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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Competências gerenciais e comportamentais

Competências gerenciais e comportamentais exigidas pelo mercado.

COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAISAs Competências Comportamentais se  referem aos padrões de comportamento e atitudes  individuais. Capacitam o profissional a aliar o conhecimento técnico a um comportamento atual, moderno e correto no ambiente de trabalho.
São elas:
- Empreendedorismo: capacidade de enxergar oportunidades e implementar novos projetos;
- Ética Pessoal: possuir conduta idônea no exercício da sua profissão;
- Comprometimento e Responsabilidade: capacidade de cumprir prazos, com qualidade e com foco em resultados;
- Equilíbrio Emocional: capacidade de manter o equilíbrio em situações adversas, com foco na solução do problema;
- Relacionamento Interpessoal: capacidade de criar e desenvolver redes de relacionamento profissionais;
- Consciência e Diversidade Intercultural: capacidade de conhecer e conviver profissionalmente com pessoas diferentes;
-  Flexibilidade: capacidade de se adaptar a novas situações.

COMPETÊNCIAS GERENCIAISAs Competências Gerenciais estão estreitamente ligadas às competências técnicas e comportamentais, transformando-se em  indispensáveis  ferramentas de  trabalho que capacitarão o profissional a desenvolver elevado padrão de entrega de
resultados. São elas:
-  Liderança: capacidade de liderar pessoas e equipes de alto desempenho;
- Visão global e pensamento estratégico: capacidade de pensar o futuro e tomar decisões equilibradas;
- Gestão de pessoas e conflitos: capacidade de montar equipes competentes e resolver conflitos rapidamente;
- Processo de vendas e negociação: capacidade de vender idéias de forma profissional e convincente;
-  Trabalho em equipe: capacidade de trabalhar de forma eficiente em equipe;
- Gerenciamento e entrega: capacidade de organizar, planejar e implementar projetos do início ao fim;
- Processo de tomada de decisão: capacidade de tomar decisões profissionais de alta eficácia;
- Etiqueta empresarial: capacidade de se comportar corretamente no ambiente de trabalho;
- Cultura e valores organizacionais: capacidade de identificar e respeitar regras de conduta no ambiente profissional.
O desenvolvimento destas competências diferencia o aluno da ESAMC e faz com  que o seu desempenho abra portas
de empresas e organizações de sucesso.

Competências  técnicas,  gerenciais  e  comportamentais  necessárias  para  o  sucesso  no mercado. 

Perfil Técnico- Tem boa capacidade de expressão oral e escrita;
- Sabe utilizar o raciocínio quantitativo e lógico na sua profissão;
- Possui visão crítica e analítica;
- É especialista em sua área de formação.

Perfil Gerencial- Sabe alinhar e conduzir equipes aos objetivos definidos;
- Pensa estrategicamente e tem visão global do funcionamento da organização em que trabalha;
- Sabe gerenciar equipes e projetos;
- Sabe apresentar e negociar projetos com eficácia, sempre com visão ganha-ganha;
- Sabe trabalhar em equipes multifuncionais;
- Sabe planejar, organizar, implementar e controlar projetos com foco em resultados;
- Tem capacidade analítica, de identificação de problemas, planejamento e encaminhamento de soluções;
- Sabe representar uma organização em ocasiões sociais e profissionais;
- Sabe identificar, conhecer e respeitar o código de conduta de uma organização.

Perfil Comportamental- É empreendedor. Assume riscos calculados e implementa projetos que agregam valor;
- Conhece a fundo os princípios de ética pessoal e corporativa;
- É comprometido, cumpre prazos e busca sempre atingir resultados;
- Tem equilíbrio e busca resultados mesmo em situações adversas;
- Sabe trabalhar com pessoas e construir relacionamentos profissionais;
- Reconhece e convive de forma construtiva com a diversidade cultural;
- Aceita novos desafios, novas formas de trabalho e aceita mudar de posição quando convencido.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Conceito de Competência

1. HISTÓRICO

O movimento em favor do uso das competências começou em 1973, com a publicação do artigo Testing for competence rather than for “intelligence” pelo psicólogo norte-americano David McClelland.

Nesse trabalho, McClelland condenou o uso dos testes de aptidão e de inteligência na avaliação de estudantes e na seleção de candidatos a emprego sob o argumento de que esses testes não conseguiam prever o sucesso em situações de vida fora da escola e, em particular, o sucesso profissional, por não haver correlação entre o resultado alcançado nesses testes e o desempenho no trabalho.

McClelland defendeu a substituição dos testes de aptidão e de inteligência por testes de competência, alegando que estas seriam medidas mais adequadas para prever o desempenho no trabalho do que os testes tradicionais. O autor não definiu expressamente o termo competência, adotando-o apenas como “símbolo para uma abordagem alternativa aos tradicionais testes de inteligência”.

Ele forneceu, porém, algumas indicações de como deveriam ser os novos testes.

McClelland sustentou que os testes de competência deveriam ser testes de desempenho tendo como padrão de referência amostras de comportamento no trabalho (criterion sampling) de profissionais bons e ruins. Ele citou alguns exemplos: se desejarmos saber se uma pessoa é capaz de dirigir um automóvel, deveremos dar-lhe um teste de direção, não um teste de inteligência; se quisermos saber quem será um bom policial, deveremos descobrir o que um policial faz, elaborar uma relação de suas atividades e escolher uma amostra dessas atividades como base para testar candidatos; se desejarmos identificar quem são os bons professores dentre vários candidatos à docência, temos, primeiro, que filmar várias aulas e identificar quais são as diferenças de comportamento entre os professores bons e os ruins.

McClelland também defendeu que os resultados dos testes de competência deveriam refletir as mudanças ocorridas na capacidade dos indivíduos como resultado do treinamento ou da experiência.

Ele propôs ainda que os testes deveriam avaliar competências mais ou menos genéricas, isto é, competências que pudessem ser usadas em várias situações similares, sob a justificativa de que, se fossem escolhidas competências exclusivas de cada atividade típica de um cargo, correr-se-ia o risco de ter que elaborar dezenas de testes para cada ocupação profissional.

