferentes estilos de liderança?
Como foi estar no papel do líder?
De que forma os diferentes estilos de líderes influenciaram o grupo?
De que forma vocês relacionam esta atividade com o que acontece no ambiente de trabalho?
Tempo de aplicação: 30 minutos
Número máximo de pessoas: 21
Número mínimo de pessoas: 3

LIDERANÇA COLABORATIVA - Novas atitudes para obter Colaboração e Comprometimento das Equipes

Domi Muller
Pós graduado em marketing e empreendedor nas áreas de tecnologia, construção civil e educação para a vida, franqueado Associado para Gramado e Caxias do Sul do Dale Carnegie Training, empresa presente em mais de 80 países. Fundador da rede social www.spiritin.com e da empresa de investimentos DVS Capital Ltda.
Irá ministrar a palestra: LIDERANÇA COLABORATIVA - Novas atitudes para obter Colaboração e Comprometimento das Equipes, na Sociedade Recreio Gramadense, à partir das 18h, dia 19/08. O ingresso é 2 kg de farinha ou açúcar, em benefício dos Parceiros Voluntários, que produzirão biscoitos para serem doados à alguma entidade carente. Abaixo segue uma pequena entrevista com o palestrante.
Foto divulga    o 11.2008
Quantas pessoas já formou no  Programa de Capacitação  Dale Canergie em Gramado?  
No primeiro semestre de 2010 completamos  a marca de 500 lideranças formadas aqui na serra gaúcha(Gramado e Canela).
Como você vê a região do ponto de vista da formação  em treinamentos extracurriculares?
Por ter vivenciado a região de Caxias do Sul em 2006 e agora em 2010 percebo que nossa região de Gramado está na mesma situaçao de Caxias do Sul quatro anos atrás.  Como isto se deu: Em 2006 havia uma visão de que as pessoas deveriam se capacitar para as empresas,  e como havia mão de obra sobrando, as empresas podiam escolher quem batia em suas portas sem precisar investir nelas. Passados quatro anos, as empresas descobriram que precisam investir na capacitação das pessoas, prepará-las, incentivá-las a crescer e retê-las. Isto está se tornando um ciclo virtuoso, pois os colaboradores crescem com as empresas e as empresas crescem com pessoas capacitadas. Os curriculos melhoram e batem a porta das empresas pessoas mais preparadas. Em nossa região(Gramado e Canela) nossas lideranças investem em novos negócios, novas construções, ampliação física, novos equipamentos e investem pouquíssimo em si e nas equipes. Vai chegar um tempo em que se darão conta(e muitos já se deram e estão colhendo com isto), que se faz necessário investir em si e em seus colaboradores, capacitá-los, treiná-los formalmente para que colham produtividade, lucratividade e comprometimento. Não é mais possível trocar de colaborador a cada 90 dias quando vence o contrato de experiência.Hoje as lideranças precisam estar preparadas para lidar com eles e investir em relacionamentos, paciência para treinar e liderar para fazer certo!
Na sua ótica para onde deve caminhar a região?
Penso que nossa região caminha cada vez mais para o turismo, e em minha ótica, deve crescer muito daqui pra frente o Turismo de Alto Luxo, pois nossa região contempla 80% dos requisitos para isto, e os 20% faltante iremos construir com certeza, a base de muita inteligência e preparação.
Onde está o gargalo desta região no que tange a capacitação?  
Nossos empreendedores, a maioria com muita sabedoria, tenacidade e coragem, saiu da colonia, ali da linha 28,   da linha Ávila, etc e construiu com muita propriedade o que temos hoje. Algo pujante, único e  feito pelas próprias mãos. Penso que daqui pra frente, eles buscarão capacitar-se ainda mais, e em especial esta nova geração dos filhos destes empreendedores. Eles precisam viajar o mundo para capacitar-se, utilizar seu potencial e da região, construir alianças com grupos internacionais, assumindo uma nova etapa de desenvolvimento para toda região.
Pode nos dar uma pincelada do que vais abordar na palestra sobe liderança coolaborativa?  
Tem a ver com ser um líder mais amigável, que saiba conquistar as pessoas pro seu modo de pensar, saiba obter colaboração e comprometimento e ainda por cima, instigue seus liderados a transformar seus sonhos pessoais em metas claras e desafiadoras. Tem a ver com sair da zona de conforto para ampliá-la no que tange ao desenvolvimento pessoal e profissional.
Como consolidar uma equipe? Qual é a dica de ouro?   
Consolidar uma equipe Colaborativa e Comprometida tem a ver com gostar de pessoas. Um líder precisa gostar de gente, falar com gente, relacionar-se com gente! Em qualquer nível da empresa e da vida. Todo ser humano tem uma riqueza interior! Só temos que encontrá-la e ela geralmente não está na superfície.

