O ambiente de sua empresa estimula a busca da evolução contínua ou, ao contrário, reforça o poder da rotina e de hábitos de pensar e agir do passado?
*Por Oscar Motomura
Algumas empresas exalam conservadorismo, timidez, medo de mudar - até de tentar pequenas mudanças. Transpiram o superado, o obsoleto, no seu jeito de operar, no modo como as pessoas trabalham ou fazem reuniões, no formalismo das comunicações e das relações, na decoração, nas cores; enfim, em tudo.
Outras exalam hesitação, insegurança. Querem mudar, mas também não querem. São as empresas que ficam “em cima do muro”, entre o medo de mudar e o de perder oportunidades rumo ao futuro. Muitas conversas, até muitas idéias - mas pouquíssimas decisões, em ambientes físicos repletos de contradições e contrastes não harmônicos.
Mas há também as que exalam motivação, entusiasmo, ousadia. Exalam vida. São empresas que têm um jeito de trabalhar leve, solto, pra frente. Buscam evolução em cada detalhe do dia-a-dia. Há zero de acomodação em todos os níveis, da cúpula à base.
O que essas empresas, que exalam vida, fazem de diferente em relação às outras?
Algumas investem conscientemente no design de contextos, para criar um clima favorável a novas idéias, a jeitos inéditos de fazer acontecer. Criam espaços diferentes, com móveis e objetos fora do comum, que ilustram o não ortodoxo e estimulam a criatividade das pessoas.
Outras trazem estímulos “de fora”. Organizam concertos para os funcionários, trazem artistas e pessoas criativas de diferentes áreas para interagir com suas equipes e assim por diante.
Existem aquelas que, em vez de investir na forma, mergulham no conteúdo das coisas. Criam contextos não pelo físico, mas pelo significado das coisas, pelo nível dos desafios, por “equações estimulantes”, que fazem emergir na organização o que as pessoas têm de melhor dentro delas. Equações que as estimulam a buscar o bem comum e a querer vir trabalhar todos os dias. Mesmo quando o ambiente físico está longe de ser o ideal, as pessoas, altamente motivadas, estão sempre em seu melhor estado e empenhadas em gerar evolução o tempo todo.
Em raras empresas existe a consistência total: o design físico inspira inovação e o time é diferenciado
Existem também aquelas em que o líder é o contexto. Pela sua ação pessoal, pelo seu exemplo, pela sua energia, esse líder gera, em tudo que se envolve, um clima de inovação, de alta criatividade, de ações excepcionais no dia-a-dia.
Existem ainda as empresas que exalam vida não por causa dos líderes, mas por causa das pessoas que a compõem - pessoas felizes, alegres, positivas, pra frente. Elas dão o tom do contexto, mesmo quando os líderes não são o melhor exemplo.
E, é claro, existem aquelas “raras” empresas nas quais há consistência total: o design físico inspira inovação e reinvenções estratégicas contínuas, equações inspiradoras estão na base de tudo, os líderes são excepcionais e há um time diferenciado de pessoas talentosas, de bem com a vida mesmo em situações estressantes, de grandes mudanças e crescentes desafios.
A propósito, quão rara você quer que sua empresa seja?
http://oscarmotomura.com.br/blog/
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
É uma questão de clima
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Artigo - Oscar Motomura,
Clima Organizacional
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Quer receber uma promoção? Então se divirta no trabalho...