Uma não menos importante recomendação de McClelland foi que deveriam ser consideradas não apenas competências técnicas mas também as comportamentais. Ele ilustrou essa recomendação com o exemplo do frentista de posto de gasolina. Pode-se medir sua competência em desatarraxar a tampa do tanque e colocar a gasolina, mas o que influirá na quantidade de combustível que ele irá vender não serão essas capacidades técnicas, mas sim, o fato de ele se mostrar simpático e limpar o pára-brisa do carro do cliente, competência que se pode chamar de Orientação para o Cliente ou Foco no Cliente.

De todo o exposto, concluímos que, para McClelland:

• Competência é um conceito cuja principal finalidade é embasar a construção de testes capazes prever o desempenho futuro. Em outras palavras, o teste de competências é uma ferramenta de seleção de pessoal;

• Os testes não devem refletir caracteres imutáveis do indivíduo, mas sim, características que possam ser modificadas pelo treinamento ou pela experiência. Isso significa que as competências também podem servir de base para avaliações de desempenho no trabalho;

• As competências devem ser procuradas nos ocupantes dos cargos em estudo, não em descrições de cargos;

• Os profissionais que possuem desempenho superior exibem comportamentos diferentes dos que apresentam desempenho mediano ou inferior;

• Se um indivíduo apresenta um desempenho superior, então ele é competente. Em outras palavras, competência equivale a desempenho superior que, por sua vez, equivale a comportamento diferenciado;

• O pesquisador deve observar os ocupantes do cargo em estudo para identificar os comportamentos que diferenciam os profissionais de desempenho superior dos outros;

• O pesquisador deve procurar identificar comportamentos genéricos, isto é, as condutas comuns a várias ocupações profissionais.

Deve-se ressaltar que, embora McClelland defenda o uso de competências genéricas não vinculadas a um posto de trabalho específico, todos os exemplos por ele oferecidos exprimem competências associadas a ocupações profissionais determinadas.



2. TRABALHOS POSTERIORES

Após o trabalho pioneiro de McClelland, vários estudiosos, pesquisadores e consultores escreveram sobre o assunto, produzindo uma enorme variedade de definições de competência. Vamos examinar as mais famosas, bem como o debate que produziram.

Boyatzis, por exemplo, definiu competência como os atributos subjacentes de uma pessoa que levam a um desempenho eficaz e/ ou superior em uma ocupação profissional. Nesses atributos incluem-se características como motivos, traços de personalidade, habilidades, auto-imagem e conhecimentos. Para o autor, competências são características que apresentam uma relação causal com o desempenho superior no trabalho, ou seja, devem existir evidências de que a posse daquelas características conduz ao desempenho superior. Em outras palavras, as competências não são características que apenas teoricamente ou supostamente levam ao desempenho superior, mas sim, características que comprovadamente, isto é, empiricamente, conduzem a esse desempenho.9

Spencer e Spencer seguem a linha de Boyatzis, definindo competência como uma característica subjacente que apresenta uma relação causal com o desempenho superior em um cargo ou situação. Os autores incluem no conceito atributos como motivos, traços de personalidade, auto-conceito, conhecimentos e habilidades.

Spencer e Spencer apresentam duas formas de se visualizar as competências: como um iceberg e como um conjunto de círculos concêntricos. Apenas os conhecimentos e as habilidades são visíveis, por constituirem características relativamente superficiais ou externas das pessoas. Por outro lado, atributos como auto-conhecimento, traços de personalidade e motivos são menos visíveis, porque mais profundos ou situados no círculo mais íntimo do modo de ser do indivíduo. Os autores afirmam que os conhecimentos e as habilidades são relativamente fáceis de desenvolver, razão pela qual a maneira mais econômica de assegurar que os empregados possuam essas características é por meio do treinamento. Já os motivos e a personalidade são difíceis de identificar e de desenvolver, o que leva Spencer e Spencer a recomendarem que tais atributos sejam procurados nos indivíduos durante o processo seletivo.

Lawler critica a definição de competência oferecida por Spencer e Spencer perguntando: Por que tentar recompensar alguém por possuir algo que está “sob a superfície” e que, portanto, é difícil de avaliar e de relacionar ao desempenho no trabalho? Não seria melhor trabalhar com os conhecimentos e as habilidades, que são mais fáceis de medir e estão diretamente relacionados à eficácia profissional?

Do lado contrário, defendendo a conceituação ampla de competências de Boyatzis, Hofrichter e Spencer argumentam que conhecimentos e habilidades são competências básicas que, como tais, produzem um desempenho apenas mediano; não constituem, portanto, as características que levam ao desempenho notável. Conhecimentos e habilidades medem o que as pessoas podem fazer, não o que elas irão fazer (grifo dos autores). São as características profundas da personalidade que fazem as pessoas exibirem os comportamentos de que são capazes.

Ledford questiona a excessiva amplitude do conceito de Boyatzis, que não permite distinguir o que é e o que não é competência. O autor apresenta sua própria definição de competência como as “características demonstráveis da pessoa, incluindo conhecimentos, habilidades e comportamentos, que possibilitam o desempenho”. Ledford ressalta três elementos em seu conceito. Primeiro, competência diz respeito à pessoa, ou seja, é independente de um cargo ou posição. Assim, um empregado pode levar suas competências de um cargo para outro. Segundo, as competências devem ser passíveis de comprovação para que possam servir como base de remuneração. Terceiro, as competências indicam o potencial de desempenho.

Parry também critica a inclusão de valores, estilos e traços de personalidade no conceito de competência, argumentando tratar-se de caracteres inatos ou cristalizados no indivíduo muito antes da idade adulta, e que, portanto, não podem ser desenvolvidos por meio de treinamento. O autor também lembra que muitos especialistas em recursos humanos acreditam que programas de treinamento, avaliações de desempenho e gestão da remuneração devem visar o desempenho, não a personalidade.