Economia - Liderança colaborativa será tema de palestra na Cics na próxima semana


Economia - Liderança colaborativa será tema de palestra na Cics na próxima semana 

"Liderança Colaborativa - Novas atitudes para obter colaboração e comprometimento" será tema de palestra na próxima segunda-feira, dia 27 de setembro, na Câmara da Indústria, Comércio e Serviços (Cics) de Farroupilha. 
Durante o encontro, o palestrante Domi Muller vai abordar questões como liderança amigável, conquista das pessoas pelo modo de pensar, como obter colaboração e comprometimento e como sair e ampliar sua zona de conforto na empresa e na vida pessoal. 
O evento será realizada na sede da entidade, Rua da República, 425, a partir das 19h. O ingresso é gratuito. Informações e reservas podem ser obtidas pelo fone (54) 3261.3460.

Jovens empresários têm palestra sobre liderança colaborativa


Jovens empresários têm palestra sobre liderança colaborativa

09/12/2010 14:44
Durante a reunião-almoço do Departamento de Jovens Empresários da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) desta terça-feira (07), os integrantes tiveram uma aula sobre "Liderança Colaborativa - Novas atitudes para obter colaboração e comprometimento das equipes" com o franqueado e associado do Dale Carnegie Training para Serra Gaúcha Domi Müller.
O palestrante se baseou no "Dale Carnegie Training" e explicou o tema a partir da frase de Peter Drucker "uma pessoa jamais deve ser elevada a condição de líder se ele foca nos pontos fracos aos invés dos pontos fortes das outras pessoas". Müller destacou algumas atitudes simples de um bom líder que surtem grande efeito nos relacionamentos humanos, como chamar a pessoa pelo nome, elogiar o colaborador, apoiá-lo, perceber suas melhores habilidades e incentivar ele a usá-las. Ele ainda deu dicas de como conseguir uma melhor colaboração dos funcionários. "Incentive seu colaborador a questionar e dar idéias", sugeriu Müller.
Fundada em 1912, a Dale Carnegie Training é uma organização pioneira no desenvolvimento do conceito business training, com sede em Nova York e mais de 80 países. É líder em Programas de Capacitação abertos e "in company", focados em Comunicação Eficaz, Liderança, Relações Humanas, Gestão e Vendas.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

Não basta ser líder. Tem de saber colaborar

Não basta ser líder. Tem de saber colaborar
Por Ana Lúcia de Mattos de Santa Isabel

O mundo empresarial vive atualmente um de seus mais intrigantes paradoxos. Por um lado, nunca os líderes estiveram tão preocupados com a colaboração dentro de suas empresas. Cada vez mais convictos de que esse conceito é a chave para se melhorar os resultados, eles têm incentivado a integração entre funcionários e departamentos em torno de objetivos comuns. Em busca de mais colaboração, muitos até estão quebrando as barreiras hierárquicas e adotando novas formas de organização, como os times multidisciplinares e a gestão por processos. Isso sem falar da colaboração externa, envolvendo fornecedores, parceiros e clientes.

Por outro lado, cada vez mais os líderes vivem isolados uns dos outros. É comum encontrar altos executivos de uma mesma empresa que mal se conhecem ou trocam informações entre si, concentrando toda a sua ação no resultado imediato de sua unidade de negócio ou departamento. E quanto mais alta a hierarquia na qual os líderes se encontram, menos eles se sentem à vontade para trabalhar com seus iguais, perdendo assim inúmeras oportunidades para potencializar os seus negócios.

