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terça-feira, 24 de agosto de 2010

O que fazem as empresas para atender a “Lei de Cotas”?

Notícias

O que fazem as empresas para atender a “Lei de Cotas”?


Veja alguns exemplos de iniciativas que visam qualificar portadores de deficiência para que eles estejam aptos a atuarem no mercado de trabalho 
Por Toni Mello

Atualmente, o debate entre vários setores da sociedade sobre a questão das cotas vem trazendo luz aos pró e contras dessas iniciativas. Já existem universidades com cotas para candidatos negros e outras estudam adotar a prática. Lançou-se agora a discussão sobre as cotas, na educação, para pessoas portadoras de deficiência. Acendendo ainda mais o debate em torno do tema.

Mas, uma cota já é regra. A Lei Federal nº 8.213/1991, decretada em 1991, obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a preencherem seus postos de trabalho com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência habilitadas – esse percentual varia de 2% a 5%, de acordo com o número de empregados.

Diante desse quadro, as empresas se viram em meio a uma questão: como completar essa demanda com profissionais preparados. Por isso, muitas empresas e organizações optaram por oferecer qualificação. Veja alguns exemplos:

Norsa/Coca-Cola
Está lançando o programa APITE – Ação para Inclusão no Trabalho e Esporte, que prevê que 100 pessoas participem de cursos profissionalizantes. O programa é uma parceria com o SESI e o SENAI e terá a duração de até dois anos. Após este período os aprendizes poderão ser efetivados. "Vamos apoiar a capacitação e ao mesmo tempo incentivar os deficientes que não se enquadrem em funções técnicas, a ter uma atividade que possa, no futuro, se tornar uma profissão", disse Wellington Maciel, Diretor de RH da Norsa/Coca-Cola.

CNEC Engenharia
A CNEC Engenharia, empresa do grupo Camargo Corrêa, em parceria com os institutos Camargo Corrêa e Paradigma, lançou o Projeto Preparar para Incluir, curso de qualificação profissional que vai beneficiar 80 moradores com deficiência da capital paulista. Com duração de oito meses, o curso é destinado aos jovens com idade entre 16 e 29 anos. Estão previstas aulas de comportamento, português, matemática, informática, gestão de pequenos negócios e orientação para o desenvolvimento. Parte dos treinamentos práticos será conduzida por funcionários voluntários, que vão complementar as capacitações técnicas. “Além de contribuir internamente, o projeto tem como objetivo capacitar deficientes para o mercado, uma vez que prepara quatro vezes mais do que a legislação exige para a empresa como um todo”, diz José Ayres de Campos, diretor-superintendente da CNEC.

Brasscom
A Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) e a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida do Município de São Paulo assinaram acordo para levar informações sobre a inserção social de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e capacitar mão de obra para atuar na área de Tecnologia da Informação (TI). A iniciativa, que acontece no Estado de São Paulo, está prevista para durar cinco anos e cumprir a meta de 80% do que determina a Lei. “É uma oportunidade de inserir novamente essa pessoa na sociedade por meio do trabalho, além de diminuir um ônus para a sociedade, pois torna esse cidadão ativo sob todos os aspectos”, argumenta Sérgio Sgobbi, diretor executivo da Brasscom.

Febraban
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) em conjunto com a Prefeitura de São Paulo lançaram, no ano passado, o Programa Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário. O programa veio com o objetivo de contratar 529 pessoas com deficiência física, auditiva ou visual. Os selecionados ganharam a oportunidade de terem qualificação profissional com cursos comportamentais e de qualificação técnica para os cargos iniciais dos bancos, além de curso supletivo para os candidatos sem o ensino médio completo. “Não é apenas cumprir a Lei de Cotas. Queremos é promover a real inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho por meio do setor bancário”, disse Mário Sergio Vasconcelos, diretor de relações institucionais da Febraban.