Para Parry, competência é “um agrupamento de conhecimentos, habilidades e atitudes inter-relacionados que afeta a maior parte do cargo, que se relaciona com o desempenho nesse cargo, que pode ser avaliado em relação a padrões de referência pré-estabelecidos, e que pode ser melhorado por meio de treinamento e desenvolvimento”.

De acordo com McFall, competência traduz a idéia de uma “capacidade aprendida, adquirida através de treinamento ou experiência”. O autor complementa sua definição afirmando que competência “é um termo avaliativo, refletindo o julgamento de alguém, com base em algum critério, de que o desempenho de uma pessoa em uma tarefa é adequado”. McFall explica que esse conceito tem várias implicações, entre as quais, que competência não é um traço de personalidade, mas representa uma avaliação de desempenho, e que avaliações de competência são sempre realizadas em uma situação tarefa/contexto específica, cuja variação afeta o desempenho da pessoa avaliada.

Von Krogh e Roos, referindo-se ao dicionário Webster, argumentam que a definição de competência ali contida pressupõe um conhecimento específico e uma tarefa determinada. Os autores observam que o termo competência deriva do latim competentia, que significa acordo, concordância. No caso, concordância entre “conhecimento” e “tarefa”. E concluem com a afirmativa de que discutir competência faz sentido somente em um contexto conhecimento-tarefa específico.

3. COMENTÁRIOS



3.1 Boyatzis / Spencer e Spencer

O conceito de competências de Boyatzis merece reparos. Em primeiro lugar, o autor choca-se de frente com McClelland, que condenou o uso dos testes de aptidão e de inteligência na seleção de candidatos exatamente pelo fato de esses testes não conseguirem prever o sucesso profissional. Os estudiosos têm demonstrado repetidamente que traços de personalidade e aptidões possuem baixa validade como previsores de desempenho. Em outras palavras, a posse de um conjunto específico de aptidões e de traços de personalidade não produz necessariamente um desempenho superior. Há, portanto, uma incoerência por parte de Boyatzis, que defende a existência de uma relação causal entre as competências do indivíduo e o desempenho superior mas inclui no conceito atributos que não têm relação com esse desempenho.

Boyatzis também se opõe a McClelland porque atributos tais como traços de personalidade, aptidões, valores e motivos são relativamente permanentes no indivíduo adulto e, assim, difíceis de adquirir ou modificar por meio do treinamento ou da experiência. A pessoa os possui ou não os possui. Assim, se não faz sentido esperar que qualquer adulto adquira tais atributos durante sua vida profissional, então tais caracteres não podem ser exigidos após a contratação nem devem ser objeto de avaliação de desempenho.

Por fim, resta observar que Boyatzis também se afasta radicalmente de McClelland porque, para este último, competência não é um conjunto de atributos que levam a um comportamento diferenciado, mas sim, o próprio comportamento.

O conceito amplo de competências de Boyatzis é, portanto, inaceitável. A definição proposta por Spencer e Spencer padece das mesmas deficiências que a de Boyatzis, razão pela qual deve ser tida como igualmente inadequada.



3.2 Ledford

O conceito de Ledford também suscita comentários. Sobre a afirmativa de que competência é independente do cargo, deve-se objetar que uma mesma competência, se associada a cargos diferentes, poderá se expressar por meio de comportamentos completamente distintos. Seja, por exemplo, a competência denominada Orientação para o Cliente ou Foco no Cliente. Se a ocupação em exame for a de frentista de um posto de gasolina, a competência em questão se expressará por meio de um certo conjunto de comportamentos; se se tratar de uma atendente de empresa de locação de automóveis, a mesma competência implicará outras tantas condutas; se estivermos falando de um professor, então poderemos pensar que seus clientes são os alunos para os quais ele leciona, caso em que o foco no cliente se traduzirá em comportamentos específicos e diferentes de todos os outros. Até mesmo o projetista de um bem de consumo durável pode manifestar uma Orientação para o Cliente por meio de condutas específicas, como por exemplo, pela tentativa de se colocar no lugar do cliente ao usar o produto.



3.3 Parry

Preliminarmente, há que se ressaltar que Parry teve o mérito de incluir as atitudes na definição de competência, sob o argumento de que a Psicologia considera esse tipo de atributo como passível de aprendizagem.

A inclusão das atitudes supre uma deficiência que Hofrichter e Spencer dizem existir no conceito restrito de competência: que conhecimentos e habilidades medem apenas o que as pessoas podem fazer mas não o que irão fazer. Ora, atitudes são exatamente os atributos que fazem as pessoas terem a pré-disposição de exibir os comportamentos de que são capazes.

Não obstante, seu conceito não pode passar sem crítica. A definição de Parry inclui apenas competências “principais”, qualificando como tais aquelas utilizadas amplamente. Ele exclui, pois, as competências específicas usadas esporadicamente.

Trata-se de uma qualificação arbitrária. Competência é um conceito subjetivo. Cabe, portanto, a cada empresa definir o que é relevante em termos de competências. Ademais, uma empresa poderá atribuir pesos diferentes a competências diversas, segundo sua relevância.

Ademais, competência só pode relacionar-se a desempenho, caso contrário o conceito não faria sentido. Esse elemento da definição é, portanto, redundante. É também redundante a referência à “avaliação segundo padrões pré-estabelecidos”, pois avaliar já significa comparar algo com um padrão de referência. A competência de um profissional, portanto, só pode ser avaliada pela empresa se esta dispuser de um padrão de comparação. Desnecessária é ainda a menção de que competência é algo que pode ser melhorado por meio de treinamento exatamente porque a Psicologia considera que conhecimentos, habilidades e atitudes podem ser objeto de aprendizagem. Por fim, é de se notar que o autor não explicitou o que seja desempenho.



4. PROPOSTA DE UM CONCEITO DE COMPETÊNCIA



Vistos os problemas contidos nos conceitos anteriores, e dadas as contribuições de McFall e de Von Krogh/Roos, proponho a seguinte definição de competência no trabalho:

Competência no exercício de um cargo ou de uma atividade profissional é o comportamento exibido no exercício do cargo ou da atividade que corresponde ao esperado pela empresa, bem como um conjunto específico de conhecimentos, habilidades e atitudes que comprovadamente causam esse comportamento.