A culpa não é deles, mas da própria estrutura tradicional das organizações. Afinal, os líderes aprenderam e se acostumaram a tomar decisões sozinhos. Desde que alcançaram o topo da administração, não lembram mais da disciplina requerida quando se atua num grupo de trabalho.

O problema, porém, é que esse paradoxo começa a comprometer o desempenho das empresas. O aumento da complexidade dos problemas das organizações (que necessitam ser resolvidos diariamente), a economia global, a redução dos quadros hierárquicos e a pressão por mais eficiência estão fazendo com que a colaboração deixe de ser retórica para se tornar um verdadeiro diferencial. E o líder que não se adaptar a ela não conseguirá ficar nessa condição por muito tempo.

A quebra desse paradigma depende de uma mudança de atitude. O líder colaborativo precisa reaprender a atuar em diferentes papéis, estimulando e sendo estimulado para os reais esforços de equipe. É primordial que ele saiba identificar quando encontram-se numa situação de trabalho em grupo ou não, e, assim, aplicar a disciplina necessária.

Na liderança colaborativa não há uma autoridade formal entre os pares. Líderes fazem conexões com parceiros internos e externos, ampliando o alcance da organização e, em conseqüência, as possibilidades de sucesso em suas atividades. Na prática, isso significa que os líderes devem procurar mudar a forma de abordagem, desenvolvendo novas habilidades, aplicando múltiplas disciplinas (realizando reais tarefas em conjunto), conhecendo a si e aos outros líderes relacionados (próximos ou distantes), de modo a alcançar o equilíbrio entre a liderança tradicional e a liderança colaborativa. Esta é a forma para iniciar, desenvolver e sustentar um processo colaborativo construtivo e de juntar as pessoas certas para criar visões e desenvolver oportunidades.

Não podemos forçar a colaboração, mas podemos esperá-la. As habilidades necessárias estão postas e precisam ser desenvolvidas. Apesar da velocidade com que os mais diferentes cenários vão mudando, para muitos líderes é necessário lembrar: “Você está devagar para ir rápido”.

Ana Lúcia de Mattos de Santa Isabel
Consultora e pesquisadora do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual INSADI e pós-graduada em Administração de Recursos 

Liderança colaborativa foi o tema do Quinta Connection

Nesta última quinta-feira, 19 de agosto, o Quinta Connection trouxe Domi Müller para apresentar o tema que está constantemente em foco nas empresas, a liderança colaborativa. Falando sobre atitudes que devem ser adotadas para obter a colaboração e o comprometimento das equipes, Müller, interagiu com o público oportunizando-os a fazer perguntas sobre liderança.

Com a experiência de trainer do Dale Carnegie na Serra Gaúcha, onde já capacitou mais de 500 lideranças, Müller, falou com propriedade sobre como se tornar uma pessoa mais amigável, conquistar a sua equipe para o seu modo de pensar e dicas de como inspirar os colaboradores para mudar as atitudes e comportamentos.

Müller abordou diversas vezes sobre a necessidade de não criticar os colaboradores, mas elogiar e após apontar os itens que devem ser melhorados. Para ele, “é importante fazer os colaboradores se sentirem bem, pois todos têm algum ponto forte, senão não estariam mais na empresa”.

Para alcançar a liderança colaborativa, ele destaca que é necessário sair da zona de conforto e ampliar a visão através da mudança de atitude e aplicação dos princípios apresentados na palestra. Finalizando enfatizou que “assim teremos colaboradores motivados, comprometidos e autoconfiantes na implementação dos processos e alcance das metas e resultados empresariais esperados”.

A próxima edição do Quinta Connection será no dia 30 de setembro com Hugo Ribeiro, Diretor da Sinosserra que contará a História deste Grupo local com sucesso nacional.