O trabalho, em seu sentido mais tradicional, é a antítese da diversão. Como minha avó dizia quando eu reclamava de um chefe ou de um prazo: "É por isso que chamam de trabalho". Vovó ficaria surpresa com o que Adrian Gostick e Scott Christopher têm a dizer em "The Levity Effect: Why It Pays to Lighten Up" (o efeito leveza: por que vale a pena ser mais leve). O livro, que será lançado no final deste mês, examina como a diversão no escritório aumenta a produção. E eles estão falando sério. "Se estiverem morrendo de rir, vão morrer de trabalhar", disse Christopher, comediante e humorista da revista "Human Capital". "Quando estão rindo, estão ouvindo", disse Gostick, autor e consultor sobre motivação no trabalho. Os dois riem enquanto listam seus argumentos favoritos: se você for divertido, será contratado! Um estudo com 737 diretores executivos de importantes corporações revelou que 98% prefeririam contratar um candidato com um bom senso de humor do que um que não o tivesse. Divertir-se torna as pessoas leais! De acordo com uma pesquisa feita entre 1.000 trabalhadores pela firma de pesquisa Ipsos para os autores, os funcionários que riem no trabalho tendem a ficar. Aqueles que classificaram o senso de humor de seu chefe como "acima da média" também disseram que havia 90% de chance de permanecerem no emprego por mais de um ano. As chances dos funcionários que trabalhavam para chefes cujo senso de humor foi classificado como "médio" ou inferior de permanecerem no emprego caíram para 77%. Pessoas divertidas vão longe! De acordo com um estudo da "Harvard Business Review", executivos descritos pelos colegas como tendo um bom senso de humor "sobem a escada corporativa mais rapidamente e ganham mais dinheiro que seus pares". Uma boa risada faz bem à saúde! Um estudo da Universidade de Maryland mostrou que, enquanto o estresse faz cair o fluxo sanguíneo, o humor faz com que aumente em 22%. Entendido. A risada é benéfica. E potencialmente boa para os negócios. Mas esse conhecimento também não é uma forma de estresse? Quero dizer, e se você não for divertido? Já não temos preocupações suficientes em uma entrevista de emprego sem precisar acrescentar "capacidade de fazer comédia"? Afinal, o humor é tão subjetivo e tão potencialmente humilhante quando não dá certo. E os chefes já não têm preocupações demais com esta economia em desaceleração, sem ainda terem que cumprir a expectativa de serem capazes de unir as tropas fazendo-as rir? Muitas pessoas inteligentes e astuciosas por aí não têm razão para se levantar diante dos colegas e fazer uma sessão de comédia. Nada a se preocupar, disse Gostick. "Falamos mais de leveza; de uma pessoa divertida em vez de engraçada", disse ele. "Grandes líderes têm um jeito para trazer leveza para o escritório". "O chefe não é necessariamente aquele que faz o humor", acrescentou Christopher (os dois tendem a se alternar em entrevistas), "é mais como aquele que permite o humor, ou menos, que tolera o humor". Nos últimos anos, um número crescente de empresas batalhou para ter escritórios "leves", disse Gostick. A Bain & Co., firma de consultoria em empresas, faz isso reunindo mais de 400 funcionários do mundo todo para o torneio anual de futebol Bain World Cup. A Lego America, que fabrica brinquedos, estimula os funcionários a irem para o trabalho de lambreta. A Google tem jogos de hóquei sobre rodas no estacionamento duas vezes por semana. Além disso, tem torneios contínuos de palavras cruzadas e vangloria-se de um piano de cauda em sua sala de recreação. Em contraste, a sala de recreação da Whole Foods tem um quadro negro, muito mais humilde, no qual os trabalhadores são estimulados a rabiscar. Algumas empresas de fato dão a um grupo ou a um indivíduo a responsabilidade de planejar a leveza. Na agência de propaganda Iris North America, o grupo é chamado "Esquadrão do Sorriso", disse Stewart Shanley, fundador. O esquadrão é supervisionado pelo chefe de pessoal, tem logotipo e orçamento próprios e é responsável pelo "bem-estar geral e eventos fortuitos", na agência de quase 75 funcionários, disse Shanley. "A felicidade é o que faz as pessoas produzirem", disse ele. "O truque para administrar uma empresa de sucesso é atrair talentos e depois, e esta é a parte que as pessoas parecem esquecer, segurar esse talento. Para isso servem os