As piores mancadas da entrevista
Jovens em geral são elétricos, riem e falam alto, gesticulam bastante e às vezes são sinceros até demais. Ou, ao contrário, mostram-se introspectivos e acanhados a ponto de perder a voz. Seja como for, tais características acabam se tornando grandes empecilhos quando, na busca por uma vaga no mercado de trabalho, o candidato se vê frente a frente com o recrutador.
De uma forma ou de outra, todo o jovem pertence a uma “tribo”, um grupo com o qual se identifica musical, cultural ou socialmente - e faz questão de deixar isso bem claro. Mas, atenção: tatuagens, piercings e cabelos multicoloridos podem pegar bem em agências de publicidade ou empresas de internet, cujos funcionários cultivam um estilo mais livre e despojado de se vestir e agir. Mas segundo os especialistas, não é bom arriscar. Afinal, a grande maioria das organizações não é tão flexível assim.
Aprender o modo certo de se vestir e de se comportar numa entrevista de trabalho sem dúvida aumenta as chances de conseguir o emprego de seus sonhos. Na avaliação de Érica Pessetti, gerente de seleção da consultoria Adecco, porém, os erros dos jovens nas entrevistas estão relacionados sobretudo à imaturidade natural e à falta de experiência. Isso, somado ao nervosismo e à ansiedade, só faz aumentar a probabilidade de soltar alguma bobagem. “Noto que há muita angústia, o que leva o candidato a dizer coisas desnecessárias e fúteis, ou tratar o entrevistador como um colega”, diz Érica.
De acordo com a consultora, os recrutadores costumam pedir aos candidatos que destaquem seus pontos fortes e fracos, seus gostos e suas aversões. Ao invés de responder de forma clara, objetiva e adequada à situação, os jovens geralmente partem para explicações e exemplos fora de contexto. “Já ouvi muito candidato responder coisas do tipo ‘gosto de chocolate’ ou ‘meu irmão sempre compra briga comigo por causa disso ou daquilo', conta Érica. "Isso demonstra absoluta falta de preparo e discernimento do candidato. "Na dúvida sobre como se portar, lembre-se do que sua mãe lhe recomendava na fase do vestibular. Ou seja, cercar-se do máximo de informações possível, apresentar idéias organizadas, chegar com antecedência para relaxar um pouco, não ir de estômago vazio ao teste, e por aí afora”.
Drauz Leite, de 26 anos, hoje é estagiário de marketing numa empresa distribuidora de autopeças, conta que nas suas primeiras entrevistas de emprego era sempre vencido pelo nervosismo. Isso por falta de informações e capacidade de argumentação. Ele percebeu como estava despreparado para enfrentar o mercado ao deixar um emprego de auxiliar de expedição no ano passado. “Era um cargo sem futuro, em que fiquei muito tempo estacionado”, diz.
Decidido a se atualizar, ele recorreu às palestras e workshops do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Junto com o currículo, também começou a enviar às empresas um texto narrando suas experiências de vida e os motivos que interessavam naquela vaga de trabalho. Deu certo. Depois de algumas entrevistas, Drauz passou a ser mais observador e, segundo ele, ficou mais “calejado”.
Imaturidade à parte, o candidato deve prestar atenção em aspectos como aparência, vocabulário e nível de conhecimento. E, ainda, certificar-se de que suas habilidades e personalidade estão realmente de acordo com a vaga pretendida. Luiza Ghisi, consultora de carreira e diretora da Tristan & Ghisi conta a história de uma candidata a estágio que levou a mãe à entrevista.
“A mãe entrou junto na sala, alegando que queria saber o que pretendíamos fazer com a sua menina”, recorda. Ela cita mais um exemplo, que demonstra outro erro comum dos jovens durante um processo de seleção: deixar que a insegurança se transforme em timidez. "Lembro de um candidato que ficou o tempo todo com as mãos no bolso de durante uma dinâmica de grupo", diz a consultora.
Abusar da eloqüência tampouco é uma boa tática, como demonstrou um casal recém-separado, também no decorrer de uma dinâmica de grupo com trainees. Sem que ninguém soubesse do relacionamento, os dois deram início a uma discussão sem fim sobre os bens do casal disputados na Justiça. Sem entender direito, os participantes ficaram surpresos. “Só mais tarde, depois de conversar com cada um separadamente, eles me contaram a verdade”, relembra Luiza.
