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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

As piores mancadas da entrevista

As piores mancadas da entrevista
Jovens em geral são elétricos, riem e falam alto, gesticulam bastante e às vezes são sinceros até demais. Ou, ao contrário, mostram-se introspectivos e acanhados a ponto de perder a voz. Seja como for, tais características acabam se tornando grandes empecilhos quando, na busca por uma vaga no mercado de trabalho, o candidato se vê frente a frente com o recrutador.
De uma forma ou de outra, todo o jovem pertence a uma “tribo”, um grupo com o qual se identifica musical, cultural ou socialmente - e faz questão de deixar isso bem claro. Mas, atenção: tatuagens, piercings e cabelos multicoloridos podem pegar bem em agências de publicidade ou empresas de internet, cujos funcionários cultivam um estilo mais livre e despojado de se vestir e agir. Mas segundo os especialistas, não é bom arriscar. Afinal, a grande maioria das organizações não é tão flexível assim.
Aprender o modo certo de se vestir e de se comportar numa entrevista de trabalho sem dúvida aumenta as chances de conseguir o emprego de seus sonhos. Na avaliação de Érica Pessetti, gerente de seleção da consultoria Adecco, porém, os erros dos jovens nas entrevistas estão relacionados sobretudo à imaturidade natural e à falta de experiência. Isso, somado ao nervosismo e à ansiedade, só faz aumentar a probabilidade de soltar alguma bobagem. “Noto que há muita angústia, o que leva o candidato a dizer coisas desnecessárias e fúteis, ou tratar o entrevistador como um colega”, diz Érica.
De acordo com a consultora, os recrutadores costumam pedir aos candidatos que destaquem seus pontos fortes e fracos, seus gostos e suas aversões. Ao invés de responder de forma clara, objetiva e adequada à situação, os jovens geralmente partem para explicações e exemplos fora de contexto. “Já ouvi muito candidato responder coisas do tipo ‘gosto de chocolate’ ou ‘meu irmão sempre compra briga comigo por causa disso ou daquilo', conta Érica. "Isso demonstra absoluta falta de preparo e discernimento do candidato. "Na dúvida sobre como se portar, lembre-se do que sua mãe lhe recomendava na fase do vestibular. Ou seja, cercar-se do máximo de informações possível, apresentar idéias organizadas, chegar com antecedência para relaxar um pouco, não ir de estômago vazio ao teste, e por aí afora”.
Drauz Leite, de 26 anos, hoje é estagiário de marketing numa empresa distribuidora de autopeças, conta que nas suas primeiras entrevistas de emprego era sempre vencido pelo nervosismo. Isso por falta de informações e capacidade de argumentação. Ele percebeu como estava despreparado para enfrentar o mercado ao deixar um emprego de auxiliar de expedição no ano passado. “Era um cargo sem futuro, em que fiquei muito tempo estacionado”, diz.
Decidido a se atualizar, ele recorreu às palestras e workshops do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Junto com o currículo, também começou a enviar às empresas um texto narrando suas experiências de vida e os motivos que interessavam naquela vaga de trabalho. Deu certo. Depois de algumas entrevistas, Drauz passou a ser mais observador e, segundo ele, ficou mais “calejado”.
Imaturidade à parte, o candidato deve prestar atenção em aspectos como aparência, vocabulário e nível de conhecimento. E, ainda, certificar-se de que suas habilidades e personalidade estão realmente de acordo com a vaga pretendida. Luiza Ghisi, consultora de carreira e diretora da Tristan & Ghisi conta a história de uma candidata a estágio que levou a mãe à entrevista.
“A mãe entrou junto na sala, alegando que queria saber o que pretendíamos fazer com a sua menina”, recorda. Ela cita mais um exemplo, que demonstra outro erro comum dos jovens durante um processo de seleção: deixar que a insegurança se transforme em timidez. "Lembro de um candidato que ficou o tempo todo com as mãos no bolso de durante uma dinâmica de grupo", diz a consultora.
Abusar da eloqüência tampouco é uma boa tática, como demonstrou um casal recém-separado, também no decorrer de uma dinâmica de grupo com trainees. Sem que ninguém soubesse do relacionamento, os dois deram início a uma discussão sem fim sobre os bens do casal disputados na Justiça. Sem entender direito, os participantes ficaram surpresos. “Só mais tarde, depois de conversar com cada um separadamente, eles me contaram a verdade”, relembra Luiza.