Fonte: www.mercatuscomunicacao.com.br



http://www.gramado.onde.ir/noticias/item/3116-lideranca-colaborativa-foi-o-tema-do-quinta-connection

Liderança colaborativa: segredo das empresas 2.0

Liderança colaborativa: segredo das empresas 2.0

Em palestra no Fórum HSM de Gestão e Liderança 2010, Andrew McAfee falou de como e porque a tecnologia da Web 2.0 é parte fundamental das empresas que também querem entrar na era da gestão moderna
Na terceira palestra do primeiro dia do Fórum HSM de Gestão e Liderança 2010, realizado nos dias 6 e 7 de abril, o especialista em tecnologia Andrew McAfee mostrou sua visão de como a liderança pode – e deve – usar as redes sociais e demais tecnologias da Web 2.0 a seu favor.  Logo no início, ele instigou a plateia com três questões: primeiro perguntou quem concordava com a afirmação: “Se soubéssemos o que nossa empresa sabe teríamos mais produtividade?”.  Quase todos os presentes levantaram as mãos afirmativas. Logo depois, perguntou se as pessoas conseguem achar tudo o que querem na internet. Novamente, a maioria disse que sim. Então ele perguntou quem conseguia navegar facilmente e encontrar as informações necessárias na intranet da própria empresa.
Diante das poucas mãos levantadas, McAfee demonstrou que isso significava que as empresas não sabiam sobre o que sabiam, o que era um problema. Porém, muito possível de ser consertado. “Nossas intranets são construídas, desenhadas e mantidas por equipes bem treinadas e bem pagas, cujo trabalho é facilitar as coisas para nós. Pelo visto, elas não estão fazendo um bom trabalho”, avaliou.
Com uma rápida retomada histórica da internet e da web 2.0, ele relembrou como, em 1999, quando o Blogger surgiu, tudo parecia muito estranho. “Quem colaborava com a web antes precisava ter algum conhecimento técnico específico e também alguma verba. Com os blogs esses dois obstáculos puderam ser vencidos e então qualquer um poderia contribuir com conteúdo online.” Essa mesma estranheza ocorreu com a wikipedia, que hoje é uma fonte de informações com mais de 3,2 milhões de artigos em inglês e que ganhou confiabilidade, e também com o Facebook. Fundado há apenas 5 anos, esta rede social já tem 400 milhões de usuários.
“Estas tecnologias mostram a profunda necessidade do ser humano de ter contato social e de se comunicar com os outros, contar sobre o que faz e pensa - uma necessidade que nem nós sabíamos que tínhamos antes dessas ferramentas aparecerem. Quando eu achava que tudo já havia sido inventado surgiu o Twitter, que permite que se fale para o mundo todo, para quem quiser ler, sem restrições. Eu achei que era uma coisa idiota esses 140 caracteres, mas vou mostrar a vocês o poder dessa besteira”, disse o palestrante.
De acordo com McAfee, as empresas e os lideres podem usar toda essa necessidade de se comunicar e a energia que os funcionários despendem tentando suprir essa necessidade em favor próprio. O começo pode parecer desorganizado e caótico, mas as vantagens são muitas. Como exemplo, citou a frase que dizia, ainda nos anos 90, que a internet era a maior biblioteca do mundo, mas com livros todos espalhados pelo chão. Hoje, dá para achar quaisquer “livros” que se queira com uma simples busca no Google. Uma forma de organização nova e não formal.
  
“O que mais gosto é que isso tudo me desafia. Desafia o modo como eu acreditava que era certo fazer as coisas”, declara o especialista. Antes, a maneira que as coisas ocorriam dentro de uma empresa seguiam mais ou menos o seguinte fluxo: um líder falava o que queria, quem ele queria que fizesse cada tarefa, determinava um prazo, fazia discussões entre pequenos grupos e só então, depois de ajustes e muito vai e volta, disparava comunicados internos sobre as novas decisões. Os clientes e consumidores ficavam sabendo ainda depois. Hoje, com a colaboração pública possível pelas redes sociais e colaborativas, dá para fazer o inverso e ouvir o que todo mundo tem a dizer para depois fechar o processo.
 