Veja algumas histórias curiosas (e reais!) contadas pelos recrutadores - e aprenda o que não fazer.
- Durante a entrevista, um garoto carregou na dramaticidade na tentativa de ganhar o entrevistador pelo lado emocional. Apontou vários motivos para conseguir a posição. Um deles era que o pai estava muito doente e, portanto, precisava do salário para ajudá-lo.
- Antes mesmo da primeira palavra do entrevistador, a candidata afirmou que de modo algum faria tarefas operacionais e “subalternas”, tais como digitar, passar fax ou arrumar arquivos, pois "isto era serviço para secretárias". Mais: fez questão de deixar claro que tinha nascido para brilhar, ser uma estrela. O entrevistador não agüentou, e caiu na risada.
- O candidato a estagiário marcou entrevista para o meio-dia. Como ele não compareceu no horário previsto, o recrutador telefonou perguntando sobre seu paradeiro. Ao atender o telefone, o jovem pediu para não ser incomodado, pois "estava muito cansado da festa da noite anterior".
- Nervoso, o candidato teve uma crise de choro diante do entrevistador. Revelou seus problemas pessoais e as angústias de não conseguir emprego por ser over qualified – ou superqualificado. Ah, fez isso em cima da cadeira, discursando.
- Um candidato discordou do colega em meio a uma dinâmica de grupo e partiu para a agressão física. Ao ser questionado, ele afirmou ter considerado a discordância uma provocação.
- Um candidato pediu para ir ao banheiro. Não voltou mais.
(Canal RH – 16/02/07)
Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/guiadeempregos/primeiro/info/artigos_160207.htm
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O dia em que um sorriso parou São Paulo
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domingo, 20 de setembro de 2009
Bebê mais prematuro do mundo recebe alta e vai para casa
AMILLIA TAYLOR
Idade: 21 semana, 6 dias Peso: 280g Tamanho: 24 cm Bebê mais prematuro do mundo recebe alta e vai para casa
21/02/2007 - De France PresseAmillia Taylor, o bebê mais prematuro do mundo, nascida com 21 semanas e seis dias de gestação, deixou nesta quarta-feira o hospital em Miami (sudeste) onde estava internada há quatro meses na UTI. Amillia deveria ter deixado ontem, terça-feira, o Baptist Children's Hospital de Miami, onde esteve internada na UTI neonatal desde o nascimento, em 24 de outubro passado. Porém, os médicos a mantiveram por mais um dia como prevenção.
O bebê está "saudável e cheio de vida" e "suficientemente bem para que seus pais cuidem em casa", de acordo com nota do hospital. "Estamos encantados", disse a mãe da neném, Sonja Taylor, ao deixar a clínica, enquanto o pai, Eddie, garantiu já ter em casa todos os recursos para cuidar da menina. "Tudo isso já está pronto", afirmou. O bebê, que ficou no ventre de sua mãe por pouco mais de cinco meses, está agora com 1,8 kg, mas pesava apenas 280 gramas e media 24 centímetros, sendo um pouco maior do que uma caneta esferográfica.
Amillia é a sobrevivente mais prematura já registrada no mundo. Ainda não se conhece qualquer caso de um bebê nascido antes das 23 semanas de gestação que tenha resistido, de acordo com a Universidade de Iowa, que tem um registro sobre bebês prematuros. Ela veio ao mundo por cesariana depois que as tentativas de atrasar o parto prematuro fracassaram. Ao nascer, ela respirava sem ajuda e até fez algumas tentativas de chorar.
Segundo a Associação Americana de Pediatras, bebês nascidos com menos de 23 semanas e 400 gramas não são considerados viáveis. "Talvez tenhamos de reconsiderar nossos padrões de viabilidade à luz do caso de Amillia", disse William Smalling, neonatologista do Baptist Children's Hospital, considerando ainda assim que é uma situação "excepcional".
"Não queremos que as pessoas pensem que estamos estabelecendo uma nova tendência", frisou Paul Fassbach, outro especialista em neonatal do mesmo hospital. "Com o passar dos anos, a tecnologia que temos à disposição para salvar estes bebês prematuros melhorou imensamente. Hoje, podemos salvar bebês que não sobreviveriam 10 anos atrás", afirmou Smalling.