A definição apresenta os seguintes elementos:

1. Competência é um comportamento e é também o conjunto de atributos que causam esse comportamento. Trata-se, portanto, de um conceito que possui duas faces.

2. A definição de competência como comportamento atende às necessidades de seleção de pessoal e de avaliação de desempenho, enquanto sua definição como um conjunto de atributos satisfaz as necessidades de treinamento.

3. Ao mencionar “um cargo ou atividade profissional”, o conceito descarta implicitamente a idéia de uma lista única contendo competências genéricas que seriam aplicáveis a todas ou a um grupo de posições de uma organização. A razão é que a mesma competência poderá ser expressa por comportamentos diversos conforme o cargo a que estiver relacionada.

4. Competência é o comportamento exibido no exercício do cargo ou da atividade. Isto significa que competência é a capacidade demonstrada sob a pressão e as circunstâncias de uma situação real de trabalho, não apenas durante um treinamento.

5. Competência é o comportamento que corresponde ao esperado pela organização. A conduta esperada pela empresa é o padrão de referência que permite avaliar o desempenho de um funcionário ou a qualificação de um candidato. O comportamento esperado, porém, não é fixo, mas sim, mutável. De fato, dentro do conceito de competência, as condutas que uma organização espera de seus funcionários serão determinadas pelos comportamentos exibidos por aqueles que apresentam desempenho considerado notável em um dado momento. Se, posteriormente, esses ou outros funcionários exibirem um desempenho que excede o esperado, este desempenho inesperado tenderá a ser adotado pela empresa como o novo padrão de referência para fins de definição de competência, substituindo o anterior como o novo desempenho esperado. A conduta que define uma certa competência, portanto, poderá variar de organização para organização.

6. Competência é também um conjunto de atributos: conhecimentos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (querer fazer). Rejeita-se, portanto, o conceito amplo de competências, que inclui traços de personalidade e outras características não passíveis de aprendizagem.

7. O comportamento esperado pela empresa deve ser causado comprovadamente pelo conjunto de atributos que definem a competência. Em outras palavras, deve haver uma relação de causalidade empírica entre os atributos de competência e o comportamento tido como competente.



5. EXEMPLO DE APLICAÇÃO DO CONCEITO PROPOSTO



Vamos tomar como exemplo uma atividade simples mencionada por McClelland: dirigir automóvel.



5.1 Comportamentos competentes

Seja um grupo de motoristas que moram em um grande centro urbano e possuem habilitação há pelo menos dez anos. Suponhamos que esses motoristas sejam considerados excelentes e apresentem os seguintes comportamentos, identificados por meio de uma entrevista comportamental:

• Dirigem todos os dias da semana;

• Dirigem tanto de dia como à noite;

• Dirigem tanto na cidade como na estrada;

• Quando em férias, fazem longas viagens de automóvel para chegar a seu destino turístico;

• Mantêm seus veículos devidamente licenciados;

• Mantêm seus veículos em perfeitas condições de segurança, conservação e manutenção;

• Mantêm sua habilitação em dia com as exigências legais;

• Não foram multados nem se envolveram em acidentes de automóvel nos últimos dez anos;

• Não atrapalham os outros motoristas nem o fluxo geral de tráfego;

• Não adotam práticas perigosas como: ziguezaguear, dirigir em velocidade muito superior ou inferior à do fluxo geral de tráfego, trafegar “colado” ao veículo da frente, efetuar ou tentar efetuar conversão à esquerda ou à direita estando, respectivamente, na faixa da direita ou da esquerda, efetuar conversão ou mudar de faixa sem aviso prévio, dirigir após ingerir bebida alcoólica etc.



5.2 Atributos hipotéticos

Dados os comportamentos relacionados no item 5.1 acima, pode-se formular, como hipótese, que tais comportamentos são causados pelo seguinte conjunto de atributos, que também definiriam a competência do citado grupo de motoristas:

Atitudes

• Uma atitude fortemente positiva em relação ao ato de dirigir automóvel;

• Uma atitude fortemente positiva em relação ao cumprimento da legislação de trânsito;

• Uma atitude fortemente positiva em relação à segurança no trânsito;

• Uma atitude fortemente positiva em relação ao automóvel que possuem;

• Forte altruísmo no trânsito.

Conhecimentos

• Conhecimento amplo e profundo da legislação de trânsito;

• Conhecimento amplo e profundo de direção defensiva.

Habilidades

• Grande habilidade na condução de automóveis.



5.3 Verificação empírica da relação entre atributos e comportamentos

A verificação empírica consiste em identificar outro grupo de motoristas considerados excelentes que apresentem os comportamentos relacionados no item 5.1, testá-los em relação à posse do conjunto de atributos listados no item 5.2 e calcular o coeficiente de correlação entre seus comportamentos e seus atributos.



NOTAS

1 McClelland, David C. Testing for competence rather than for “intelligence”. American Psychologist, 1973, January, 28(1): 1-14.

2 McClelland. cit. p. 7.

3 Idem.

4 McClelland. cit. p. 8.

5 Idem.

6 McClelland. cit. p. 9.

7 DAÓLIO, Luiz Carlos. Perfis & Competências: Retrato dos Executivos, Gerentes e Técnicos. São Paulo: Érica, 2004. p. 175.

8 Posteriormente, em lugar da observação, McClelland passou a usar outro método, a Entrevista Comportamental (BEI – Behavioral Event Interview), desenvolvida por profissionais da então empresa de consultoria McBer (McClelland, D. C. A guide to job competency assessment. Boston: McBer and Company, 1976).

9 BOYATZIS, Richard E. The competent manager: A model for effective performance. New York: John Wiley & Sons, 1982. p. 21.

10 SPENCER, Lyle M., Jr. e Signe M. Spencer. Competence at work: Models for superior performance. New York: John Wiley & Sons, 1993. pp. 9-10.

