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domingo, 3 de julho de 2011
Ben Zander na Expo Management World São Paulo 2004
PALESTRA DE BEN ZANDER
Artigo extraído do site Intermanagers - veja link no final do texto
Artigo extraído do site Intermanagers - veja link no final do texto
Ben Zander
“Não há problema que não possa ser resolvido se você puder mexer na estrutura. Diante das possibilidades, os seres humanos têm um olhar brilhante”.Foto: Mário LalauA conclusão da Expo Management World São Paulo 2004 não poderia ter sido mais inspiradora. Ben Zander, regente mundialmente famoso da Orquestra Filarmônica de Boston e co-autor do best-seller internacional “A arte do possível: criando novas possibilidades para transformar sua vida” , foi o ilustríssimo convidado para encerrar o congresso com a palestra “A Arte da Possibilidade”, a qual mesclou com curtos recitais ao piano, para deleite dos executivos presentes. Interagindo com o público todo o tempo e entremeando sua apresentação com histórias repletas de metáforas e muito bom humor, Ben Zander provou por que é um dos mais brilhantes palestrantes do mundo empresarial da atualidade.“É um privilégio encerrar esta conferência. Vamos falar de liderança, o que é muito perigoso em se tratando de um maestro. O maestro é o último bastião do autoritarismo que permanece no mundo civilizado”, apresentou-se, arrancando risos da platéia. “Este tipo de liderança já acabou no mundo moderno”, ressaltou.Após homenagear um dos executivos presentes, Zander explicou: “Quando vocês entraram nesta sala, vocês achavam que havia apenas uma maneira de se cantar ‘Parabéns a Você’. Agora já sabem que há varias maneiras. Isso é possibilidade... Diante de uma situação, pode-se chegar a três respostas: resignação, a raiva e a possibilidade. Vim aqui para falar sobre possibilidade”, disse.Em seguida, dissertou sobre o papel de um líder diante das possibilidades que se apresentam na vida das pessoas. “Toda organização tem que ter uma pessoa que perceba as suposições feitas e que tenha liberdade para falar sobre isso. Não há problema que não possa ser resolvido se você puder mexer na estrutura. Os seres humanos, diante das possibilidades, têm um olhar brilhante. O regente de uma orquestra não emite som, ele depende da habilidade de tornar os outros poderosos. Quando eu percebi isso, mudou tudo. Percebi que minha tarefa era despertar a possibilidade nos outros e, para fazer isso, é necessário olhar nos olhos de cada um”, contou.Nos momentos mais tocantes, recorreu ao seu talento de músico e maestro e tocou Chopin e Beethoven para ilustrar melhor a mensagem que queria transmitir. Com sucesso, diga-se. “Você tem que pensar no que Beethoven quis transmitir com a música. Minha função é mostrar para as pessoas por que eles decidiram dedicar suas vidas à música. É lembrar os músicos a respeito do ritmo da transformação, que é muito mais brilhante, rápido, vibrante, do que o da conformidade”. Ao assumir a postura de se abrir às possibilidades, as pessoas têm de correr riscos e assim aprenderem com seus erros, e não levarem tudo tão a sério todo o tempo, argumenta. “Vocês só pode aprender se cometerem erros. Então, celebrem os seus erros. O segredo da vida é que tudo é inventado, tudo é invenção. Então, quando saírem daqui, pensem nas possibilidades e estejam sempre abertas a elas”, exigiu.Concluiu destacando a importância de se ter visão para enxergar as possibilidades. “Os próximos 30 anos vão ser os mais empolgantes da humanidade. E será fundamental vocês terem a convicção que uma visão verdadeira é para todos. Como regente, a visão da orquestra de Boston é a de fazer música apaixonadamente sem fronteira. Em um jogo, você nunca separa o sucesso do fracasso, porque eles estão sempre juntos. Decidi jogar tudo para o alto e jogar o jogo da contribuição. Meu sonho é que vocês vivam o resto de suas vidas explorando as possibilidades”, finalizou. Antes de encerrar a sua apresentação, fez todo o público cantar a nona sinfonia de Beethoven, em um dos momentos mais empolgantes do dia – e do congresso.
Fonte: http://www.npdbrasil.com.br/treinar/treina_art_benzand.htm
Fonte: http://www.hsm.com.br/artigos/ben-zander
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Pós-Jogos Cooperativos (Sidnei)
O guru que rege uma orquestra
O guru que regeMaestro inglês junta palestras |
Mark Alcarez![]() |
| Zander e sua mulher, Rosamund: escrevem livros juntos mas vivem em casas separadas |
Editado no estilo de parábolas com mensagens, o livro conta histórias vividas por Ben e Rosamund em ambientes que vão da cama matrimonial aos gabinetes das empresas. Propõe receitas simples, e às vezes nada convencionais, para o crescimento individual e coletivo, em casa e na carreira. A obra é difícil de ser encaixada numa categoria. Nos sites internacionais, aparece em várias listas: de negócios, especialmente para executivos, de auto-ajuda, de saúde e de misticismo. O casal Zander é implacável com os maestros. Convencido de que sua profissão é um dos últimos redutos do totalitarismo no mundo civilizado, Ben costuma citar um ditado popular: "Todo ditador sonha ser maestro". Em um trecho ironiza Herbert von Karajan, o mitológico regente da Filarmônica de Berlim. Conta que, um dia, Von Karajan entrou num táxi diante da ópera e gritou para o motorista: "Vamos, depressa!". "Muito bem, senhor", disse o chofer: "Para onde?". "Não importa", respondeu Karajan, impaciente. "Eles precisam de mim em todos os lugares!"