esquadrões." O Esquadrão do Sorriso muitas vezes se une ao Esquadrão dos Esportes, que estimula todos a exercitarem-se, e o Esquadrão do Estímulo, que, explicou Shanley, "de vez em quando leva as pessoas para sair e as deixa alegremente bêbadas". Nossa. Bebida sancionada pela empresa? Isso não deixaria algumas pessoas em situação desconfortável? E aqueles que estão se recuperando do alcoolismo? Ou aqueles cuja religião ou saúde proíbe a ingestão de álcool? E os alérgicos? "Há uma hora e um lugar para tudo", disse Christopher. "Leveza não significa falta de sensibilidade." Entretanto, o que é sensível para uma pessoa não é para outra, e a idéia de diversão para uma pessoa torna-se base para uma ação legal para outra. Assim como algumas empresas parecem estar acertando, a história recente também está cheia de exemplos de patrões que erraram o alvo. Um estudo japonês publicado em fevereiro, por exemplo, explorou o dano físico e emocional vivenciado por mulheres que trabalhavam no comércio e precisavam sorrir continuamente. Algumas vezes são treinadas por um "consultor de sorriso", que promovem sorrisos mais amplos e com mais dentes. Makoto Natsume, médico da Universidade de Osaka, identificou uma "síndrome da máscara de sorriso", que leva as mulheres a reprimirem suas verdadeiras emoções, causando depressão, dores musculares e lesão por estresse repetitivo da face. Em outras palavras, a leveza forçada pode deixar a pessoa doente. Há também o caso do cirurgião oral Robert Woo, de Auburn, Washington, que substituiu os dentes de sua assistente com um implante. Acontece que a família da mulher criava porcos, e ela freqüentemente falava sobre eles com os colegas no escritório. Enquanto a assistente estava anestesiada para os implantes, Woo fez uma espécie de brincadeira. Ele instalou dentes que pareciam presas de javali (que Woo deve ter achado similar aos dentes de porcos) e tirou fotos da funcionária sedada. Quando ela acordou, os dentes novos e corretos estavam no lugar. No entanto, a assistente descobriu o que havia acontecido quando as fotos apareceram em uma festa do escritório. Ela deixou o emprego e o processou, recebendo US$250.000 (cerca de R$ 500.000). Tradução: Deborah Weinberg v.2 |
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Pesquisa de Clima - O Equilíbrio entre Dar e Receber
Entrevista de Marcelo Boog no programa Q3 NO MUNDO DA EXCELÊNCIA EM GESTÃO, da ALLTAV (alltv.com.br), em JUL/2009, sobre o equilíbrio entre o DAR e o RECEBER diagnosticado em Pesquisas de Clima
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Clima Organizacional
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Empresas Neuróticas
Empresas neuróticas
Qui, 15 de Fevereiro de 2007 15:46
Cláudio Raza*
Existem muitas definições de cultura empresarial, umas mais simples, outras mais complicadas. No fundo, é a maneira como funcionam as coisas no dia a dia das empresas, através de sua comunicação. A Comunicação Empresarial pode significar a diferença entre sentir-se à vontade e ir trabalhar contrariado. Geralmente a cultura de uma empresa é passada pelo empresário principal ativo na empresa. Isto é feito tanto conscientemente como inconscientemente. Em outras palavras a cultura empresarial são as conseqüências da maneira como a empresa é administrada; são as lideranças, são os executivos, escolhidos pelo empresário ou presidente ou quase isso; são os empregados. todos no mesmo barco fazendo a cultura da empresa. Querem mudar, mas dizem que a cultura que eles cultivam não permite. Então, pode-se concluir que eles, na verdade, não querem mudar... Ou sair de suas zonas de conforto. Em vista disso as empresas se tornam “neuróticas”, e a personalidade das pessoas em cargos de direção tem uma influência no clima empresarial e na forma de administrar as empresas. De acordo com o conceito da Professora e psicóloga, Maria Cláudia Donegá, esta influência ocorre devido a uma forma de interação chefe-subordinado, denominado “Folie à deux”, contágio mental ou loucura compartilhada. Professora Donegá também classifica as empresas “neuróticas” em: Paranóica, Compulsiva, Dramática, Depressiva e Esquizóide. Paranóicas Para que vocês possam identificar essas empresas, vamos mencionar os sintomas, conforme Professora Donegá:
O poder está centralizado no topo da hierarquia; os executivos são desconfiados e cautelosos, com relação à pessoas e aos acontecimentos; há muita frieza e racionalidade; constante preocupação em identificar perigos e desafios; é dada ênfase exagerada nos controles e serviços de informação, como também dos controles dos processos internos e do ambiente; as atitudes são relativas e a direção é muito mais decorrente de forças externas do que dos objetivos organizacionais. Os riscos dessas atitudes acarretam a distorção da realidade e as atitudes defensivas inibindo as ações espontâneas. Também nesta cultura empresarial doente, criam-se fantasias, tais como: não se pode confiar em ninguém e alguém lá fora está nos ameaçando. Compulsivas Nas compulsivas, os sintomas são: extremamente hierárquica e formal; prende-se em demasia ao ritual, as operações são planejadas com antecedência e executadas de maneira regular e pré-programada; a elaboração de regras, realização de reuniões, tudo é pré-estabelecido e formalmente documentado; é dado muita ênfase na eficácia e na padronização; perfeccionismo e preocupação com detalhes triviais; o ambiente externo precisa ser estável e sem grandes desafios; e existe uma insistência que os outros se adaptem ao seu estilo. Os riscos são: fixação pelo próprio umbigo; apego exagerado a regras e procedimentos e uma inflexibilidade a toda provam. As fantasias típicas dessas empresas são: não se pode estar à mercê dos acontecimentos e também não se pode confiar em ninguém. Dramáticas Os sintomas das dramáticas são: muito ativas, impulsiva, dramaticamente e perigosamente desinibida; possui expressão excessiva de emoções; o alto escalão centraliza o poder, restringindo o segundo escalão e preferindo executivos de personalidade dependentes; cultiva o narcisismo, atenção exagerada a si próprio; falta de capacidade de focalização e concentração; produz grande número de projetos, produtos e estratégias de mercado, não compatível entre si, uma diversificação sem coerência; o sistema de informação é ineficaz.
Os riscos são: a superficialidade; o afastamento da realidade e as reações exageradas a eventos secundários. Na sua fantasia, destaca-se a necessidade de impressionar as pessoas importantes. Depressivas Nas depressivas os sintomas são: empresa sólida e que atende a um mercado estabilizado; inerte, desconfiada, conservadora, burocrática e estreita mentalmente; há um vácuo no poder; a atmosfera é de extrema passividade e de falta de objetivos; tudo é rotineiro e pré-programado e não requer nenhuma iniciativa especial; falta de perspectiva e motivação; falta de capacidade para pensar claramente; as mudanças são pequenas e falta de competição; sentimento de inadequação. Os riscos nesse caso são: dificuldade em melhorar o desempenho; a incapacidade de decidir e a inabilidade para agir. A fantasia é: não adianta mudar, simplesmente somos incompetentes. Esquizóides Os sintomas das esquizóides são: ausência de orientação no topo; os executivos desencorajam a interação, por medo de envolvimento; a empresa é um campo de batalha político e muito jogo de poder entre os departamentos; iniciativas de um grupo são neutralizas por grupo de oposição; a estratégia organizacional é um produto de expectativas pessoais, poder em interesses políticos; é conservadora e sem objetivos organizacionais; indiferença a elogios ou críticas; desinteresse pelo presente ou futuro; aparência fria, distanciamento e não envolvimento. Os riscos são: estado de confusão e agressividade; isolamento social causando frustração. E as fantasias são: o mundo não oferece nenhuma satisfação e a relação com os outros só nos causa problemas, é melhor ficar afastado.
Após identificar em que tipo de “doença” a empresa se enquadra, pergunta-se: Como tornar minha empresa numa organização saudável? A própria Professora e psicóloga Donegá responde: “Para transformar uma organização doente em uma saudável é necessário que as mudanças ocorram internamente. E boa parte das empresas só está preparada para satisfazer as necessidades básicas das pessoas; é importante que o trabalho complemente outras necessidades”. Verificamos que as empresas têm um pouco de cada tipo que listamos aqui, e alguns deles são bons, pois funciona bem dentro do estilo das empresas, o que não se pode é perder o foco principal do negócio, o cliente e o lucro.