Projeto Sem Barreiras no Trabalho
Trata-se de um curso de orientação aos profissionais da área de RH, com informações sobre os principais elementos que influenciam no processo de inclusão profissional de pessoas com deficiência. Para isso, foi desenvolvido um livro com orientações sobre os princípios de acessibilidade arquitetônica e noções de ergonomia, soluções em tecnologia assistiva de suporte lógico e físico, diretrizes técnicas e mecanismos de avaliação e validação de ambientes virtuais. Há também as principais leis, decretos, normas técnicas e recomendações internacionais. Essa é uma iniciativa da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida do Município de São Paulo. Faça o download do livro – http://www9.prefeitura.sp.gov.br/forms/sembarreiras/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Crise de lideranças e a (in)sustentabilidade

Sustentabilidade
Crise de lideranças e a (in)sustentabilidade
Para consultor, há pouca ênfase na ética e na responsabilidade, a começar pelos exemplos dos políticos, não apenas no Brasil mas também no mundo
Recentemente, a China ultrapassou o Japão como a segunda maior economia do mundo. Mas a que preço? Nos últimos dias, desastres ambientais agravaram a crise de água no país chinês, onde a poluição atinge níveis alarmantes. Já no Brasil, estamos bem, obrigado. O desenvolvimento está ocorrendo em ritmo adequado e penso que está havendo uma maior conscientização a respeito da sustentabilidade.
Os efeitos da crise financeira iniciada em 2008 ainda se fazem presentes na economia mundial. Porém, olhando no retrovisor, parece um acontecimento distante. Ao ver um acidente, os motoristas diminuem a velocidade e passam a dirigir com mais cautela, inconscientemente; mas essa situação é passageira. O mesmo parece ter ocorrido com a crise de 2008, muito se discutiu sobre a regulamentação do sistema financeiro e bancário, mas não houve grande avanço.
Lendo o Annual Report 2009 da Harvard Business School, comecei a pensar que o problema talvez esteja na Educação. Não estamos preparando bem nossas lideranças e o resultado é um “apagão de líderes”. Há pouca ênfase na ética e na responsabilidade, a começar pelos exemplos dos políticos, não apenas no Brasil, mas também no mundo (vide Berlusconi, Sarcozy, Hugo Chaves). Cabe, portanto, uma reflexão sobre a educação no mundo.
As pessoas têm um senso enorme de urgência e pressa, quase um vício por “pressão”, como se o importante fosse se mover constantemente, não importando o destino. Não somos tubarões – não afundaremos se ficarmos parados. Pelo contrário, é importante ter tempo para pensar e criar suas próprias ideias. Muitas pessoas estão “terceirizando” seus pensamentos, querem ler apenas sinopses, desejam fazer cursos de MBA para obter “receitas de bolo” ou, pior, apenas para “comprar um diploma”.
Concentração e criatividade andam juntas, assim como disciplina e aprendizado. Embora alguns digam que somos “multi-task”, nosso cérebro é “mono-thread”. Isto é, podemos executar várias tarefas simultaneamente, mas o nosso cérebro só se fixa em uma atividade por vez. O que isso quer dizer? Quer dizer que ficar “chaveando” de um pensamento para outro é desperdício. É improdutivo, embora nos sintamos mais eficientes por estarmos sempre ocupados. Steve Jobs disse que o computador é a bicicleta do cérebro, mas tem que saber andar. Sem foco não há solução. São os objetivos e prioridades que nos guiam.
Pensando em Lideranças e Educação Corporativa, como você julgaria as atitudes da BP em relação ao vazamento de óleo no Golfo do México? Para apimentar a discussão, relembro que o CEO da BP estava em uma regata de iates de luxo no Reino Unido durante o desastre, e que a BP publicou montagens de fotos usando Photoshop.
Não temos mais líderes que se importam com as pessoas (assista o filme Invictus, sobre Nelson Mandela). Onde está Lee Iacocca? Roosevelt? Também não temos mais líderes “de resultados”, como Jack Welch. A Execução é cada vez mais rara (Ram Charan), todo mundo quer pegar ideias prontas, novas ferramentas, criar um planejamento estratégico amplo e depois... Bem, depois “alguém tem que fazer alguma coisa”, não é mais “problema meu”.
O que é isso? Falta de ética e de responsabilidade. Reflexos de uma educação muito voltada para a teoria, excessivamente individualista (senão egoísta). Será que a sua graduação e pós-graduação lhe prepararam para enfrentar os novos desafios do mundo? Você consegue trabalhar em equipe? Ter foco e prioridades? Consegue Executar? Sabe motivar e liderar as pessoas? É capaz de se colocar no lugar delas? A sua preocupação coletiva é genuína? Você já pensou em termos como cidadania empresarial, responsabilidade social e corporativa, gestão ambiental? Qual é o impacto das suas decisões sobre as outras pessoas?
Muitas perguntas, não é? Pois são as perguntas certas que movem o mundo, não as respostas. Seja curioso e não tenha preguiça de pensar e se reinventar.
Mário Henrique Trentim (Diretor da iPM Consult – Consultoria Inteligente. Professor e coordenador dos cursos de MBA da CEDEPE Business School em gerenciamento de projetos. Membro voluntário do PMI Pernambuco da Diretoria Adjunta do Chapter -  http://linkedin.com/in/trentim /mario.trentim@ipmconsult.ca)
HSM Online
04/08/2010