Além de explicar um pouco do que está ocorrendo hoje no mundo, para demonstrar como fazer a aplicação prática das tecnologias que permitem uma empresa entrar na era da Enterprise 2.0, McAfee também abordou a questão dos benefícios comerciais. Ele cita o exemplo de uma empresa de construção nos EUA em que um funcionário postou na Intranet um texto e algumas fotos de um novo procedimento de assentamento de pisos, que gerava redução de custos.
Dentre os comentários do post, ele chamou a atenção para o de outro colaborador, que aparentemente não conhecia o primeiro, pediu mais fotos e queria tirar dúvidas técnicas. A disseminação da informação foi rápida, pessoas se puseram em contato para trocar experiências e isso ainda poderia gerar muita economia para a empresa como um todo, sem a necessidade de comunicados oficiais que talvez fossem chatos e pouco efetivos.
HSM Online
07/04/2010

Liderança Colaborativa - O líder empreendedor

O líder empreendedor


Para especialistas na área, essa é uma combinação que mais dá resultado nas pequenas e médias empresas, ou seja, os líderes devem trabalhar de forma colaborativa para aproveitar as oportunidades


O mundo empresarial vive atualmente um de seus mais intrigantes paradoxos. Por um lado, nunca os líderes estiveram tão preocupados com a colaboração dentro de suas empresas.

Cada vez mais convictos de que esse conceito é a chave para se ter melhores resultados, eles têm incentivado a integração entre funcionários e departamentos em torno de objetivos comuns. Em busca de mais colaboração, muitos até estão quebrando as barreiras hierárquicas e adotando novas formas de organização, como os times multidisciplinares e a gestão por processos. Isso sem falar da colaboração externa, envolvendo fornecedores, parceiros e clientes.

Por outro lado, cada vez mais os líderes vivem isolados uns dos outros, principalmente os de pequenas e médias empresas. É muito comum encontrar gestores de uma mesma empresa que mal se conhecem ou trocam informações entre si, concentrando toda a sua ação no resultado imediato de seu departamento. E quanto mais alta a hierarquia na qual os líderes se encontram, menos eles se sentem à vontade para trabalhar com seus iguais, perdendo assim inúmeras oportunidades para potencializar os seus negócios. “A culpa não é deles, mas da própria estrutura tradicional das organizações.

 Afinal, os líderes aprenderam e se acostumaram a tomar decisões sozinhos. Desde que alcançaram o topo, não lembram mais da disciplina requerida quando se atua num grupo de trabalho”, explica Ana Lúcia de Mattos, consultora e pesquisadora do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual (INSADI). O problema, porém, é que esse paradoxo começa a comprometer o desempenho das empresas.

O aumento da complexidade dos problemas das organizações (que necessitam ser resolvidos diariamente), a economia global, quadros hierárquicos enxutos e a pressão por mais eficiência estão fazendo com que a colaboração deixe de ser retórica para se tornar um verdadeiro diferencial. E o líder que não se adaptar a ela não conseguirá ficar nessa condição por muito tempo. “A quebra desse paradigma depende de uma mudança de atitude.

O líder colaborativo precisa reaprender a atuar em diferentes papéis, estimulando e sendo estimulado para os reais esforços de equipe. É primordial que ele saiba identificar quando se encontram numa situação de trabalho em grupo ou não, e, assim, aplicar a disciplina necessária”,diz Ana Lúcia. Na liderança colaborativa não há uma autoridade formal entre os pares.

Líderes fazem conexões com parceiros internos e externos, ampliando o alcance da organização e, em conseqüência, as possibilidades de sucesso em suas atividades. Na prática, isso significa que os líderes devem procurar mudar a forma de abordagem, desenvolvendo novas habilidades, aplicando múltiplas disciplinas (realizando reais tarefas em conjunto), conhecendo a si e aos outros líderes relacionados (próximos ou distantes), de modo a alcançar o equilíbrio entre a liderança tradicional e a liderança colaborativa.

Esta é a forma para iniciar, desenvolver e sustentar um processo colaborativo construtivo e de juntar as pessoas certas para criar visões e desenvolver oportunidades. Para Ana Lúcia, “não podemos forçar a colaboração, mas podemos esperá-la. As habilidades necessárias estão postas e precisam ser desenvolvidas.