11 SPENCER e Spencer. cit. p. 11.

12 LAWLER III, Edward E. Competencies: A Poor Foundation for the New Pay. Compensation & Benefits Review, november/december 1996, 28(6): 23.

13 HOFRICHTER, David A. e Lyle M. Spencer, Jr. Competencies: The Right Foundation for Effective Human Resources Management. Compensation & Benefits Review, november/december 1996, 28(6): 22.

14 LEDFORD JR., Gerald E. Paying for the Skills, Knowledge, and Competencies of Knowledge Workers. Compensation & Benefits Review, july-august 1995, 27(4): 56.

15 PARRY, Scott B. The Quest for Competencies. Training, july 1996, 33(7): 50.

16 Idem.

17 MCFALL, R. M. (1976, 1982) em DEL PRETTE, Zilda A. P. e Almir Del Prette. Psicologia das habilidades sociais: terapia e educação. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 45.

18 VON KROGH, Georg e Johan Roos. A perspective on knowledge, competence and strategy. Personnel Review, 1995, 24(3): 62.

19 PARRY. Idem.

20 Idem.

http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=16&canallocal=48&canalsub2=155&id=1699

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O que vale mais: competência técnica ou comportamental?


O que vale mais: competência técnica ou comportamental?

Publicado por admin em 25/06/2010 (373 leituras)
Palavras como qualificação, formação, graduação, treinamento, pós-graduação, MBA, desenvolvimento pessoal e profissional não saem da cabeça de quem procura um emprego ou quer crescer na empresa em que trabalha. Isso não é segredo para ninguém. Na verdade, o que gera dúvidas em relação à colocação ou promoção no mercado de trabalho atual são questões acerca das competências exigidas para alcançar esses objetivos. O que é mais importante: saber trabalhar em equipe ou realizar muito bem tecnicamente determinada tarefa? Ter um excelente nível de comunicação ou entregar o que lhe pedem em tempo?
Antes de refletirmos sobre essas questões ou escolhas, vamos tentar entender melhor o significado da palavra mágica “competência".
Ela pode ser sinônimo de conhecimentos, habilidades e atitudes que tornam um profissional importante para sua organização e para toda e qualquer empresa. Nesse sentido, podemos dizer que essas características valiosas atendem às necessidades do empregador e transformam as pessoas em profissionais eficientes, portanto, desejados pelo mercado de trabalho.
A partir dessa primeira definição, classificamos as competências como técnicas, quando ligadas diretamente à inteligência intelectual, ou comportamentais, se relacionadas ao aspecto emocional.
Com a globalização e o estímulo à alta competitividade, as empresas passaram a exigir cada vez mais de seus colaboradores qualidades como comunicabilidade, automotivação, capacidade de trabalhar em equipe, resiliência e capacidade de lidar bem com as próprias emoções nas mais diversas ocasiões. Essas são as competências de cunho comportamental.
Não devemos, de forma alguma, desconsiderar as competências técnicas, muito importantes para auxiliar na seleção e contratação. Porém, a ausência de algumas características comportamentais citadas acima tem sido motivo de demissão de muitos profissionais que apresentam apenas domínios técnicos.
Gestores de recursos humanos, empresas de seleção e especialistas em análises comportamentais elencam a existência de quatro tipos de profissionais, classificados a partir da ausência ou presença dos dois tipos de competências. O profissional 1 apresenta baixa competência técnica e baixa competência comportamental; o profissional 2 tem alta competência técnica e baixa competência comportamental; o profissional 3 demonstra baixa competência técnica e alta competência comportamental; e o profissional 4 reúne alta competência técnica e alta competência comportamental.
Pesquisas apontam a ordem de valorização é crescente, ou seja, os profissionais do tipo 1 são os mais temidos, enquanto os do tipo 4 são considerados moscas brancas, os que conseguem sucesso e destaque em quaisquer situações ou segmentos de atuação.
Cabe a cada gestor auxiliar sua equipe, estabelecendo feedbacks sobre a deficiência ou ausência de determinada competência. Certamente, as comportamentais são as de desenvolvimento mais complexo, pois consistem em características de caráter.
Acima de tudo, cada um deve assumir a responsabilidade de realizar autoavaliações com certa frequência, tendo como referência seu histórico profissional e a análise de diferentes situações a que estamos expostos diariamente nas corporações. Para tanto, é imprescindível usarmos como ferramenta principal a reflexão sobre como utilizamos nossa inteligência emocional para solucionar situações que apresentam maior grau de conflito interpessoal.

João Carlos Goia é gerente do Senac Piracicaba, jornalista pós-graduado em mídias e mestrando em educação.

Dicionário de Competências da Justiça Federal

DICIONÁRIO DE COMPETÊNCIAS DA JUSTIÇA FEDERAL

COMPETÊNCIAS INSTITUCIONAIS
GESTÃO DOPROCESSO JUDICIAL - Capacidade de coordenar e controlar as atividades processuais, entregando com eficiência e presteza a tutela jurisdicional
EXCELÊNCIA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - Capacidade para empreender ações eficazes, sistêmicas e sinérgicas, contribuindo para o aperfeiçoamento e a celeridade do atendimento da justiça federal
GESTÃO DA MODERNIZAÇÃO - Capacidade de desenvolver a instituição, os grupos e os indivíduos na busca contínua de produtividade, otimizando os processos de trabalho e favorecendo a mudança de atitudes
GESTÃO DE PESSOAS - Capacidade de implementar políticas de gestão de recursos humanos orientadas a incentivar o desenvolvimento das competências necessárias para garantir a excelência na prestação de serviços
GESTÃO DE PROCESSOS - Capacidade tecnológica, estrutural e humana de coordenar, integrar, uniformizar e gerir a eficiência dos processos nas diferentes áreas para garantir os resultados da justiça federal
GESTÃO DA INFORMAÇÃO - Capacidade de processar e disponibilizar a informação atualizada de forma eficaz, promovendo a interação entre os órgãos da justiça federal, os demais poderes e a sociedade civil
GESTÃO DE ARTICULAÇÃO E PARCERIAS - Capacidade de atuar proativamente visando a interação entre os órgãos da justiça federal e a promoção de parcerias com as demais instituições na busca do cumprimento da missão
GESTÃO DE RECURSOS - Recursos financeiros, tecnológicos e estruturais, aferindo o cumprimento dos objetivos pretendidos pela justiça federal


COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS
ESCALA DE MENSURAÇÃO DOS GRAUS DE COMPLEXIDADE
AQUISIÇÃORefere-se ao grau em que o indivíduo demonstra possuir algumas competências necessárias para o desempenho da função, portanto encontra-se em fase de desenvolvimento
APLICAÇÃO
neste nível considera-se que o indivíduo possui as competências básicas necessárias para o desempenho da função e as aplica no desnevolvimento de suas atividades
DESTAQUE
Refere-se ao nível em que o ocupante da função já se sobressai na realização de suas atividades, ele demonstra que possui comportamentos relevantes
EXCELÊNCIA
Considera-se o grau mais alto de desempenho da função. Nesse nível o indivíduo demonstra comportamento que extrapola o exigido
VISÃO SISTÊMICA
Capacidade para reconhecer o seu papel, perceber a integração e a interdependência das unidades e demais aspectos que envolvem e compõem a Justiça Federal, visualizando tendências internas e externas e possíveis ações capazes de influenciar o futuro.
1 - AQUISIÇÃO
- Percebe a Justiça Federal como um todo e a correlação entre as unidades.
- Interage com as áreas correspondentes dos demais órgãos.
- Conhece os processos de trabalho de sua unidade e a atividade das demais.
2 - APLICAÇÃO
- Percebe e atua de maneira antecipada frente às necessidades da Justiça Federal.
- Promove a articulação entre sua unidade e as demais em busca de parcerias.
- Desenvolve seu trabalho guiado pela análise e compreensão das estratégias e objetivos próprios da Justiça Federal.
3 - DESTAQUE
- Interage sistematicamente com outros órgãos da Justiça Federal e demais instituições, promovendo visitas e reuniões técnicas.
- Tem clareza e comprometimento com os objetivos e valores da Justiça Federal, identificando as necessidades dos magistrados e servidores para enfrentar os desafios.
- Identifica o impacto das tendências e ações capazes de influenciar o futuro, analisando oportunidades e vulnerabilidades. 
4 - EXCELÊNCIA
- Assume responsabilidades e mobiliza os magistrados e servidores quanto aos projetos de transformação organizacional e superação de situações de contingências.
- Analisa os cenários internos e externos da Instituição para diante das tendências estabelecer as diretrizes, objetivos, estratégias e planos de ação alinhados com as necessidades da sociedade.
- Possui visão global da Justiça Federal, compreendendo o funcionamento, a estrutura, os processos e os serviços dos órgãos que a compõem, a fim de promover e assegurar a sua integração e aprimoramento.
- Implementa inovações contínuas e otimiza resultados para a Justiça Federal, com base nas tendências identificadas.
ORIENTAÇÃO A RESULTADOS
Capacidade de estruturar e estabelecer estratégias, metas e ações, atingindo os resultados esperados, dentro dos prazos e padrões pré-definidos.
1 - AQUISIÇÃO
- Executa o seu trabalho, direcionando seu esforço para as tarefas e procedimentos.
- Acompanha os resultados dentro dos prazos estabelecidos.
- Informa-se sobre as tendências, estratégias e objetivos da Justiça Federal.
- Planeja as atividades necessárias para o cumprimento das metas.
- Assume responsabilidades sobre sua área de atuação.
2 - APLICAÇÃO
- Define o seu papel e dos componentes da equipe, estabelecendo mecanismos de acompanhamento e controle de resultados.
- Envolve a equipe no alcance dos resultados.
- Estabelece parcerias alinhadas aos objetivos.
- Otimiza recursos financeiros, tecnológicos e humanos.
- Orienta-se sempre pelo plano estratégico ou pelas diretrizes da Instituição.
3 - DESTAQUE
- Implementa programas de planejamento estratégico.
- Estabelece metas superiores às exigidas.
- Atende de forma autônoma aos prazos e orçamentos, mesmo em situações de pressão ou contingenciais.
- Supera situações adversas e incrementa as ações.
- Avalia permanentemente a relação custo/benefício dos resultados.
4 - EXCELÊNCIA
- Promove o aperfeiçoamento dos processos de trabalho.
- Mantém o foco na qualidade dos resultados e na satisfação do cliente, mesmo em situações contingenciais.
- Busca alternativas para obter recursos financeiros, tecnológicos e humanos.
- Desenvolve idéias, implementa soluções criativas e resolve problemas para melhorar resultados antecipando o futuro.
CONHECIMENTO
Capacidade de agregar conceitos, informações, técnicas e experiências práticas, transformando-os em ações e comportamentos que visem a efetividade dos objetivos da Instituição.
1 - AQUISIÇÃO
- Domina o conteúdo de suas atividades e sabe explicitar suas práticas.
- Detém informações e conhecimentos técnicos relativos a sua área.
- Aprende com as experiências dos outros.
- Busca fontes de informação para solução de problemas da unidade.
- Participa de eventos de capacitação específicos da sua área de atuação.
2 - APLICAÇÃO
- Compartilha informações e troca experiências.
- Assimila com facilidade novos conhecimentos, desenvolvendo assim novas habilidades e atitudes.
- Reconhece suas limitações e os seus pontos fortes com objetividade.
- Aplica em sua atividade os conhecimentos adquiridos.
3 - DESTAQUE
- Administra sua formação profissional contínua participando sistematicamente de cursos, seminários, leituras e outros.
- Compartilha os conhecimentos adquiridos em eventos de capacitação.
- Estimula e participa de processos de aquisição de novos conhecimentos relevantes aos objetivos da Instituição.
4 - EXCELÊNCIA
- Promove o intercâmbio contínuo de experiências entre as unidades da Justiça Federal e entre outras Instituições.
- Obtém sistematicamente know-how, visando a sua atualização.
- Demonstra resultados acima do esperado a partir dos conhecimentos adquiridos, estimulando os outros no processo.
