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sábado, 10 de dezembro de 2011

Como aumentar a sua performance

Como aumentar a sua performance
Por Jerônimo Mendes para o RH.com.br 

Em teoria, todas as pessoas desejam melhorar de vida, ganhar mais, mudar para um emprego mais promissor, mudar de casa, enfim, sair da inércia. Na prática, são poucos os disciplinados que seguem em busca de novos conhecimentos, hábitos e comportamentos que possam aumentar o seu desempenho e, por consequência, a sua qualidade de vida.

O fato é que não há como melhorar de vida em frente à televisão e ao computador sem buscar o conhecimento e o aprendizado necessário para enfrentar a concorrência. Se você deseja não ser apenas mais um na multidão, não há porque ficar esperando a sorte.

Em tempos atuais, onde o conhecimento tende a dobrar em menos de dois anos e o ciclo de vida dos produtos e serviços é cada vez menor, o desafio do aprendizado é constante. Em pouco tempo depois de formado você pode chegar à mesma conclusão do grande filósofo grego Sócrates - "Só sei que nada sei" - para seguir aprendendo.

De acordo com o Dr. Charles Garfield, psicólogo norte-americano que participou do projeto Apollo 11 e desenvolveu o conceito de Peak Performers, os executivos de sucesso possuem várias semelhanças e compartilham seis atributos em comum.

Dr. Garfield estudou os hábitos e o comportamento de 1500 executivos e apontou em seus relatos que esses atributos são habilidades que qualquer um pode cultivar e aprender. Conhecê-los é o primeiro passo para adquiri-los. O restante é aprendizado e muita disciplina.

Todos os atributos mencionados aplicam-se a qualquer profissão ou área de atuação. Vale para os atletas, os estudantes, os políticos e os profissionais em geral. Através da pesquisa ele atribuiu o conceito de Peak Performer à pessoa que é consistente em sua busca de realização.

Quer aumentar a sua performance profissional? Você pode contratar um coach para fortalecer suas competências e chegar a patamares mais elevados e vai descobrir que os recursos estavam sempre dentro de você, aguardando o estímulo ou o momento apropriado para entrar em cena.

Se isto não for possível, existem duas alternativas: a disciplina, gerada pela automotivação, o aprendizado constante e o desejo de ser feliz ou, então, o desconforto proporcionado pela necessidade de sobrevivência. Torço para que você aposte na primeira opção, afinal, ser movido apenas pelo desconforto demonstra descrença em relação ao futuro.

Considerando que você optou pela primeira hipótese, aqui estão os seis atributos identificados pelo Dr. Garfield e atribuídos aos profissionais de sucesso. Leia com atenção e estude-os com carinho. Na prática, o que vale é o seu empenho verdadeiro para conseguir o desempenho necessário.

De maneira geral, eles são fruto do pensamento coletivo em relação ao sucesso e não se pode ignorá-los. A leitura constante e a elaboração de um plano consistente para adquiri-los criarão a base para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Vejamos:
* Pessoas de sucesso são guiadas pela sua visão e pela sua missão: o que você vai ser quando crescer? O que você vai fazer para conseguir atingir a sua visão? O que o motiva de fato? Como você gostaria de ser lembrado quando partir deste mundo?
* Pessoas de sucesso focam os resultados: não importa o tamanho dos obstáculos nem as circunstâncias; peak performers organizam suas metas de acordo com o tempo e a sua capacidade de realização; eles acreditam piamente que o destino final e o processo para se chegar lá são importantes.
* Pessoas de sucesso sabem gerenciar a si mesmo (autogestão): é a sua capacidade de administrar os estados emocionais e de utilizar estratégias mentais eficazes; a autoconfiança a visualização do futuro o ajudarão a melhorar o desempenho.
* Pessoas de sucesso sabem mobilizar outras pessoas: eles acreditam na sua capacidade de mobilizar os outros para produzirem resultados conjuntos excelentes.
* Pessoas de sucesso são flexíveis e ajustam o rumo: se você não está no caminho perfeito, mas no caminho crítico, precisa se concentrar para não perder o objetivo de vista; a vida tem seus momentos de oscilação e você precisa aprender a lidar com isso.
* Pessoas de sucesso continuam aprendendo a vida inteira: elas nunca param de adquirir novos conhecimentos e colocá-los em prática; além do mais, elas abraçam as mudanças e os obstáculos como fontes de oportunidades para o sucesso.