Apesar da velocidade com que os mais diferentes cenários vão mudando, para muitos líderes é necessário lembrar: Você está devagar para ir rápido”. Para Luiz Fernando Garcia, hoje em dia, pode-se notar a crescente exigência de uma conduta empreendedora em qualquer atividade, incluindo no aspecto da liderança. “Não apenas empresários ou executivos, mas qualquer pessoa tem a necessidade de empreender.

Os indivíduos são, assim, solicitados a apresentar resultados, seja em sua vida profissional, seja em sua vida pessoal”, explica o administrador de empresas credenciado pela ONU para formar educadores de empreendedores no país e autor do livro Pessoas de Resultado - O Perfil de Quem se Destaca Sempre. Acredita-se que o líder normalmente é uma pessoa que se destaca por alguma razão. “Então o que diferencia, por exemplo, o líder do gerente: um bom gerente é aquele que faz as coisas certas, o que é pedido para ele.

Mas o líder, de um modo geral, surpreende, vai além do que se quer: inova, cria, sugere, usa muito as pessoas para desenvolver, para ver resultado, aposta nas pessoas, e essa é uma característica dos empreendedores também.

Nem sempre é fácil identificar as características pessoais, e esse é o grande desafio do mundo atual”, diz Garcia. Gustavo Boog, sócio-diretor da Boog Associados, acredita que enquanto o empreendedor/líder está motivado, ou seja, enquanto ele está empenhado e fazer com que seu empreendimento dê certo, sua liderança está na sua melhor fase. “A partir do momento que o negócio se estabiliza sua liderança cai também, por isso minha sugestão é o rodízio de liderança”.

Mas o que é ser líder? Boog explica que líder é “aquela pessoa que tem seguidores voluntários, que atende necessidades e mobiliza as pessoas”. Para Garcia o líder é aquele que se faz presente: “independente de estar ou não fisicamente no ambiente de trabalho, ele impõe respeito aos seus subordinados”.

Além disso, Garcia afirma que para uma pessoa se tornar um bom líder em primeiro lugar ela necessita estar voltada para resultados. Mas quais são as características dessas pessoas? Ele responde: “Realizei uma pesquisa com mais de 1.200 pessoas e constatei que 188 delas se destacavam positivamente de alguma maneira.

Destas, 93% tinham em comum sete características, que são: capacidade de visualização, superação de desafios (exigem desafio maior daquilo que é pedido pela hierarquia), manutenção do foco, criação de mapas de percurso, manutenção da expectativa e do propósito, tolerância à incerteza (não têm medo de fazer feio, se jogam em ambiente de desafio sem medo do novo), e auto-reforço para a auto-estima (quando passam por situação difícil, sabe que precisam reforçar a própria conquista)”.

Para ele, o profissional orientado para resultados, ou simplesmente OR, é o empreendedor, o líder, aquele que consegue visualizar o futuro, mesmo estando no presente. “O profissional OR vê aquilo que vai ser realizado, estabelece os parâmetros, identifica quanto vai gastar e quantos talentos serão necessários. Ele visualiza o futuro e engata uma marcha-ré, porque tem visão sistêmica, visualiza um quadro a longo prazo. Ele tem essa visão sistêmica e, além disso, desenvolve um plano de ação, com prazo e especificação. Essa é a combinação perfeito de empreendedor + líder”.

Para isso, é necessário seguir algumas regras, de acordo com Garcia. “A primeira coisa a fazer é construir mapas de percurso. Você precisa ter todos os passos escritos, sempre com um verbo de ação no infinitivo, para dar a idéia de futuro. Cada etapa para chegar ao objetivo é o plano de ação, que é o resultado do mapa de percurso. Isso começa a dirigir o foco, mostra aonde você quer chegar. Aí entramos na terceira parte da questão, a manutenção do foco.

Você precisa criar um drive de expectância, que é a capacidade de dirigir a própria vida para o que precisa ser feito; e não para o que você quer fazer. O drive de expectância também dá a você a capacidade de flexibilizar em prol dos objetivos estabelecidos. Este é um perfil resumido do profissional Orientado para Resultados: ele sabe o que quer, enxerga o futuro e constrói uma visão sistêmica”.