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domingo, 20 de novembro de 2011

Como produzir maçãs para produzir Newtons na empresa?

Como produzir maçãs para produzir Newtons na empresa?

Por Américo Barbosa para o RH.com.br


Se caísse uma maçã na cabeça de seu funcionário, ele falaria mal ou sentiria prazer? Reclamaria que a tal da maçã já tinha fracassado Eva e agora fazia um galo na sua cabeça ou concluiria que realmente aquele ambiente não era assim, nenhum paraíso? Algo motivou Isaac Newton a olhar a situação com brilho nos olhos e fazer uma grande descoberta, diferentemente da Branca de Neve que fechou os olhos em sono profundo após comer a maçã.

Para o arqueiro Guilherme Tell, acertar maçãs na cabeça dos outros foi a sua consagração. Cada um deles criou um ambiente interno de motivação que permitiu sentir um benefício pessoal nos episódios. Essa é a chave dos programas para todos os níveis de funcionários, porque é uma característica humana: a busca do prazer. Sim, é claro que há pessoas que sentem prazer no sofrimento - na opinião dos outros.

Mas em qualquer caso, tudo o que o ser humano faz é positivado dentro de si. Ou seja, para ele sempre é positivo, por mais negativo que pareça para nossa filosofia, religião, cultura ou simples opinião. Para quem toma a atitude, há algum tipo de prazer. Nenhum movimento é feito que não passe por esse processo. Juntando tudo isso, temos a força de trabalho de uma empresa. Relações muito diferentes de cada uma com as suas, nossas, maçãs. Não é possível à empresa fazer uma maçã específica para cada um. Fala-se muito hoje no "Eu S/A".

Mas há uma cobrança sub-reptícia das partes de que é a empresa que deve motivar sempre o funcionário. Ele se desculpa no ambiente e a organização fica com sentimento de culpa. E o "Você S/A"? Só tem capacidade de avaliar o exterior quem tem boa percepção de seu interior. Por isso a solução é que os programas estimulem e capacitem a autogestão para o trabalho e para a vida. Ou seja, ninguém morde a maçã por você. É o grande trabalho desta nossa era: alinhar a missão pessoal com a missão corporativa, para que as atitudes sejam convergentes com o comportamento desejado. Bom, já vimos que a companhia inteligente deve estimular a autogestão.

Alguém só é líder de si mesmo se sentir confiança em si e na empresa. A organização precisa ser justa no acerto e no erro. Afinal, todos erram. Mas só os profissionais corrigem bem. Esse espírito é essencial para gerar a percepção correta de quando a maçã cai na cabeça - leia-se transformar um problema ou um insight em descoberta de uma solução para a empresa - de quando é jogada pela serpente - aquele que sempre reclama culpando a corporação pelo escorregão que deu no papel de chiclete jogado pelo colega no chão.

Achar que a causa de tudo está sempre fora de você desenvolve uma inflamação congênita chamada "desculpite". Ela tem um efeito de deixar as pessoas sempre fora dos contextos, dissociados da empresa. Tornam-se pessoas impermeáveis sem a cola ou o velcro do entusiasmo que faz as coisas valer a pena.

O ambiente interior é o que faz o ambiente exterior - O Instituto Hearth Math de São José da California descobriu depois de muitas experiências que o coração emite um campo eletromagnético de 3,5 metros. Assim, cada um de nós é uma antena emissora de bom humor, irritação, boa vontade, vago desagrado ou entusiasmo.

Agora visualize cada funcionário emitindo um desses estados emocionais. O resultado do clima organizacional será a massa interpenetrante das esferas sensoriais individuais. Mas se não soubéssemos disso diríamos que o ambiente de trabalho é a soma de todos os comportamentos. Ao final é a mesma coisa. Mas uma maçã podre pode interferir em todo esse suco de maçã. Por isso, o ambiente da empresa deve ter anticorpos naturais para os que não têm esprit de corps.

Se o funcionário tem o princípio da autogestão, ele desenvolve um prazer e uma dignidade que o torna pró-ativo e pró-good-will, porque ele passa a ser o seu primeiro chefe e líder. E assim aprende a pensar circularmente, sentindo sempre sua relação com o ambiente e vice- versa. Cria um verdadeiro e produtivo diálogo interno. Aprende a ouvir a voz de cada trabalho e de cada acontecimento. Desenvolve o que chamo estado de "atentividade". Passa a dar atenção a pessoas, a coisas e a situações que tenham uma convergência com seu sentimento interno, seu parâmetro, seu paradigma, seus princípios.

O que lhe faz bem o deixa atento. O que lhe faz bem justifica o prazer de sua existência. E a razão de sua existência, assim como na empresa, é a missão. O senso da missão dá cor às maçãs do rosto e produz Isaacs Newtons, se a empresa plantar macieiras.

Palavras-chave: autoconfiança, profissionalismo

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Artigo/6281/como-produzir-macas-para-produzir-newtons-na-empresa.html