Veja algumas histórias curiosas (e reais!) contadas pelos recrutadores - e aprenda o que não fazer.

- Durante a entrevista, um garoto carregou na dramaticidade na tentativa de ganhar o entrevistador pelo lado emocional. Apontou vários motivos para conseguir a posição. Um deles era que o pai estava muito doente e, portanto, precisava do salário para ajudá-lo.
- Antes mesmo da primeira palavra do entrevistador, a candidata afirmou que de modo algum faria tarefas operacionais e “subalternas”, tais como digitar, passar fax ou arrumar arquivos, pois "isto era serviço para secretárias". Mais: fez questão de deixar claro que tinha nascido para brilhar, ser uma estrela. O entrevistador não agüentou, e caiu na risada.
- O candidato a estagiário marcou entrevista para o meio-dia. Como ele não compareceu no horário previsto, o recrutador telefonou perguntando sobre seu paradeiro. Ao atender o telefone, o jovem pediu para não ser incomodado, pois "estava muito cansado da festa da noite anterior".
- Nervoso, o candidato teve uma crise de choro diante do entrevistador. Revelou seus problemas pessoais e as angústias de não conseguir emprego por ser over qualified – ou superqualificado. Ah, fez isso em cima da cadeira, discursando.
- Um candidato discordou do colega em meio a uma dinâmica de grupo e partiu para a agressão física. Ao ser questionado, ele afirmou ter considerado a discordância uma provocação.
- Um candidato pediu para ir ao banheiro. Não voltou mais.
(Canal RH – 16/02/07)

Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/guiadeempregos/primeiro/info/artigos_160207.htm

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A pergunta que vale um emprego...

HÁ MUITAS DICAS PARA UM CANDIDATO SE DAR BEM NA ENTREVISTA. MAS O QUE DIZER DO ENTREVISTADOR?


Por Álvaro Oppermann - 16/10/2010


A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. 


Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.


Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.


Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.


Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.


Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”


Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.




http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI160472-16366,00-A+PERGUNTA+QUE+VALE+UM+EMPREGO.html

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A nova entrevista de trabalho

Se você tem considerado a hipótese de mudar de empresa ou está interessado em participar da seleção de uma grande companhia, prepare-se. A entrevista de emprego ficou mais complicada. Descarte as velhas respostas prontas para perguntas como "Por que você quer esse trabalho?" e "Onde você se imagina daqui a cinco anos" e acostume-se à ideia de contar aos entrevistadores sobre sua vida pessoal e características de personalidade que vão muito além do tradicional "Fale-me sobre seus principais pontos fortes e fracos". Antes, interessava ao empregador conhecer o currículo do candidato e as experiências profissionais que pudessem contribuir para o desempenho do funcionário no cargo pretendido. 

"O PRINCIPAL ERRO QUE UM CANDIDATO PODE COMETER É NÃO CONHECER A CORPORAÇÃO, NOSSA CULTURA. COM TANTA INFORMAÇÃO DISPONÍVEL NA INTERNET, ISSO DEMONSTRA PREGUIÇA E FALTA DE INTERESSE" Cícero Barreto, diretor comercial e de marketing da Omint 

O processo era mais rápido e o nível de conhecimento sobre a personalidade, o caráter e o comportamento do candidato era avaliado de forma superficial. Essas dimensões eram consideradas importantes, mas não havia uma predisposição para escarafunchar esses tópicos na entrevista de emprego. Hoje, isso mudou. As empresas, principalmente as grandes corporações, estão mais exigentes na hora de contratar.

A análise do currículo está mais criteriosa, o processo de seleção ganhou mais etapas e ficou mais longo. Isso se deve ao aumento do número de competências que são verificadas. Em média, o candidato a um posto de nível médio deve estar preparado para enfrentar uma bateria de seis entrevistas, feitas por gestores dos diversos departamentos que vão interagir com o novo funcionário. "A contratação para um posto gerencial tem durado cerca de dois meses, para um posto de direção, em torno de seis meses e para a presidência, até dez meses", afirma Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens & Minarelli, consultoria de recolocação.