http://br.hsmglobal.com/notas/58630-crise-liderancas-e-insustentabilidade?

domingo, 29 de novembro de 2009

Videos sobre o comércio justo

Ética - Comércio Solidário: http://www.youtube.com/watch?v=FJKVGnWPbFE
Comércio Justo e Solidário - Vídeo 01 - Parte 1/3 : http://www.youtube.com/watch?v=yksRQaF0Tbw
Comércio Justo e Solidário - Vídeo 01 - Parte 2/3 : http://www.youtube.com/watch?v=ZjQhijq5YpU
Comércio Justo e Solidário - Vídeo 01 - Parte 3/3 : http://www.youtube.com/watch?v=8b0dsOAdQA0
Los signos de los tiempos Comercio justo 1 : http://www.youtube.com/watch?v=-cZ92TX6vBo
Los signos de los tiempos Comercio justo 2 : http://www.youtube.com/watch?v=IXwyP2Pwwew
COMERCIO JUSTO. Productos : http://www.youtube.com/watch?v=B_a1lW2jNQ0
Contraste. Video para presentación del Mercado de Comercio J : http://www.youtube.com/watch?v=3nCeOhea62g
Comércio Justo MZ : http://www.youtube.com/watch?v=Z814Z3J8VZ0

A falsa consciência ecológica


Sustentabilidade
A falsa consciência ecológica

A farsa na propaganda, muitas vezes enganosa, vem da promoção de atributos complementares e da omissão de aspectos essenciais.
Na onda atual de ser verde, acompanhamos um verdadeiro “tsunami” de produtos ditos ecológicos, empresas se dizendo protetoras do meio ambiente, todos querendo que os consumidores acreditem que praticam ações na direção de um mundo melhor.

As empresas comprometidas de fato com a sustentabilidade não irão nadar nessa praia, mas para o tsunami não destruir tudo, é importante alertar para algumas estratégias que estão ocorrendo de maquiagem verde que acabam distorcendo a realidade. Uma verdadeira deseducação de nossa população está acontecendo graças à falsa consciência ecológica que vem sendo massivamente divulgada e promovida.

O essencial é invisível aos olhos, quem não se lembra da frase do “Pequeno Príncipe”. A farsa na propaganda, muitas vezes enganosa, vem da promoção de atributos complementares e da omissão de aspectos essenciais que não estariam permitindo um julgamento completo por parte do consumidor. Assim, cabe perguntar como pode um briquete ser propalado como ecológico se pode vir de uma área de desmatamento florestal?

Só porque é feito a partir de sobras lhe dá o direito de se apropriar do termo ecológico? E o agressivo desinfetante que tem sua embalagem feita de material reciclado pode ser estimulado seu consumo via “consciência ecológica”? E a água sanitária, só porque tem embalagem de PET reciclado pode ser promovida via ecologia? Claro que não, mas as coisas estão acontecendo desta forma: deseducação socioambiental.

