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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Reciprocidade


Como é que as empresas melhorarão? Reciprocidade. Como os líderes liderarão? Reciprocidade. Como os colaboradores serão mais comprometidos? Reciprocidade.
Tenho um livro ainda não publicado, que se chama “Gestão por Reciprocidade”. Essa palavra, sob minha ótica, resolveria milhares de problemas empresarias, como numa tacada de mestre o jogador encaçapa todas as bolas.
Certa vez ouvi um empresário dizer: “acredito no poder do capitalismo, mas, depredo o capitalismo selvagem no qual a maior parte das pessoas e empresas consagra. Gosto de conforto, de bens, de posses, mas, desde que tudo isso não se torne o que sou, desde que tudo isso não seja maior do que os valores morais que preservo, desde que eu vivendo no luxo, milhares não vivam no lixo. É inadmissível sabermos que as duzentas pessoas mais ricas do mundo ganham o que mais de dois bilhões de pessoas ganham em um ano. Não dá para falar em igualdade social num sistema de acumulação exorbitante de riquezas”.
Foram muito sábias as palavras desse empresário, que me fez repensar, inclusive, minha missão como consultor e palestrante. Também comungo da ideia dele. Não que eu não goste da riqueza, do conforto, para mim e para minha família. Não é vedado ter regalais, mas, penso que no cenário empresarial, para resolvermos grande parte dos problemas, inclusive sociais, a questão é de reciprocidade.
É injusto mil trabalhadores, darem um duro danado, oito, dez, doze horas diárias, e ganharem, somados, menos que um gerente, um diretor? Muitas variáveis e análises poderão ser feitas a partir deste comentário. Se o gerente ganha o que ganha, por certo, fez por merecer. Estudou, deu ideias, resolveu problemas, reduziu custos, aperfeiçoou a produção, enfim, não é uma questão de mérito, mas de justiça. Para que todas as ideias e soluções que esse gerente tenha dado se concretizasse não fora necessária a aplicação de uma dezena ou centena de homens?
Vivemos no mundo das ideias, mas, pelo que se nota, desde que elas signifiquem ganhar ou gerar mais dinheiro para si mesmo ou para terceiros. Então, o que é valorizado: a Ideia em si, ou o ganho financeiro que ela traz?
Você não vê as pessoas felizes quando alguém dá uma ideia: “Hei, pessoal, vamos nos reunir para taparmos aquele buraco na estrada?”. Porém, é uma grande ideia, que solucionaria o problema de muita gente.
Ouvi também o empresário dizer: “não vejo motivos para que o dono, sócio, acionista de uma empresa ganhe cem, mil, dez mil vezes mais que seus colaboradores. Mas, no capitalismo selvagem, é claro que se ele teve a ideia, a ousadia de começar um empreendimento, a maior, e bem maior, parte dos louros será dele, mesmo que uma centena de pessoas que trabalham para ele não tenha o que comer em casa”.
Percebe-se que o significado das palavras não significa mais a essência, mas sim, os resultados, sobremaneira, financeiro que, aplicadas, elas trazem.
Imagino que, não muito tarde, a reciprocidade irá conduzir os negócios. As pessoas passarão a novamente ser o centro das atenções. Não que o hoje não seja, todavia, o que quero dizer é que elas serão o centro das atenções e estarão no centro dos resultados, participando não só da consecução, mas da distribuição dos ganhos.
Recíproco é o dono da empresa que, ao final do ano, ou, nos meses em que os resultados crescem exponencialmente, premia todas as pessoas da empresa, do zelador ao diretor, com bônus, e não necessariamente pelo cargo que ocupam, mas pela necessidade premente que apresentam. Numa empresa que prestei consultoria e levei a ideia da reciprocidade, o dono dela, ao chegar o final do ano, comprou uma casa para um dos seus colaboradores, que havia casado recentemente. Em vez dos demais ficarem chateados, aplaudiram aquela atitude, pois sabiam que se dedicassem tanto quanto àquela pessoa também seriam premiados, pois os resultados da empresa são recíprocos.
Não se trata de comunismo, socialismo, assistencialismo. Trata-se de reciprocidade, de distribuir a riqueza entre os que dão o melhor de si, participam ativamente dos negócios. Não penso em premiar quem não se importa em crescer na vida, estudar, trabalhar duro e com inteligência. Também não imagino um colaborador ganhando o mesmo que a pessoa que fundou a empresa. Por certo as ideias, a ousadia, o empreendedorismo devem ter seu valor, mas, não com tanta disparidade.
Com a reciprocidade, o líder terá equipes também recíprocas. O comprometimento e amotivação aflorarão. Sem adentrar no campo político, mas imagino que problemas como a violência também seriam reduzidos, haja vista que é inegável que a falta de recursos para muitos gera danos indeléveis à sociedade.
Com a reciprocidade, o proprietário deixará de ser escravo da profissão e não escravizará muitos gerentes, diretores, que ganham muito, mas aproveitam quase nada do que conquistam. Com a reciprocidade, a qualidade de vida saltaria para patamares extraordinários.
Será necessária uma mudança cultural, tanto dos colaboradores como dos empresários para que a reciprocidade seja implantada. Contudo, é possível que ela torne-se obrigatória para que os negócios tenham sucesso e possibilitem o sucesso de muitos.
Pense nisso!
Atenciosamente,
Professor Paulo Sérgio Buhrer



terça-feira, 5 de outubro de 2010

O que você está fazendo com seu maior patrimônio ?