As competências pessoais e os valores das pessoas se tornaram determinantes para a contratação. Informações sobre história de vida, visão de mundo, crenças e desejos passaram a fazer parte das entrevistas. A ideia é saber o quanto o perfil do candidato está alinhado à cultura da empresa. Segundo a Society for Human Resource Management, entidade que reúne profissionais e consultorias de RH nos Estados Unidos, hoje, 54% dos recrutadores baseiam sua decisão final de contratação na "química" com o candidato. As companhias têm percebido que a maior parte das demissões ocorre por dificuldades de adaptação ao ambiente e à filosofia da empresa. 


Quando o candidato não está feliz na companhia, mais cedo ou mais tarde acaba saindo. "E o processo para substituir a contratação que falhou sai caro, seja pelo custo de uma seleção, seja pelo desgaste da equipe numa troca de chefia, ou pelo atraso no cronograma que essas transições provocam", diz o consultor de carreira e coach Nélio Bilate. Para conquistar a vaga de gerente financeiro do Shopping Curitiba, que pertence à BR Malls, o administrador de empresas Daniel Momoli, de 31 anos, percebeu o quanto o processo de entrevista está mais complexo.

No início deste ano, precisou conquistar a aprovação de sete pessoas. "Em empregos anteriores, eu só passava pelo RH e pelo meu futuro supervisor", compara Daniel. Numa das etapas ele teve de fazer um teste de ética, com cem perguntas. "Precisei dizer o que pensava sobre uso de drogas, suborno, mentira e transgressão de regras entre a população", recorda. "Até minha expressão corporal durante essa etapa foi avaliada." 




IMPREVISIBILIDADE 


As perguntas feitas pelos entrevistadores também mudaram, com o objetivo de extrair respostas mais espontâneas. Entram em cena questões como "Quanto você sente que controla o seu destino" e "Dê uma nota de 1 a 10 à sua felicidade", por meio das quais os recrutadores avaliam quesitos como autoconfiança, autonomia e atitude entusiasmada ou pessimista do candidato. Isso porque as empresas estão cada vez mais preocupadas com a qualidade do ambiente de trabalho e o impacto que as pessoas têm sobre ele. Segundo o Guia VOCÊ S/A-EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar, as 150 companhias listadas têm uma rentabilidade sobre o patrimônio de 12,7%, ante 3,5% das empresas presentes na lista das 500 Maiores & Melhores, publicada pela revista EXAME. 
As empresas também querem saber se o candidato consegue equilibrar vida profissional e pessoal. "Pergunto aos profissionais como se divertem e o que fazem nos momentos de lazer", diz Fábia Barros, gerente da Foco Talentos. "Digo que quero saber como o candidato é quando está de bermuda e chinelo." O relacionamento familiar, aliás, ganhou lugar de destaque.

O headhunter Gilvan Delft, diretor da Page Personnel, conta que, antes de contratar, alguns clientes fazem questão que uma das entrevistas aconteça na frente da mulher do candidato, durante um jantar. "O candidato dificilmente vai conseguir mentir quando perguntarmos se ele consegue equilibrar bem vida pessoal e trabalho e se realmente tem disponibilidade para viajar ou se mudar", conta o headhunter.

O administrador de empresas Denício Neto, de 32 anos, foi contratado há cerca de um ano para uma vaga de executivo de atendimento e relacionamento na Totvs. A vaga exigia habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal para vender softwares de gestão corporativa. "Para essa atividade, não basta ter o conhecimento técnico sobre o programa, é preciso falar a mesma língua dos empresários." Para avaliar a capacidade de Denício se relacionar, os entrevistadores fizeram perguntas sobre sua infância. "O headhunter me perguntou se fui uma criança extrovertida e se tinha facilidade para fazer amizades", recorda o executivo.


PROVA DE FOGO 
Exemplos de perguntas que têm sido feitas nas entrevistas de trabalho e o que elas querem dizer: 




  • SE VOCÊ TIVESSE MORRIDO, O QUE SERIA ESCRITO EM SUA LÁPIDE? 

O objetivo da pergunta é fazer com que o candidato se descreva como pessoa fora do contexto profissional . Outras empresas ainda optam pela manjada "Quem é você?". 



  • SE TIVESSE 1 MILHÃO DE REAIS, QUE EMPRESA VOCÊ ABRIRIA? 

A pergunta testa o grau de identificação do candidato com o ramo de atividade da companhia que está contratando. 