Divulgar apenas as características complementares, se o essencial for inexistente ou até mesmo negativo, é estimular a falsidade ecológica. E as confusões estão justamente aí, para parecer verde, vale tudo, até lâmpada que economiza energia feita com alto teor de mercúrio e sem instruções para o caso de avaria no seu manuseio.

Do outro lado da gôndola está o cliente preocupado com o meio ambiente e que prefere produtos e serviços com responsabilidade socioambiental, segundo pesquisas. Mas, como todos sabem e vivenciam, não existe tempo hábil para que o próprio consumidor confira e questione cada produto que se diz ecológico. Essa é outra tendência apontada por pesquisas, o consumidor gostaria que o varejo atuasse como um filtro de compromisso com a verdade e a responsabilidade socioambiental.

Mas, assumir este papel de validador requer ética e consciência de que é preciso educar e não reafirmar confusões alheias, involuntárias ou não. Sem ética não é possível ser sustentável.

O consumidor precisa receber a informação correta, ser educado para a nova sociedade sustentável que se desenvolve. A onda verde não é passageira, ela traz muitas mudanças, comportamentos, costumes e novas posturas. As empresas que apostarem apenas em parecer verde irão morrer na praia, provavelmente poluída por elas mesmas.

Por Newton Figueiredo (Fundador e Presidente do Grupo SustentaX. O Grupo SustentaX desenvolve e implementa estratégias corporativas sustentáveis incluindo a sustentabilidade de produtos e serviços)
Fonte: Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br)