É impressionante o número de pessoas que murmuram o passado. Normalmente, são as mesmas que sofrem antecipadamente por desesperança com o futuro. Não sei onde elas aprenderam que se lamentar promove, eleva o moral, faz realizar sonhos, impulsiona rumo aos objetivos.
Nós somos o nosso maior patrimônio. É um chavão, mas vale a pena lembrar que a única coisa que vai junto com você além túmulo é você mesmo. Acredite, tem gente que deixa no testamento que quer ser enterrado com um terno de grife!
O que você tem feito com o seu maior patrimônio: VOCÊ!?
As pessoas não se preocupam com o fato de que o cérebro registra tudo o tempo todo. Iniciam o dia mal agradecendo pelo sol, pela chuva, frio, pelo emprego que possuem, ou não possuem. Confesso que nunca vi ninguém melhorar na empresa começando o seu dia dessa maneira, e também não tenho visto pessoas desempregadas sendo contratadas logo que dizem ao entrevistador: “ah, minha vida é uma desgraça, nada dá certo, sou um azarado mesmo”. Minha nossa, que empresa deseja uma pessoa dessas dentro do ambiente de trabalho? Você contrataria alguém assim?
As pessoas têm sim seus valores e crenças, que receberam do convício que tiveram. Isso, de certa forma, as molda. Mas, o problema não é esse. O trágico, é que elas ouvem que não podem acreditar que são vítimas, inúteis. Uma multidão revela que de nada adianta ficar reclamando da vida. Que a vida não muda sem antes mudarmos internamente. Porém, ficam inertes a essas dicas, orientações. Ter crença erradas, às vezes, não é uma faculdade, pois conforme o habitat saímos abarrotados de informações, exemplos negativos, mas, a partir de determinado momento, podemos mudar o rumo da nossa História.
O que você tem feito com o seu maior patrimônio? Você conhece alguém que tomaria veneno para curar sua patologia? Você conhece alguém que, sabendo que o fogo queima, continua a tentar tocá-lo ou atravessá-lo sem precaução? Você conhece algum banco que, depois do cliente ter esgotado todos os seus limites, sem cumprir com suas obrigações, continua dando crédito ao cliente
O mesmo funciona com o seu maior patrimônio. Até certo ponto, sua CONTA CORRENTE interna vai lhe emprestando “dinheiro”, mas, também há um limite. Se você faz depósito de lixos, negativismos, lamentações, reclamações, sofrimentos, sentimentos enfadonhos, rapidamente ficará sem saldo e pior, entrará no limite, mas, além disso, ficará devendo e pode ser “fichado” por isso, perdendo seus direitos como cliente, até que recobre as forças, se conseguir.
Vou lhe dar três passos para você não permitir destruir o seu maior patrimônio: VOCÊ!
  1. Acorde bem, independentemente da situação: está sem emprego, acorde bem. Nunca contratei pessoas que dizem ser sem sorte, que não encontram oportunidades, que elas estão em falta. E não sou o carrasco. A grande maioria também não contrata. Acorde bem, ore, mentalize um dia maravilhoso, lindo, no qual você se vê forte para superar as dificuldades e aproveitar oportunidades.
  2. Até que você vá dormir, fique bem: do momento em que você acorda, ao momento em que vai se deitar, esteja bem, não importa o que aconteça. Terá o direito de ficar triste, de chorar, de gritar, de esbravejar. Mesmo que isso, na maior parte das vezes, não lhe faça bem, sei que terá momentos em que não irá se controlar. Mas, logo depois que expor suas emoções, retome o controle e veja a partir de um prisma positivo o que lhe aconteceu. Sempre há algo de positivo no que nos acontece;
  3. Durma bem: agora que você já acordou bem e, até este momento em que vai se deitar fez o que lhe sugeri nos passos 1 e 2, estou certo de que terá uma boa noite de sono. Para garantir que irá dormir bem, faça uma boa oração, peça ao seu Deus que lhe dê uma ótima noite e que no dia seguinte você acorde disposto, motivado e pronto a enfrentar o que tiver de enfrentar. Faça isso em voz alta, mentalizando os momentos bons que teve no seu dia. Agradeça pelo seu dia
Cuide do seu maior patrimônio, que é VOCÊ mesmo. Senão, não vai cuidar bem de mais nada. Não adiante tentar mostrar que você se mata de trabalhar para dar uma vida boa à sua família, que você enfrenta um leão por dia para eles não terem que fazer isso. Isso é lorota. Ninguém que não cuida de si mesmo, tem condições de cuidar de outros.
Afinal das contas, você já percebeu que você é a única pessoa com a qual terá de acordar, obrigatoriamente, todos os dias? Como você deseja fazer isso pelo resto da sua vida?
Um grande abraço e felicidades sempre!
Atenciosamente,
Professor Paulo Sérgio Buhrer
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