- Ministra aulas/palestras ou presta assessoria técnica a outros, dentro ou fora da Instituição.
- É um referencial dentro e fora da Instituição.
- Reconhece o conhecimento como recurso de gestão, facilitando e incentivando a aprendizagem organizacional, por meio de compartilhamento de informação, técnicas e experiências práticas.
CAPACIDADE EMPREENDEDORA
Capacidade de buscar e identificar oportunidades de ação, propor e implementar soluções, de forma assertiva, inovadora e adequada.
1 - AQUISIÇÃO
- Percebe cenários futuros e expressa aspectos relevantes para sua área.
- Demonstra entusiasmo frente a idéias inovadoras.
- Complementa idéias para o alcance de resultados efetivos.
- Busca mudanças nos processos da sua rotina de trabalho para obter melhores resultados.
- Adapta-se rapidamente às mudanças dos processos de trabalho.
2 - APLICAÇÃO
- Toma decisões e implementa suas ações com agilidade e comprometimento.
- Inova criando oportunidades de crescimento de pessoas e de grupos.
- Adapta e aplica conceitos e idéias implementados em outras áreas às suas tarefas cotidianas.
- Analisa e projeta situações futuras redirecionando suas ações para o alcance dos resultados da área.
3 - DESTAQUE
- Procura ativamente propor e participar de projetos que implementem inovações em sua área, dando opiniões, questionando e oferecendo alternativas.
- Enfrenta as adversidades, superando os obstáculos com determinação e criatividade.
- Assume riscos controlados nas estratégias inovadoras de trabalho.
- Acompanha atentamente as melhores práticas, sugerindo novas formas de desenvolver seu trabalho.
4 - EXCELÊNCIA
- Lidera projetos interdisciplinares ou processos de mudança, transmitindo entusiasmo e conseguindo apoio e compromisso de outros na direção dos objetivos pretendidos.
- Gera e implanta soluções inovadoras que afetam positivamente os resultados globais, antecipando-se às necessidades do cliente.
- Corrige desvios do processo vencendo resistências e mudando atitudes, comportamentos e resultados.
- Promove a criação de novos modelos, processos e serviços da Justiça Federal, agregando valores para sociedade.
LIDERANÇA
Capacidade de direcionar os esforços de pessoas e grupos para o alcance dos objetivos da instituição, incentivando o aprendizado, facilitando o desenvolvimento de indivíduos e equipes e promovendo um clima motivador e harmônico.
1 - AQUISIÇÃO
- Tem conhecimento do potencial das pessoas.
- Atua como mediador nos conflitos de interesses internos.
- Analisa problemas e toma decisões relativas a rotinas de trabalho.
- Atua simultaneamente em mais de uma atividade, estabelecendo prioridades adequadas.
- Desenvolve relacionamentos de confiança e respeito.
- Fornece todas as informações necessárias para executar as tarefas.
2 - APLICAÇÃO
- Define metas e objetivos globais para a equipe.
- Delega responsabilidades e proporciona espaço para novas idéias e iniciativas individuais.
- Compartilha as informações com a equipe.
- Direciona a equipe para o alcance de resultados.
- Desenvolve ações que apóiam o desenvolvimento das pessoas e da equipe.
- Identifica situações que fogem do padrão de controle previsto.
3 - DESTAQUE
- Gerencia conflitos e mudanças, mantendo o clima de trabalho positivo.
- Avalia sistemática e objetivamente o desempenho da equipe, elaborando planos de desenvolvimento.
- Assume as responsabilidades e os riscos inerentes ao cargo que ocupa.
- Delega responsabilidade, com base em critérios objetivos, levando em conta as aspirações individuais.
- Envolve a equipe na tomada de decisões referentes a situações ou problemas da Instituição.
- Toma decisões em situações contingenciais, com informações e prazos insuficientes.
4 - EXCELÊNCIA
- Acompanha os resultados globais e participa do desenvolvimento da Instituição sistematicamente.
- Influencia e participa da elaboração das políticas e estratégias da Justiça Federal.
- Atua como referência e forma gestores e líderes.
COMUNICAÇÃO
Capacidade de ouvir, processar e compreender as mensagens situando-as no contexto adequado, expressando-se e argumentando com coerência, usando o feedback de forma a facilitar a interação. 
1 - AQUISIÇÃO
- Compreende e assimila o conteúdo e o objetivo da mensagem
- Expressa-se de forma clara e acessível, utilizando o canal de comunicação adequado.
- Transmite a mensagem recebida sem distorções.
2 - APLICAÇÃO
- Apresenta comunicação oral e escrita de forma organizada.
- Demonstra saber ouvir, compreendendo o conteúdo da mensagem e os interesses e motivações do interlocutor.
- Questiona construtivamente os interlocutores sobre pontos subjetivos ou não compreendidos.
- Compartilha com sua área as informações que tem acesso.
- Estabelece contatos com facilidade sendo objetivo, claro e coerente em suas argumentações.
3 - DESTAQUE
- Demonstra domínio do assunto e empatia com seus interlocutores conseguindo o impacto pretendido.
- Oferece e recebe de forma adequada os feedbacks que incluem aspectos positivos e negativos.
- Participa ativamente de reuniões, encorajando os outros a compartilharem informações e idéias.
4 - EXCELÊNCIA
- Apresenta idéias de modo claro, utilizando estratégias de comunicação apropriadas para cada situação.
- Estimula a prática do feedback com cortesia e respeito, obtendo melhorias no comportamento da equipe.
- Estimula e acompanha a eficácia dos processos de comunicação e interação entre as unidades, intermediando pontos de vista diferentes em função dos interesses globais.
- Coordena reuniões organizando e sintetizando idéias.
- Representa a Justiça Federal em eventos externos.
FOCO NO CLIENTE