Ao contrário do que possa parecer, peak performers não são workaholics. Eles são comprometidos com o desempenho e o alcance dos resultados, cada vez melhores. Além disso, são extremamente otimistas e motivados, pois sabem que a motivação é um estado mental e tende a desaparecer se não tiverem a habilidade de trazê-la de volta.

Por fim, lembre-se: não nascemos prontos. Em tese, você só atinge o ápice da sabedoria a cinco segundos da morte, mas aí não tempo de fazer mais nada. Para descontrair um pouco, a única geração que nasceu pronta foi a do meu filho mais novo. Eles já nascem sabendo e tudo o que você tenta transmitir para eles não serve, pois estão sempre com a resposta na ponta da língua. O tempo corrige isso.

Pense nisso e seja feliz!

Palavras-chave: | aprendizagem | produtividade |

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Princípios, Valores e Virtudes

PRINCÍPIOS, VALORES E VIRTUDES

Jerônimo Mendes

MISSÃO DO AUTOR
Semear conhecimento e gerar prosperidade para o número de pessoas possível por meios de bons exemplos, disciplina, otimismo e consideração pelo próximo.
 
ARTIGO DA SEMANA
 
 
Administrador, Consultor e Palestrante
Autor de Oh, Mundo Cãoporativo! (Qualitymark) e Benditas Muletas (Vozes)
Mestre em Organizações e Desenvolvimento Local
 