HSM Online
14/10/2009

8 mitos sobre sustentabilidade corporativa


Sustentabilidade
8 mitos sobre sustentabilidade corporativa

Pesquisa com dezenas de empresas mostra a relutância em levar a cabo iniciativas de sustentabilidade ambiental. Conheça os oito maiores mitos que rondam o tema.
Uma pesquisa com dezenas de empresas da Fortune 1000 mostra a relutância em levar a cabo iniciativas de sustentabilidade ambiental, por causa de equívocos sobre os seus custos ou benefícios. Mas algumas empresas adotaram a sustentabilidade de maneira eficiente e estão lucrando com isso.
A fim de ajudar a levar cada companhia no caminho para a sustentabilidade, abaixo estão alguns dos mitos mais comuns ditos por empresas. A despeito do quão surpreendente possam  soar algumas dessas ideias – como o mito de que não há retorno financeiro para os esforços de sustentabilidade – elas persistem em grandes e pequenas empresas e em qualquer indústria.
1. É um custo e não podemos bancar agora
A sustentabilidade deve ser considerada não apenas porque é a coisa certa a fazer, mas também porque faz sentido para os negócios. Se uma iniciativa não pode ser justificada a partir de um marketing estratégico, financeiro, operacional, ou recrutamento de empregados / perspectiva de retenção, não faça isso. Mas descobriu-se que em quase todos os cantos de uma organização há uma razão fundamental de negócios para ser mais sustentável.
Como Richard Goode, diretor de sustentabilidade da Alcatel-Lucent, disse recentemente: "Nos bons tempos, a sustentabilidade pode ser um diferencial competitivo, em tempos de vacas magras, é uma estratégia defensiva e em tempos realmente difíceis, ele pode determinar sua sobrevivência". A CEO da Xerox, Ann Mulcahey, compartilha dessa opinião dizendo que ser "um bom cidadão corporativo" salvou a empresa da falência. Consulte o Mito 3 para ver como as companhias têm feito investimentos em sua sustentabilidade.
2. Precisamos de muito pessoal
Um dos mitos é que os esforços relacionados com a sustentabilidade exigem uma grande equipe centralizada de condução e apoio. Na verdade, o oposto é verdadeiro. Na maioria das empresas líderes pesquisadas, a equipe de sustentabilidade oscila entre um e quatro funcionários, mesmo em grandes companhias como a AT&T.
O papel desses grupos é trabalhar com as diversas funções em toda a organização e com os altos executivos, para desenvolver uma estratégia, formulação de objetivos, coordenação de atividades e relatório sobre o progresso. Muitos dos líderes de sustentabilidade entrevistados afirmam que, no mundo ideal, essa equipe não seria nem necessária, pois a sustentabilidade seria integrada a todos os aspectos das operações da empresa e produtos. Mas, enquanto os negócios buscam esse estado ideal, uma equipe pequena e centralizada continuará a ser necessária.
3. Não há dinheiro na sustentabilidade
A sustentabilidade oferece oportunidades inovadoras para empresas de linha superior e inferior. Novas empresas e marcas criadas são inteiramente focalizadas no verde, como a Seventh Generation, GreenWorks, da Clorox, e a Renew mobile phones, da Motorola.
Estas marcas não apenas apresentam milhões em receitas, como também reforçam a imagem de marca de suas empresas-mãe. A P&G até mesmo afirmou que deve gerar US$ 50 bilhões (sim, com um B), no acumulado de vendas de "produtos de inovação sustentável" em um período de cinco anos, que termina em 2012.
Além disso, muitas empresas descobriram que podem revender os produtos usados e os materiais que antes eram considerados resíduos. Quando a Verizon focou na criação de operações mais sustentáveis, gerou US$ 27 milhões, classificando e vendendo materiais recicláveis a partir do seu fluxo de resíduos, ao mesmo tempo, poupando mais de um milhão de dólares em custos de remoção dos resíduos.
Abaixo estão outros exemplos:
• Johnson & Johnson realizou 80 projetos de sustentabilidade desde 2005 e atingiu US$ 187 milhões em poupança, com um ROI de cerca de 19%, e subindo.
• CocaCola afirma que gerou 20% de lucro sobre seus investimentos em iniciativas de economia de energia.
• Diversey, líder global de B2B, fornecedora de limpeza comercial e soluções de higiene, afirma que, para cada US$ 1 investido em 2008, eles esperam recuperar US$ 2 dólares em 5 anos.
4. É só para as grandes empresas
A partir da experiência no trabalho com sustentabilidade, em grandes e pequenas empresas, é possível dizer sem hesitação que o tamanho da empresa faz pouca diferença. Empresas líderes de sustentabilidade estudadas são tão pequenas quanto a Numi Organic Tea (com receitas próximas de US$ 15 milhões), e tão grandes como a Hewlett-Packard (com receita de US$ 110 bilhões). Entre outras coisas, as pequenas empresas têm a vantagem de sua competitividade depender muitas vezes de serem enxutas, talentosas, e ágeis, o que a sustentabilidade potencializa.
Ahmed Rahim, CEO da Numi Organic Tea diz que todas as facetas das operações da empresa, as opções em seus produtos, e todos os seus funcionários têm em mente a sustentabilidade em suas decisões de trabalho e vida pessoal. A Numi se orgulha de usar materiais 100% biodegradáveis ou recicláveis em suas embalagens, e ganhou o prêmio WRAP (Waste Reduction Award Program) em quatro dos últimos cinco anos, no estado da Califórnia. Na verdade, ela foi reconhecida como uma das cinco maiores empresas do estado para as iniciativas em redução de resíduos. A sustentabilidade é integrada em cada decisão tomada na Numi.