O bebê está "saudável e cheio de vida" e "suficientemente bem para que seus pais cuidem em casa", de acordo com nota do hospital. "Estamos encantados", disse a mãe da neném, Sonja Taylor, ao deixar a clínica, enquanto o pai, Eddie, garantiu já ter em casa todos os recursos para cuidar da menina. "Tudo isso já está pronto", afirmou. O bebê, que ficou no ventre de sua mãe por pouco mais de cinco meses, está agora com 1,8 kg, mas pesava apenas 280 gramas e media 24 centímetros, sendo um pouco maior do que uma caneta esferográfica.
Amillia é a sobrevivente mais prematura já registrada no mundo. Ainda não se conhece qualquer caso de um bebê nascido antes das 23 semanas de gestação que tenha resistido, de acordo com a Universidade de Iowa, que tem um registro sobre bebês prematuros. Ela veio ao mundo por cesariana depois que as tentativas de atrasar o parto prematuro fracassaram. Ao nascer, ela respirava sem ajuda e até fez algumas tentativas de chorar.
Segundo a Associação Americana de Pediatras, bebês nascidos com menos de 23 semanas e 400 gramas não são considerados viáveis. "Talvez tenhamos de reconsiderar nossos padrões de viabilidade à luz do caso de Amillia", disse William Smalling, neonatologista do Baptist Children's Hospital, considerando ainda assim que é uma situação "excepcional".
"Não queremos que as pessoas pensem que estamos estabelecendo uma nova tendência", frisou Paul Fassbach, outro especialista em neonatal do mesmo hospital. "Com o passar dos anos, a tecnologia que temos à disposição para salvar estes bebês prematuros melhorou imensamente. Hoje, podemos salvar bebês que não sobreviveriam 10 anos atrás", afirmou Smalling.
Justiça condena McDonald’s por servir a funcionário McLanche
5º TRT (Tribunal Regional do Trabalho) condenou uma loja do McDonald’s de Ribeirão Preto (SP) a indenizar o seu ex-funcionário Rafael Luiz, 22, em R$ 2.000 por ter servido a ele por quase dois anos McLanche, em vez de vale-refeição ou cesta básica. A informação é da Folha. A loja poderá recorrer da decisão.
Ele recorreu à Justiça, mas o juiz de primeira instância lhe negou indenização com o argumento de que, pelo fato de o McDonald’s ser uma empresa de alimentação, o fornecimento de vale-refeição ou de cesta básica não é obrigatório.
Luiz apelou ao TRT e em sua defesa fez referência ao “Super Size Me – A Dieta do Palhaço”, documentário de 2004 cujo protagonista fica com a saúde abalada após refeições diárias durante 30 dias em lojas da rede de fast food. O seu peso aumentou e a taxa de colesterol subiu.
O juiz Ricardo de Plato observou em sua sentença que é “público e notório” que a substituição das refeições diárias por sanduíches ao longo de um período é prejudicial à saúde.
É a primeira vez que uma loja de fast food é condenada por não oferecer opção de alimentação a funcionário. Ainda que a McDonald’s possa recorrer, a sentença de Plato deverá incentivar outros funcionários a buscar amparo judicial.
A Associação Pro Teste Consumidores constatou recentemente que os sanduíches de carne e de frango associados a batatas frita e refrigerantes (os combos) das cinco principais cadeias de fast food do país, entre elas a McDonald’s, contêm excesso de calorias, de gorduras saturadas, de sódio e de proteínas.
Um combo para adulto tem em média 925 kcal e, para criança, 630 kcal. Tal quantidade de calorias corresponde a quase metade das necessidades de um adulto e de uma criança de um dia.
Um estudo feito pelo Ministério da Saúde em convênio com a USP revela que o Brasil está se tornando um país de gordos, com consequências drásticas na saúde. Cerca de 43,3% das pessoas estão com peso acima do recomendado (sobrepeso) e 13% já são obesas.
As principais causas são alimentação inadequada e falta de exercícios físicos.
Fonte e comentários: http://e- paulopes.blogspot.com/2009/09/ justica-condena-mcdonalds-por- servir.html
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Origem da expressão puxa saco
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