Existe uma grande diferença entre princípios, valores e virtudes embora sua efetividade seja válida apenas quando os conceitos estão alinhados. No mundo corporativo em geral, noto que muitos profissionais são equivocados com relação aos conceitos e, apesar de defenderem o significado de um ou outro, a prática se revela diferente.
Princípios são preceitos, leis ou pressupostos considerados universais que definem as regras pela qual uma sociedade civilizada deve se orientar. Em qualquer lugar do mundo, princípios são incontestáveis, pois, quando adotados não oferecem resistência alguma. Entende-se que a adoção desses princípios está em consonância com o pensamento da sociedade e vale tanto para a elaboração da constituição de um país quanto para acordos políticos entre as nações ou estatutos de condomínio. Vale no âmbito pessoal e profissional.
Amor, felicidade, liberdade, paz e plenitude são exemplos de princípios considerados universais. Como cidadãos – pessoas e profissionais -, esses princípios fazem parte da nossa existência e durante uma vida estaremos lutando para torná-los inabaláveis. Temos direito a todos eles, contudo, por razões diversas, eles não surgem de graça. A base dos nossos princípios é construída no seio da família e, em muitos casos, eles se perdem no meio do caminho.
De maneira geral, os princípios regem a nossa existência e são comuns a todos os povos, culturas, eras e religiões, queiramos ou não. Quem age diferente ou em desacordo com os princípios universais acaba sendo punido pela sociedade e sofre todas as conseqüências. São as escolhas que fazemos com base em valores equivocados, não em princípios.
Valores são normas ou padrões sociais geralmente aceitos ou mantidos por determinado indivíduo, classe ou sociedade, portanto, em geral, dependem basicamente da cultura relacionada com o ambiente onde estamos inseridos. É comum existir certa confusão entre valores e princípios, todavia, os conceitos e as aplicações são diferentes.
Diferente dos princípios, os valores são pessoais, subjetivos e, acima de tudo, contestáveis. O que vale para você não vale necessariamente para os demais colegas de trabalho. Sua aplicação pode ou não ser ética e depende muito do caráter ou da personalidade da pessoa que os adota.
Pessoas de origem humilde definem valores de maneira diferente das pessoas de origem mais abastada. De um lado, a escassez pode gerar a idéia de que dinheiro não traz felicidade, portanto, mesmo sem dinheiro, é possível ser feliz utilizando-se valores como amizade, por exemplo. Do outro, o apego ao dinheiro e a convivência harmoniosa com o conforto pode gerar a idéia de que sem dinheiro não é possível ser feliz, ou seja, o dinheiro traz felicidade, amizade, conforto e, se houver mais dinheiro do que o necessário, valores como filantropia e voluntariado podem ser praticados.
Essa comparação não define o certo e o errado. Ela apenas levanta uma questão interessante sobre o conceito de valores e depende do ponto de vista de cada cultura ou de cada pessoa, em particular. Na prática, é muito mais simples ater-se aos valores do que aos princípios, pois este último exige muito de nós. Os valores completamente equivocados da nossa sociedade – dinheiro, sucesso, luxo e riqueza - estão na ordem do dia, infelizmente. Todos os dias somos convidados a negligenciar os princípios e adotar os valores ditados pela sociedade.
Virtudes, segundo o Aurélio, são disposições constantes do espírito, as quais, por um esforço da vontade, inclinam à prática do bem. Aristóteles afirmava que há duas espécies de virtudes: a intelectual e a moral. A primeira deve, em grande parte, sua geração e crescimento ao ensino, e por isso requer experiência e tempo; ao passo que a virtude moral é adquirida com o resultado do hábito.
Segundo Aristóteles, nenhuma das virtudes morais surge em nós por natureza, visto que nada que existe por natureza pode ser alterado pela força do hábito, portanto, virtudes nada mais são do que hábitos profundamente arraigados que se originam do meio onde somos criados e condicionados através de exemplos e comportamentos semelhantes.
Uma pessoa pode ter valores e não ter princípios. Hitler, por exemplo, conhecia os princípios, mas preferiu ignorá-los e adotar valores como a supremacia da raça ariana, a aniquilação da oposição e a dominação pela força. Significa que também não dispunha de virtudes, pois as virtudes são decorrentes dos princípios e o seu legado foi um dos mais nefastos da história. Sua ambição desmedida o tornou obcecado por valores que contrastam com os princípios universais.
Diferente de Hitler, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce e Mahatma Gandhi tinham princípios, valores e virtudes integralmente alinhados com a sua concepção de vida. Todos lutavam por causas nobres e tinham um ponto comum: a dignidade humana. Enquanto Hitler, Milosevic e Karadzic entraram para o rol das figuras mais odiadas da humanidade, Madre Teresa, Irmã Dulce da Bahia e Gandhi são personalidades singulares que inspiram exemplos para a humanidade.
Existem pessoas que nunca seguiram princípio algum e, apesar de tudo, continuam enriquecendo, fazendo sucesso na televisão, conquistando cargos importantes nas empresas e assumindo papéis relevantes na sociedade. Entretanto, riqueza material não é a única medida de sucesso. Avalie, por si mesmo, quais os exemplos deixados por elas, a sua contribuição para o mundo e o seu triste legado para os descendentes.
No mundo corporativo não é diferente. Embora a convivência seja, por vezes, insuportável, deparamo-nos com profissionais que atropelam os princípios, como se isso fosse algo natural, um meio de sobrevivência, e adotam valores que nada tem a ver com duas grandes necessidades corporativas: a convivência pacífica e o espírito de equipe. Nesse caso, virtude é uma palavra que não faz parte do seu vocabulário e, apesar da falta de escrúpulo, leva tempo para destituí-los do poder.
Valores e virtudes baseados em princípios universais são inegociáveis e, assim como a ética e a lealdade, ou você tem, ou não tem. Entretanto, conceitos como liberdade, felicidade ou riqueza não podem ser definidos com exatidão. Cada pessoa tem recordações, experiências, imagens internas e sentimentos que dão um sentido especial e particular a esses conceitos.
O importante é que você não perca de vista esses conceitos e tenha em mente que a sua contribuição, no universo pessoal e profissional, depende da aplicação mais próxima possível do senso de justiça. E a justiça é uma virtude tão difícil, e tão negligenciada, que a própria justiça sente dificuldades em aplicá-la, portanto, lute pelos princípios que os valores e as virtudes fluirão naturalmente. O que vale em casa vale no trabalho. Não existe paz de espírito nem crescimento interior sem o triunfo dos princípios. Pense nisso e seja feliz!
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Para saber mais, leia o meu artigo intitulado “A Terra tem jeito?”, disponível em:
 
http://www.jeronimos.com.br/artigo32.php