  • DE QUE FORMA VOCÊ BUSCA AUTOCONHECIMENTO? 
Em vez de perguntar se a pessoa busca autoconhecimento, a questão pede uma resposta que contenha exemplos e, assim, desmascarar os que não fazem isso. 



  • O QUE SEUS PAIS PENSAM SOBRE SUAS ASPIRAÇÕES?
A pergunta avalia autoconfiança e o tipo de postura que o candidato foi incentivado a ter ao longo da vida. "Pessoas que recebem apoio dos pais e são incentivadas tendem a ser mais empreendedoras e independentes", diz o coach Nélio Bilate. 



  • NUMA ESCALA DE 1 A 10, QUE GRAU DE CONTROLE VOCÊ TEM SOBRE SEU DESTINO? 

A questão testa a iniciativa do candidato, a capacidade de assumir a responsabilidade por suas decisões e escolhas e sobre o que espera realizar em sua vida. 



  • PROFISSIONALMENTE, QUAIS SÃO AS TRÊS COISAS QUE VOCÊ MAIS SE ENVERGONHA DE TER FEITO? 
O objetivo é checar o senso de autocrítica e a resistência da pessoa a frustrações. 



  • SEU SUPERIOR SERÁ PROMOVIDO. VOCÊ QUER A VAGA DELE? O QUE VAI FAZER PARA CONSEGUIR ISSO? 

A resposta do candidato vai permitir avaliar caráter, ambição e vontade de crescer. É uma forma de conhecer seu tipo de personalidade. 



  • VOCÊ JÁ PRECISOU ABRIR MÃO DE ALGUMA COISA NA SUA VIDA EM NOME DE OUTRA? 
Aqui, a partir da história contada pelo candidato, os entrevistadores vão avaliar o que ele realmente valoriza e prioriza e o quanto está disposto a ceder para agarrar a oportunidade da vaga. 



  • POR QUE ESCOLHEU ESTA EMPRESA E NÃO A NOSSA CONCORRENTE? 



O interessado vai ter de demonstrar conhecimento sobre a cultura da companhia para a qual está se candidatando. A ética do candidato é analisada, já que se observa se ele vai falar mal do concorrente. 



  • QUAIS SÃO SUAS PERGUNTAS?
Os recrutadores esperam que o candidato faça perguntas. Além de demonstrar interesse em conhecer a empresa, quem pleiteia o posto demonstra curiosidade e vontade de aprender.



"OS CANDIDATOS MAIS JOVENS COSTUMAM TER MAIOR ABERTURA PARA O NOVO MODELO DE ENTREVISTA. OS ALTOS EXECUTIVOS TAMBÉM, PORQUE ESTÃO MAIS FAMILIARIZADOS COM PROCESSOS DE SELEÇÃO. QUEM CHEGA MAIS DESPREPARADO PARA ESSE TIPO DE SITUAÇÃO SÃO OS CANDIDATOS DE MEIA IDADE E NÍVEL MÉDIO, QUE SE MOSTRAM MAIS TRAVADOS" Fábia Barros, gerente da Foco Talentos

AUTOCONHECIMENTO 

No Brasil, uma das empresas onde a busca pela "química perfeita" com o candidato é mais emblemática é a Natura. Autonomia, iniciativa e sustentabilidade são itens verificados na entrevista. "Conta muito a capacidade de assumir responsabilidade pelas ações e escolhas que faz na sua vida e na carreira", explica Rogério Chér, diretor corporativo de RH da Natura.

Manuela Bernis, de 39 anos, aprovada recentemente na seleção para gerente de recursos humanos da Natura, teve de responder perguntas como "Em que momento da sua vida o autoconhecimento fez a diferença?". Até assuntos considerados polêmicos, como religião, foram abordados. "Falar de religiosidade era um tabu para mim porque considerava uma questão pessoal", diz ela. 
Agora, a executiva avalia positivamente o grau de abertura desde a contratação. "Como houve muita transparência de ambas as partes, sinto que a empresa me conhece bem e eu a ela. Sinto que fui escolhida, mas que também escolhi e isso só aumenta o meu comprometimento", diz. Em maior ou menor grau, o desejo de saber mais sobre o caráter do candidato tem aparecido nas entrevistas.
Na seleção do trainee Fábio Lima, de 27 anos, no grupo Ale, o entrevistador o questionou sobre seu alinhamento com um dos valores do grupo — o respeito pelas pessoas.
Fábio relatou um fato que até então não julgava relevante para a seleção: durante o tempo em que morou na Austrália, trabalhou como faxineiro e como entregador de pizza. "Fui destratado em várias ocasiões e aprendi na pele o que é respeito pelas pessoas.
Essa experiência valeu minha aprovação no processo", diz. O principal conselho que ele dá para quem pretende passar por um processo seletivo é o autoconhecimento. "Seja autêntico e espontâneo, e não tente dançar conforme a música, porque certamente não vai funcionar", avisa Fábio.

"QUANDO O CANDIDATO ESTÁ DESCONFORTÁVEL SOBRE ALGUM TEMA, INSISTIMOS. É A CHANCE DE CONHECÊ- LO EM UMA SITUAÇÃO REAL. AQUI, SUAS PROPOSTAS NEM SEMPRE SERÃO ACEITAS E É PRECISO AVALIAR A CAPACIDADE DE RESISTÊNCIA À FRUSTRAÇÃO" Marcio Fróes Torres, vice-presidente de gente e gestão da AmBev


COMO SE PREPARAR 
Se a entrevista mudou, também muda a forma como o candidato deve se preparar para ela. Abaixo, as principais dicas dos consultores: 
1 FAÇA UMA REFLEXÃO PESSOAL: é importante conhecer-se bem. Para saber quais são seus pontos fortes, antes de ir à entrevista, faça uma reflexão sobre quem é você. 
2 CONHEÇA A CULTURA DA EMPRESA: se o recrutador revelar onde é a vaga, procure se informar ao máximo não só sobre o ramo de atividade e momento atual da companhia, mas também sobre sua cultura e a filosofia. Identifique a imagem que a empresa passa e os valores que ela espera dos seus colaboradores fazendo uma varredura na internet.
3 USE A TECNOLOGIA A SEU FAVOR: procure no LinkedIn perfis de líderes da companhia à qual está se candidatando. Analisar como eles se descrevem e se têm um passado profissional, que inclui empresas com um determinado perfil e filosofia, pode render informações preciosas sobre o tipo de profissional que buscam. Inscreva-se também em serviços de alerta de notícias para saber o que vem sendo publicado sobre a companhia. 
4 CONHEÇA O PROCESSO SELETIVO: sites internacionais, como o Glassdoor.com, possuem ferramentas que permitem ler relatos de pessoas entrevistadas pela mesma companhia na qual você deseja trabalhar. Essa dica ajuda quem se candidata a postos em multinacionais, dando uma prévia da seleção. 
5 TENHA UM ESTOQUE DE EXEMPLOS: uma vez que você identificou suas principais habilidades, e que esteja informado sobre os valores e as metas da companhia, faça um levantamento de histórias vividas por você que lhe ajudem a demonstrar que está preparado para trabalhar dentro da filosofia da corporação. Não vai ser suficiente para apenas afirmar que tem determinadas qualidades. Para ser aprovado, é preciso dar exemplos. Esteja preparado. 
6 INFORME E EXPLIQUE: cada pergunta tem um propósito e o entrevistador vai tirar uma conclusão sobre você a partir das suas respostas. Então, cada vez que der uma informação sobre sua vida, acompanhe de uma breve explicação do porquê essa circunstância foi positiva. Isso evitará os preconceitos. Se for informar que é filho único, por exemplo, antes que o recrutador possa interpretar que você é mais individualista, enfatize o lado positivo dessa situação, que o forçou a fazer amizades fora do âmbito familiar e se tornar mais aberto a conhecer novas pessoas.


APARÊNCIA 
COMO SE VESTIR PARA A ENTREVISTA DE EMPREGO 


O ambiente de trabalho está mais informal. Até as instituições financeiras vêm abolindo a obrigatoriedade do terno e gravata. Desde janeiro, o banco Santander parou de exigir esse tipo de traje na empresa. Mas a aparência ainda conta pontos na entrevista de trabalho.
Adequação é a medida certa. "Do mesmo jeito que você vai se fazer notar se for de terno para um passeio de domingo no parque, também vai chamar a atenção se for para a entrevista vestido como quem vai para o parque", diz André Ferreira da Silva, superintendente de RH do Santander. Os especialistas sugerem que os candidatos continuem investindo na apresentação.
No livro Casual Power, a autora americana Sherry Maysonnave lembra que a maneira de se vestir é o componente primário da imagem pessoal e tem um grande poder de comunicação. "O desafio hoje é ter habilidade para se vestir de forma casual e transpirar tanto poder, autoridade e credibilidade quanto ao usar um terno", escreve. 