Bonnie Nixon, Diretor de Sustentabilidade Ambiental da HP, diz que o tamanho de sua empresa tem pouco a ver com ela ser líder na sustentabilidade. Já nos seus primeiros dias, os fundadores da Hewlett Packard estavam na vanguarda, fazendo e pensando de forma sustentável, e a idéia ficou com a organização durante várias décadas.
As empresas maiores têm uma vantagem quando se trata de influenciar sua cadeia de abastecimento (Walmart e P&G são exemplos), e ao influenciar a política em nível governamental, mas as empresas menores podem ser tão eficazes, se não mais, em quase todo o resto.
5. É principalmente para empresas B2C
Surpreende ouvir de equipes de gestão que, por serem de uma empresa B2B, ser sustentável não importa muito, uma vez que seus clientes não são "consumidores". Primeiro, há oportunidades para impactar diretamente sobre os custos, conforme discutido acima. Danny Wong, diretor de sustentabilidade na Avery Dennison (predominantemente uma empresa B2B), afirma que a poupança de energia por si só justifica os investimentos em sustentabilidade, que foram "uma agradável surpresa".
Mas, além disso, quem toma decisões de compra em companhias? Ouve-se de um número crescente de grandes empresas B2B que seus clientes e potenciais clientes estão perguntando sobre seus esforços de sustentabilidade de RFPs. Uma empresa de software B2B vai tão longe a ponto de explicitamente colocar em seus critérios de aquisição que será dada preferência a organizações sustentáveis.
Uma grande fabricante de telecomunicações afirma que, em 2007, havia 50 RFPs (de cerca de 400), solicitando informações sobre as iniciativas de sustentabilidade da empresa. Em 2008 esse número era de 125 e, em 2009, está em vias de ser de mais de 200! Muitos clientes preocupam-se de quem compram, sejam eles consumidores ou corporações multi-bilhonárias.
6. Se fizermos afirmações sobre a sustentabilidade, seremos acusados de greenwashing
Enquanto existem algumas empresas que podem ser acusadas justamente de greenwashing, para muitas outras o medo de ser manchada desta maneira é muito exagerado.
Estas empresas estão se empenhando para melhorar o seu impacto de carbono, sem muito alarde. As empresas que estabelecem metas significativas, e as alcançam, têm todo o direito de contar seus sucessos.
Mas a transparência torna-se um elemento importante neste processo, não só por suas realizações, mas também para as falhas. Não há nada melhor para a construção da credibilidade de seu sucesso como admitir suas falhas. E como o item seguinte ilustra, em parceria com as ONGs podem ajudar a construir a credibilidade sobre algumas das reivindicações.
7. ONGs são nossos adversários
Muitas empresas pensam em ONGs como adversárias, e ficam muito felizes se não forem abordadas por elas. Contudo, esta é uma oportunidade perdida para beneficiar da sua experiência em abastecimento, tratamento de água e uma série de outras questões. Organizações como a WWF e a Conservation International servem como parceiros para promover os esforços de muitas empresas líderes de sustentabilidade.
Bonnie Nixon disse que a HP percebeu há muitos anos que tratá-las como adversários foi contraproducente e, agora, faz parcerias com diversas ONGs.
Suzanne Apple, Vice Presidente e diretora de gestão da WWF, diz que acolhe com satisfação a oportunidade de trabalhar com as empresas de forma "ganha-ganha", citando a Coca-Cola como um exemplo no qual a WWF ajuda a empresa a satisfazer as suas necessidades hídricas enquanto conserva a água doce mundialmente.
8. Não precisamos nos preocupar com a cadeia de abastecimento, porque não produzimos bens
Algumas empresas afirmam que, porque eles não produzem bens, não compram muito, e, portanto, não têm uma pegada de carbono significativa. Ou que seus produtos não consomem muita energia, assim o seu impacto ambiental é mínimo.
O Walmart é um excelente exemplo de uma empresa que não faz as coisas, ainda está desenvolvendo um índice para suas dezenas de milhares de fornecedores que medirá o impacto de carbono a partir de coisas que vendem para a empresa.
De acordo com Matt Kistler, Vice Presidente Sênior de Sustentabilidade no Walmart, 88% da área ambiental da empresa é voltada para sua cadeia de fornecimento, e apenas 12% está sob seu controle direto. Portanto, se a empresa vai atingir o seu objetivo de neutralidade de carbono, necessitará enfrentar a maioria das suas reduções em sua cadeia de abastecimento.
Observando uma grande empresa de softwares, descobriu-se que ele gasta bilhões de dólares em seus fornecedores, em tudo, desde computadores ao material de escritório para utilitários. Esta companhia pretende ser um líder em sustentabilidade, no entanto, tem ignorado a cadeia de abastecimento, porque acha que não é significativo para os seus objetivos de sustentabilidade. Com seu poder de compra, eles têm uma tremenda oportunidade para influenciar a cadeia de abastecimento e reduzir o seu impacto (indireto) do ambiente.
Estes são apenas alguns dos muitos mitos vistos no trabalho com grandes e pequenas empresas. Tal como acontece com estes oito, há uma abundância de evidências para dissipar os mitos para fora lá, mas a lição final é simples: as empresas que optam por fechar os olhos para os benefícios de se tornar mais sustentáveis estão se colocando numa posição de desvantagem competitiva imediata e possivelmente definir como objetivos para a regulação no longo prazo.
Por Agenda Sustentável
HSM Online
25/11/2009