Fundador da Filarmônica de Boston e seu regente desde 1979, Benjamin decidiu romper com a arrogância. Desceu do púlpito e pendurou uma folha branca na parede, aberta às opiniões de seus músicos. Após todos os ensaios e performances, a orquestra escreve ali o que bem desejar. Críticas, elogios, sugestões e queixas contra o desempenho do regente. Ouvir as bases é o comportamento que os líderes de verdade deveriam imitar, se quisessem ser respeitados e admirados. Esse é um dos conselhos dos Zander. Vaidade e tirania, tão comuns no cotidiano competitivo das orquestras, são tentações fáceis na vida dos gerentes e presidentes de empresas. Ou dentro de casa.
Os autores já têm um mérito: em vez de ensinar como alcançar o orgasmo ou ter uma vida sexual produtiva no casamento, tema obsessivo em casais de escritores, os Zander se propõem a dar dicas de amadurecimento. Benjamin e Rosamund negam que o objetivo seja oferecer estratégias para se dar bem no mundo competitivo das grandes empresas. O livro seria um guia para "pairar acima de todas as disputas". As "lições" do livro são, de acordo com os autores, "tão relevantes ao mundo corporativo quanto ao casamento; tão importantes na diplomacia quanto na resolução de conflitos familiares".
É curioso que, com tanta sensatez, o casal Zander não tenha conseguido manter o casamento. Rosamund diz que ambos criaram um novo tipo de relação que passa por cima das diferenças e mantém a amizade e a parceria intelectual. O livro deles passa também por aí. Como terapeuta, Rosamund acha que os pais deveriam fazer um esforço maior para ficar juntos, em benefício dos filhos, criando novas possibilidades de relacionamento. "As mulheres viveram muito tempo na sombra", diz. "Hoje, têm chance de ter um caso amoroso fora do casamento, um novo emprego, e às vezes a família se desestrutura com isso, em vez de se reinventar. Quem perde mais são os filhos."
Ben é um homem de grandes platéias, encantado com a própria capacidade de despertar a paixão pela música. Suas palestras duram duas horas e se propõem a transformar a vida dos ouvintes. Ele faz algumas exigências. Entre elas, um grande piano afinado no centro do palco, dois quadros com lápis pretos e vermelhos, microfone de lapela, cópias impressas da Ode à Alegria. Uma curiosidade: as palestras funcionam melhor se forem logo antes do almoço ou do jantar. No fim, farta venda de CDs e livros. Nascido na Inglaterra (seus três irmãos são todos alemães), Zander começou a compor aos 9 anos e aos 15 já estudava na Itália e na Alemanha, sob a orientação do violoncelista espanhol Gaspar Cassado. É fã de experiências polêmicas. "Sou a favor de romper barreiras", diz.
Ele faz a orquestra fechar os olhos e tocar, como se todos fossem cegos, uma sinfonia de Dvorák. Alça inesperadamente alguns músicos à posição de maestro por um dia. Muda os músicos de lugar para que toquem ao lado de instrumentos não-familiares. O que ele não suporta é o pensamento para baixo, pessimista e negativo, que, segundo ele, destrói qualquer liderança. "Não há tempo ruim", afirma, "só roupa inadequada." O fato de a Orquestra Sinfônica de Boston dispor de 52 milhões de dólares de orçamento anual, enquanto sua orquestra, a Filarmônica, conta com menos de 1 milhão de dólares por ano, já é, para o maestro, um convite imperioso à criatividade.
"Nunca duvide da capacidade das pessoas de realizar qualquer coisa que você, como líder, sonhe para elas", diz o maestro. Como professor, Benjamin Zander decidiu dar nota 10 a toda a turma, no início do ano letivo, e pediu aos alunos que escrevessem uma carta, com verbos no passado, explicando por que eles mereceram a nota máxima nos meses que se passaram. O resultado, segundo ele, foi magnífico. Todos buscaram o que havia de melhor em si para justificar a nota.
Zander critica a maneira burocrática com que muitas orquestras tocam sinfonias apaixonantes. "Beethoven criou a Quinta Sinfonia como um ataque – contra a complacência, contra o status quo, contra a forma como as pessoas vêem as coisas. Ele estava erguendo seu punho. Eu quero despertar as pessoas, pelas palavras e pelo som. Minha função como maestro é lembrar a todos o que era a música originalmente, no momento em que foi concebida. Em cada ensaio, cada performance. Um dia, depois de um ensaio no Carnegie Hall, uma mulher veio a mim, contrariada. Achei que eu tinha feito alguma coisa terrível. Mas ela disse: 'Obrigada por me lembrar o motivo que me levou a ser música. Eu tinha me esquecido disso nos últimos 25 anos'."
Fonte: http://veja.abril.com.br/071101/p_084.html
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Ben Zander
Ele conduz multidões com o carisma de um fundamentalista, mas é inglês e agnóstico. O maestro da Orquestra Filarmônica de Boston, Benjamin Zander, consegue que mais de 6.000 leigos em música clássica cantem juntos (e em alemão) aOde à Alegria, da Nona Sinfoniade Beethoven. Não como regente, mas como pregador e profeta. O público acaba em êxtase, aos gritos, alguns em lágrimas. Ben Zander viaja pelo mundo falando sobre a vida e tocando piano para platéias seletas de megacompanhias, como Shell, IBM e British Telecom, e instituições poderosas, como a Nasa e o Exército americano. Já foi tema de documentário da BBC de Londres, ganhou um troféu em Davos, no Fórum Econômico Mundial. O cachê como pregador é altíssimo. Ele tem em casa um piano Steinway de 75.000 dólares, pago com uma só palestra nos Estados Unidos.