O poder está centralizado no topo da hierarquia; os executivos são desconfiados e cautelosos, com relação à pessoas e aos acontecimentos; há muita frieza e racionalidade; constante preocupação em identificar perigos e desafios; é dada ênfase exagerada nos controles e serviços de informação, como também dos controles dos processos internos e do ambiente; as atitudes são relativas e a direção é muito mais decorrente de forças externas do que dos objetivos organizacionais. Os riscos dessas atitudes acarretam a distorção da realidade e as atitudes defensivas inibindo as ações espontâneas. Também nesta cultura empresarial doente, criam-se fantasias, tais como: não se pode confiar em ninguém e alguém lá fora está nos ameaçando. Compulsivas Nas compulsivas, os sintomas são: extremamente hierárquica e formal; prende-se em demasia ao ritual, as operações são planejadas com antecedência e executadas de maneira regular e pré-programada; a elaboração de regras, realização de reuniões, tudo é pré-estabelecido e formalmente documentado; é dado muita ênfase na eficácia e na padronização; perfeccionismo e preocupação com detalhes triviais; o ambiente externo precisa ser estável e sem grandes desafios; e existe uma insistência que os outros se adaptem ao seu estilo. Os riscos são: fixação pelo próprio umbigo; apego exagerado a regras e procedimentos e uma inflexibilidade a toda provam. As fantasias típicas dessas empresas são: não se pode estar à mercê dos acontecimentos e também não se pode confiar em ninguém. Dramáticas Os sintomas das dramáticas são: muito ativas, impulsiva, dramaticamente e perigosamente desinibida; possui expressão excessiva de emoções; o alto escalão centraliza o poder, restringindo o segundo escalão e preferindo executivos de personalidade dependentes; cultiva o narcisismo, atenção exagerada a si próprio; falta de capacidade de focalização e concentração; produz grande número de projetos, produtos e estratégias de mercado, não compatível entre si, uma diversificação sem coerência; o sistema de informação é ineficaz.
Os riscos são: a superficialidade; o afastamento da realidade e as reações exageradas a eventos secundários. Na sua fantasia, destaca-se a necessidade de impressionar as pessoas importantes. Depressivas Nas depressivas os sintomas são: empresa sólida e que atende a um mercado estabilizado; inerte, desconfiada, conservadora, burocrática e estreita mentalmente; há um vácuo no poder; a atmosfera é de extrema passividade e de falta de objetivos; tudo é rotineiro e pré-programado e não requer nenhuma iniciativa especial; falta de perspectiva e motivação; falta de capacidade para pensar claramente; as mudanças são pequenas e falta de competição; sentimento de inadequação. Os riscos nesse caso são: dificuldade em melhorar o desempenho; a incapacidade de decidir e a inabilidade para agir. A fantasia é: não adianta mudar, simplesmente somos incompetentes. Esquizóides Os sintomas das esquizóides são: ausência de orientação no topo; os executivos desencorajam a interação, por medo de envolvimento; a empresa é um campo de batalha político e muito jogo de poder entre os departamentos; iniciativas de um grupo são neutralizas por grupo de oposição; a estratégia organizacional é um produto de expectativas pessoais, poder em interesses políticos; é conservadora e sem objetivos organizacionais; indiferença a elogios ou críticas; desinteresse pelo presente ou futuro; aparência fria, distanciamento e não envolvimento. Os riscos são: estado de confusão e agressividade; isolamento social causando frustração. E as fantasias são: o mundo não oferece nenhuma satisfação e a relação com os outros só nos causa problemas, é melhor ficar afastado.
Após identificar em que tipo de “doença” a empresa se enquadra, pergunta-se: Como tornar minha empresa numa organização saudável? A própria Professora e psicóloga Donegá responde: “Para transformar uma organização doente em uma saudável é necessário que as mudanças ocorram internamente. E boa parte das empresas só está preparada para satisfazer as necessidades básicas das pessoas; é importante que o trabalho complemente outras necessidades”. Verificamos que as empresas têm um pouco de cada tipo que listamos aqui, e alguns deles são bons, pois funciona bem dentro do estilo das empresas, o que não se pode é perder o foco principal do negócio, o cliente e o lucro.
Cláudio Raza é Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas. E-mail: c.raza@terra.com.br
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