DICAS DE IMAGEM: 
Atraia, não distraia: Fique atento à maneira como as pessoas de sucesso do seu ramo se vestem. 
Cuide dos acessórios: Sapatos podem comprometer todo um visual bem cuidado se estiverem sujos, estragados ou com saltos desgastados. 
Tenha um bom corte de cabelo: Um corte de cabelo bem resolvido economiza tempo por ser mais fácil de ajeitar. 
Transmita autoconfiança: Para as mulheres, um pouco de maquiagem bem aplicada está associado à atenção aos detalhes. Para homens, um belo sorriso tem o mesmo efeito. 
Controle a respiração: Um ritmo apressado denota estresse. Antes de entrar para a entrevista, respire profundamente. Isso vai acalmá-lo e corrigir sua postura. 
Fonte: Casual Power, de Sherry Maysonnave 

Fonte Você S/A  - Junho/2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O que perguntar durante a entrevista para contratar um funcionário

O que perguntar durante a entrevista para contratar um funcionário

CAROS ALUNOS, ASSIM COMO AS EMPRESAS SE PREPARAM NA HORA DE CONTRATAR UM PROFISSIONAL É IMPORTANTE QUE OS PROFISSIONAIS TAMBÉM PREPAREM-SE NA HORA DAS ENTREVISTAS DE EMPREGO. ABAIXO, SEGUE UM LEVANTAMENTO FEITO PELA MANPOWER E PUBLICADO NA REVISTA PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS. NÃO CUSTA DAR UMA LIDA PARA SABER SE VOCÊ ESTÁ PREPARADO.

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FONTE: ESTA REPORTAGEM É UM EXTRA DA MATÉRIA "COMO CONTRATAR FUNCIONÁRIOS EXCELENTES", PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DE PEQUENAS EMPRESAS & GRANDES NEGÓCIOS (ED. 259 - AGOSTO/2010)

CONFIRA QUESTÕES FUNDAMENTAIS PARA INVESTIGAR SE O CANDIDATO TEM O PERFIL DESEJADO PARA TRABALHAR NA SUA EMPRESA. AS PERGUNTAS FORAM ENUMERADAS POR CARMEN BENET, COORDENADORA DE RECURSOS HUMANOS DA CONSULTORIA MANPOWER, E DANILO CASTRO, DIRETOR DA CONSULTORIA PAGE PERSONNEL

Por Mariana Iwakura


· Conte-me sobre seu último trabalho (ou seu trabalho atual).

· Em seu último trabalho, quais foram as suas realizações mais importantes?

· Qual foi o último feedback de desenvolvimento que você obteve? Quais atitudes você tomou para melhorar o seu desempenho?

· Se eu conversasse com o seu ex-chefe, quais pontos positivos e negativos ele destacaria sobre você?

· Descreva uma situação profissional em que você encontrou um problema difícil. O que fez para resolvê-lo?

· Como você distribuiria seu tempo se tivesse de executar todas as atividades de um departamento?


· Quais são os principais pontos que você valoriza em uma organização ou equipe?

· Considerando o seu trabalho atual, quais são, para você, as diferenças entre atuar em um pequeno negócio e em uma grande empresa?

· Quais são, para você, os pontos positivos e os negativos de atuar em uma empresa de pequeno porte?

· Qual é sua opinião sobre a participação da família que é dona da empresa na gestão dos negócios?

· Como você descreveria seu temperamento?

· Você tem hobbies? O que faz no seu tempo livre?

· Se você pudesse começar tudo de novo, o que faria de diferente na sua carreira?

· O que o motivou (ou motiva) a sair do seu emprego atual?

· Quais são as suas ambições para curto, médio e longo prazos?

· Como a empresa pode contribuir para o seu desenvolvimento?

· O que você achou da proposta oferecida para esta vaga?


http://professoraeconsultora.blogspot.com/2010/08/o-que-perguntar-durante-entrevista-para.html