A vida de quem vive do lixo


Olá!
Esta é uma interessante reportagem sobre lixo, e a vida de quem vive do lixo.
Assista em: 

domingo, 13 de setembro de 2009

Capacitar Para Incluir (Incluir pessoas com deficiência nas empresas )

Capacitar Para Incluir
http://www.abtd.com.br - Data da Publicação: 25/08/2009

Por CAROLINA IGNARRA

Incluir pessoas com deficiência nas empresas é um processo que demanda envolvimento coletivo, as empresas precisam se preparar e os profissionais com deficiência também.

Promover inclusão com responsabilidade é entender o processo histórico de exclusão e desequilíbrio social da população com deficiência, que não teve o mesmo acesso aos processos e contextos da sociedade. Costumo dizer que a maioria das pessoas com deficiência não tiveram a mesma oportunidade que quem não tem deficiência teve de participar dos grupos, e por isso apresenta um déficit social e dificuldades de se incluir e trabalhar em grupo.

Desde 2004 o movimento de contratação aumentou devido as fiscalizações do Ministério do Trabalho e das Superintendências Regionais do Trabalho, assim, as pessoas preparadas para ingresso no mercado de trabalho que se enquadram nas exigências de contratação das empresas já estão trabalhando.

Então, a necessidade de capacitar e preparar as pessoas com deficiência para o trabalho está aumentando a cada ano. Muitas empresas já formataram programas de capacitação para estes profissionais: SERASA, Febraban, TOTVS, dentre outras.

Todos os programas com as suas especificidades e desafios. De toda forma, além de reforço escolar, as pessoas com deficiência precisam de desenvolvimento de comportamento, os dois módulos contemplam um programa de capacitação que de fato prepara os profissionais com deficiência para os desafios do mundo corporativo.

Reforço escolar: aulas de matemática, língua portuguesa, inglês, informática, conhecimentos gerais.

Observação: procure uma instituição de ensino credenciada pelo MEC. Muitos cursos de capacitação promovem além o reforço escolar um supletivo e diploma de conclusão.

Desenvolvimento comportamental: desenvolva o comportamento e atitude da pessoa pela sua inclusão, adequando comportamentos aos esperados pelo mercado de trabalho.

Observação: faça parceiras com empresas e/ou consultorias que entendam e tenha experiência com inclusão e desenvolvimento de pessoas.

Dicas para elaboração de um programa de capacitação de profissionais com deficiência:

1- Elabore um programa de capacitação contemplando as necessidades de desenvolvimento para ingresso na empresa;

2- Desenvolva um processo seletivo para formação do grupo capacitado, considerando o perfil das pessoas de acordo com o conteúdo programado para aproveitamento do investimento;

3- Durante o processo de capacitação, no módulo de desenvolvimento comportamental, analise perfil individual e direcione as pessoas para as áreas;

4- Inclua no processo de capacitação contato com a empresa e o negócio desenvolvido para que a integração seja consolidada antes do ingresso na empresa.

"Capacitar pessoas com deficiência é contribuir para a inclusão de forma responsável e efetiva!"

CAROLINA IGNARRA carolina@movimentoincluir.com.br (http://www.movimentoincluir.com.br)

Carolina Ignarra é referência em inclusão de profissionais com deficiência nas organizações Seu trabalho tem foco na mudança cultural para a aceitação das diferenças das pessoas com deficiência no trabalho e na sociedade

Frases


"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz".

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E "Miserável" somos todos que não conseguimos falar com Deus.
Renata Vilella
http://www.pensador.info/autor/Renata_Vilella/

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vídeo - História das coisas (Story of Stuff)

A guru ambiental Annie Leonard explica como funciona o sistema linear do capitalismo, e como isso prejudica o planeta.
Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.





Dublado: http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E
Dublagem: Nina Garcia

Baixar em melhor qualidade aqui: