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sábado, 29 de setembro de 2012

O futuro chegou e muitos não perceberam


Enquanto os filmes de ficção científica apregoam maravilhas para o futuro, Walter Longo acredita que estamos deixando-o passar. Em sua participação no Fórum HSM Novas Fronteiras de Gestão, o vice-presidente da Young & Rubicam apresentou uma visão otimista do futuro. Segundo ele, atualmente o mundo está polarizado: de um lado estão os que acreditam que seremos vítimas de crises e problemas ambientais que podem colocar a vida humana em risco; de outro, estão os que acreditam que estamos entrando em uma era de abundância. Isso, é claro, deixa a todos em dúvida.

Além de apostar nos últimos, Longo sugere que os gestores se antecipem, provocando transformações em vez de reagir a elas. “Na aventura humana, sempre procuramos ir além do possível e do permitido, para chegar mais perto de Deus. O mundo digital está nos aproximando do divino ao permitir que qualquer pessoa do planeta tenha acesso a todo tipo de informação”, afirmou.
A mudança é tão radical, aposta, “que deveríamos celebrar todas as noites, com fogos”. “A possibilidade de mostrar seu talento na internet é algo revolucionário, permitindo o surgimento de milhares de Einsteins e Mozarts que antes não teriam chance”, festejou, dizendo que isso também vai impactar de forma decisiva a educação, com a oferta cada vez maior de cursos. “Depois que alguém experimenta toda essa informação, o cérebro não volta ao tamanho original”, completou.
Para Longo, devemos estimular nossas competências em dois sentidos: a busca externa e a reflexão interna. “Nosso cérebro não deve mais ser usado como um HD, mas como memória RAM, pois todo o capital intelectual humano construído durante milênios está disponível para cada um de nós.” Essa inteligência em rede é chamada de exteligência e, segundo Longo, é o que diferencia os homens dos animais.
Diante de tudo isso, vem a pergunta: estamos aproveitando tudo isso em nosso dia a dia profissional? Ele acredita que muito pouco. Todas as informações sobre clientes e empresas está à nossa disposição, mas muito poucos vendedores, por exemplo, “fazem a lição de casa”.
A mudança não é tecnológica, mas humana
O palestrante destacou que o que está mudando é o cérebro humano e que estamos expandindo os limites da imaginação com a mídia digital. Se antes a possibilidade de criar robôs serviria para libertar o homem dos serviços que tem de realizar, como no caso da indústria automobilística, hoje a inteligência artificial serve para receber e processar informações que lhes permitem tomar decisões. É o caso, por exemplo, dos robôs da Amazon, que deslocam o estoque conforme a demanda dos produtos.
O futuro, portanto, já chegou — ou está à nossa porta. É o caso das impressoras 3D, que já geram produtos personalizados e individuais e logo vão usar células como matéria-prima, criando um estoque de reposição de órgãos para transplante.
Segundo Longo, agora, a hora é de esquecer tudo que nos ensinaram. “Não dá para acoplar o mundo digital ao nosso conhecimento analógico. Não adianta termos armas digitais, como sites e perfis no Facebook. Vamos ter de criar uma nova alma digital”, alertou, apontando que a primeira medida para isso é sair da zona de conforto. “Ser sustentável é reciclar ideias”, afirmou, apresentando quatro paradigmas que precisam ser mudados:
1. Tamanho não é documento
Já houve um tempo em que ser grande dava segurança e poder. Uma empresa grande tinha mais acesso, mais potencial. Hoje o mercado é o mundo para todas as empresas, independentemente do tamanho. E as pequenas têm mais facilidade de se adaptar. O fundamental, porém, é não perder o foco. “As empresas de sucesso terão a capacidade de aprender, desaprender e reaprender, mas sempre mantendo o foco”, disse.
2. O que importa não é o negócio, mas o modelo de negócio
A concorrência deixou de ser entre empresas e passou a ser entre modelos de negócio. Nesse sentido, alguns conceitos são fundamentais: o uso de sistemas colaborativos, que podem ser aplicados a quase tudo e não só à inovação; o uso de sistemas generativos: cada empresa tem de criar sistemas para conectar pessoas e estimulá-las a gerar novos valores, ideias e realizações. Sustentabilidade, acredita ele, é usar o que não está sendo usado, como já descobriram empresas que alugam os carros de um vizinho para outro, ou outras que gerenciam quartos vagos em residências para hospedagem. É o fim da ideia de propriedade, que só é possível com o uso da exteligência.
3. O futuro é dos nexialistas
Já fomos generalistas e passamos a ser especialistas. Hoje, temos a necessidade do nexialista, que não é exatamente quem sabe a resposta, mas quem sabe o que e para quem perguntar. Diante da complexidade do mundo, é preciso ter alguém que encontre nexos.
4. O ótimo é inimigo do bom?
Para Longo, é uma questão fundamental diante do universo de possibilidades no qual estamos imersos. “Se partirmos do princípio de que tudo pode melhorar, em que momento temos de parar de procurar o ótimo e aceitar o bom? Antes havia todo tempo do mundo, mas hoje os critérios têm de ser reavaliados”, afirmou. “Empresas de sucesso têm uma compreensão do que é suficientemente bom. Fomos educados para tirar 10 e não dar valor para o 9, mas qual a real necessidade de ter o ótimo?” Segundo Longo, as empresas precisam incorporar o conceito de upgrades, assim como as empresas de TI.
O papel dos rebeldes
Para concluir, o palestrante afirmou que o bom mocismo está expulsando os rebeldes das empresas. “Toda empresa precisa de rebeldes, de gente que pergunte ‘por que não?’. Uma organização de acomodados quebra em três anos, uma só de rebeldes quebra em três meses. É preciso haver um equilíbrio entre os dois. Infelizmente estamos num mundo em que os acomodados estão se dando muito bem nas empresas.”
Ele acredita que se uma empresa não tem a capacidade de nutrir rebeldes, seu futuro não está assegurado em um mundo em que imaginação não tem limites.
Veja também: neste vídeo, Walter Longo explica como lidar com a defasagem que existe na visão gerencial, causada pelo nosso raciocínio linear em um mundo que passa por uma evolução exponencial.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O PODER DAS PERGUNTAS

23/09/2011 - 19:25:52
O PODER DAS PERGUNTAS
Alberto Mistrello


Há muito tempo a humanidade vem buscando respostas para suas dúvidas mais instigantes. Por ser um mamífero dotado de capacidade de raciocínio e construção de idéias, o ser humano duvida por natureza e está sempre em busca da solução dos enigmas que por muitas vezes foram criados por sua própria capacidade de duvidar. A dúvida passou então a ser sinal de crise, insegurança e hesitação. Neste ambiente as respostas ganharam grande valor. Multidões passaram a seguir alguns que pareciam ter o mágico dom de responder com coerência e simplicidade as mais difíceis e complexas questões.

O mundo vem evoluindo a uma velocidade nunca vista. Complexas redes de informações interligam culturas, crenças e filosofias em segundos. Por mais paradoxal que seja, nesta época de uma quantidade de respostas jamais vistas, aumentaram-se as dúvidas numa proporção descontrolada. A certeza e a resposta passam a ser sinal de imaturidade, inflexibilidade e incoerência.

Como conseqüência direta desta fantástica quantidade de variáveis no mundo social e dos negócios, a pergunta se tornou muito mais importante do que a resposta. Saber perguntar se tornou estratégico, pois alavanca uma das mais cobiçadas qualidades do ser humano na era do conhecimento: A CAPACIDADE DE APRENDER! Por mais incrível que possa parecer, na Era do Conhecimento é permitido NÃO SABER, porém é inconcebível NÃO PERGUNTAR.

É extraordinário imaginar a força que exerce sobre nossa capacidade de raciocinar e argumentar, quando estamos diante de um simples: POR QUÊ? Esta expressão que a princípio pode parecer simples, é o estopim de uma reação em cadeia fabulosa em nossa capacidade de conhecer, planejar, preparar e executar aquilo que estamos pensando, pelo simples temor de que ao final de uma resposta brilhante poderá vir um novo: POR QUÊ?

Portanto, nosso Planejamento Estratégico terá que evoluir de um guia com as RESPOSTAS e orientações mais importantes para nosso sucesso em um determinado período, para um conjunto das PERGUNTAS que devemos fazer para garantir nosso crescimento sustentável, todos os dias!

O segredo então passa ser escolher com coerência e estratégia, a QUEM devo perguntar. Existem perguntas que devo fazer a mim mesmo, e muitas outras que devo fazer a todos os ENVOLVIDOS com meu sucesso: meus clientes e os clientes deles, parceiros, líderes, recursos, concorrentes, futuro, passado, e etc. Uma dica importante é não se deixar levar pela força irresistível das respostas que estas perguntas vão nos trazer e ser capaz de questionar de novo, sem medo de duvidar.

Para inaugurar esta nova fase da Era do Conhecimento, onde a PERGUNTA é geradora de AÇÃO, REAÇÃO e SUCESSO, lhes perguntamos: QUAL É O SEU PAPEL?

Quando penso que sei todas as respostas, mudam-se as perguntas.
Charles Chaplin

http://www.grethes.com.br/artigos/ler.php?id=35


terça-feira, 14 de setembro de 2010

O que são competências comportamentais?

Fonte: Ana Laura Martinez : contato@psicologiaribeiraopreto.com.br
Você já deve ter ouvido falar algumas vezes que hoje em dia não basta que o colaborador detenha o conhecimento técnico em relação às atividades que irá desenvolver e que as empresas têm valorizado cada vez mais pessoas flexíveis, de fácil contato interpessoal e com facilidade para trabalhar em equipe.
Pois é. Mas por quê as empresas valorizam tanto as características pessoais do seu colaborador atualmente? Um dos fatores que tem contribuído para que as empresas estejam cada vez mais atentas à personalidade do colaborador diz respeito às mudanças que vem ocorrendo paulatinamente nas relações entre produção e capital humano.

Mas que mudanças históricas são estas?

Enquanto no início da Revolução Industrial, o trabalhador deveria ser especialista em determinada máquina ou equipamento, atualmente, com o crescimento das atividades de prestação de serviços, a exigência passa ser em relação ao modo como este trabalhador irá atender o seu público, se comunicar e trabalhar em equipe.
Além disso, as empresas têm se tornado cada vez mais horizontais, o que significa que muitas das decisões serão tomadas em equipes e não vindas de cima para baixo. Desta forma, a empresa passa a valorizar o potencial criativo de seu colaborador e a inseri-lo cada vez mais nos processos decisórios. 
O grande foco no trabalho em equipe faz com que a empresa busque pessoas que tenham facilidade para ouvir críticas, bem como para oferecer sugestões criativas, além daquelas que lidam melhor com frustrações e com conflitos interpessoais.
E assim, as competências comportamentais passam a ser requisito necessário para que o profissional possa se inserir no mercado de trabalho.

O que são competências comportamentais?

Competências comportamentais são aptidões ou facilidades que a pessoa tem em relação a determinados comportamentos ou condutas, sejam ligadas a si próprio ou ao outro.
Assim, uma pessoa pode ter aptidão para ouvir o outro e, desta forma, poderá ser uma boa atendente, por exemplo.
Ou ainda, uma pessoa pode ter facilidade para gerenciar conflitos e ser empática, além de possuir boa capacidade de persuasão. Desta forma, ela poderá ter grandes chances de se tornar uma líder, já que estes são alguns dos requisitos mínimos para uma boa liderança.
Assim, cada cargo possui uma série de competências comportamentais desejáveis que, normalmente são descritas e avaliadas por um psicólogo organizacional no início do processo de seleção.
Existe uma série de instrumentos que o psicólogo utiliza para avaliar tais competências, algo que é feito a partir de critérios e processos estabelecidos a priori.
Assim, é muito importante que o empregador esteja ciente de que não basta uma entrevista para que estas competências sejam avaliadas e, principalmente, que a seleção precisa ser feita por um profissional devidamente qualificado.
 Abraços e até semana que vem.