Capacidade de analisar o cenário, além de sua área de atuação, identificando as necessidades e as perspectivas do cliente interno e externo da Justiça Federal.
1 - AQUISIÇÃO
- Consegue identificar o seu cliente.
- Identifica e compreende de forma efetiva as demandas explícitas do cliente.
- Ouve o cliente e busca soluções satisfatórias para as solicitações apresentadas.
2 - APLICAÇÃO
- Questiona os clientes sobre suas necessidades, monitorando a satisfação deles.
- Prioriza a satisfação das necessidades do cliente na busca de soluções mais adequadas.
- Busca e implementa com flexibilidade as soluções propostas, visando resultados efetivos.
3 - DESTAQUE
- Compromete-se com o resultado das soluções propostas.
- Negocia sua proposta internamente, envolvendo os outros, a fim de satisfazer as expectativas do cliente.
- Disponibiliza canais de comunicação com o cliente, garantindo o pronto atendimento e o acompanhamento.
- Divulga a solução internamente a fim de melhorar o atendimento em outras unidades.
- Utiliza sistema de avaliação do grau de satisfação dos seus clientes, visando a elaboração dos planos de melhoria.
4 - EXCELÊNCIA
- Antecipa-se as necessidades do cliente melhorando os serviços.
- Estimula e influencia pessoas e instituições a colaborarem efetivamente para atingir os objetivos da Justiça Federal.
- Lidera projetos corporativos para incrementar o grau de satisfação dos clientes e melhorar a imagem da Instituição.
- Avalia sistematicamente os resultados alcançados visando a reformulação dos objetivos estratégicos.
TRABALHO EM EQUIPE
Capacidade de trabalhar em grupo, integrando e respeitando a diversidade de conhecimentos, valores, talentos e personalidades, superando interesses individuais na busca de objetivos comuns.
1 - AQUISIÇÃO
- Compartilha informações e conhecimentos.
- Assimila pontos de vista diferentes das próprias idéias.
- Mantém foco no trabalho sem dispersão quando atuando em equipe.
- Colabora com outros na execução das tarefas.
- Demonstra interesse em aprender com os outros.
2 - APLICAÇÃO
- Divide tarefas descentralizando.
- Assume responsabilidades e cumpre os compromissos estabelecidos na equipe.
- Procura ativamente intercâmbio de informações e conhecimento.
- Solicita e fornece idéias para soluções de problemas.
- Respeita e aceita outras opiniões, ainda que sejam contrárias às suas, privilegiando o benefício comum.
3 - DESTAQUE
- Toma iniciativa para promover a integração das pessoas e das áreas.
- Envolve todas as pessoas na definição de objetivos comuns.
- Estimula atitudes de ajuda mútua entre os colegas de trabalho.
- Administra conflitos grupais.
- Demonstra compromisso com os resultados, assumindo as decisões do grupo.
4 - EXCELÊNCIA
- Cria e trabalha com grupos de pessoas que detêm habilidades e conhecimentos diversos e complementares, obtendo sistematicamente resultados relevantes.
- Mantém a equipe trabalhando eficientemente, estimulando e equilibrando a participação de todos.
- Exerce uma liderança participativa e eficaz por meio de sua empatia com o grupo.
- Atua como elemento catalisador entre os órgãos da Justiça Federal e demais instituições em torno dos objetivos estratégicos.
NEGOCIAÇÃO
Capacidade de conciliar interesses divergentes buscando equilíbrio de soluções satisfatórias para as partes envolvidas.
1 - AQUISIÇÃO
- Conhece os serviços que a Justiça Federal oferece.
- Domina os serviços da sua área de atuação.
- Identifica e compreende de forma efetiva os interesses e os aspectos envolvidos na negociação de sua unidade.
- Expressa-se com clareza e objetividade.
2 - APLICAÇÃO
- Cultiva o relacionamento com clientes internos e fornecedores, visando resultados para a Justiça Federal.
- Argumenta com consistência, com base em dados, visando resultados efetivos.
- É flexível em suas soluções, aceitando contraproposta dos clientes, quando necessário.
- Mantém bom relacionamento interpessoal ouvindo as partes envolvidas com foco nos objetivos da negociação.
- Identifica e compreende de forma efetiva os interesses e os aspectos envolvidos na negociação de sua área.
- Obtém sucesso relevante para as partes envolvidas.
3 - DESTAQUE
- Assume responsabilidades pelos compromissos firmados na negociação.
- Concilia interesses divergentes no processo de negociação entre as Unidades da Justiça Federal.
- Argumenta com coerência e consistência de forma a convencer pessoas-chave envolvidas na negociação.
- Identifica e compreende de forma efetiva os interesses e os aspectos envolvidos na negociação nas diversas áreas.
4 - EXCELÊNCIA
- Realiza negociações que impactem no alcance dos resultados globais da Justiça Federal.
- Integra interesses divergentes no processo de negociação com o Governo e instituições de caráter estratégico para a Justiça Federal.
COMPETÊNCIA INSTITUCIONALCOMPETÊNCIA COMPORTAMENTAL
Necessária para sua implementação
GESTÃO DO PROCESSO JUDICIAL• Orientação a resultados
• Trabalho em equipe
• Conhecimento
• Visão sistêmica
EXCELÊNCIA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS• Foco no cliente
• Trabalho em equipe
• Orientação a resultados
• Capacidade
GESTÃO DA MODERNIZAÇÃO• Negociação
• Capacidade empreendedora
GESTÃO DE RECURSOS• Visão sistêmica
• Capacidade empreendedora
• Negociação
• Conhecimento
GESTÃO DE PESSOAS• Liderança
• Trabalho em equipe
• Conhecimento
• Comunicação
GESTÃO DE PROCESSOS• Visão sistêmica
• Orientação a resultados
• Liderança
GESTÃO DA INFORMAÇÃO• Comunicação
• Conhecimento
• Foco no cliente
• Visão sistêmica
• Capacidade empreendedora
GESTÃO DE ARTICULAÇÃO E PARCERIAS• Liderança
• Negociação
• Trabalho em equipe
• Orientação a resultados


http://conline1.cjf.jus.br/phpdoc/pages/sen/gestao/dicionario.htm