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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O que fazer para melhorar a produtividade em 2012?


Especialista garante que a má otimização dos processos é uma das principais causas da falta de competitividade dos preços

Assim como a maioria dos empresários brasileiros, eu compartilho da preocupação referente à falta de competitividade dos preços dos nossos produtos frente aos concorrentes estrangeiros. Entendo que uma (e talvez a principal) causa disso pode ser a seja a baixa produtividade dos processos, que ocorre por vários motivos – desde parques industriais desatualizados até a falta de ferramentas gerenciais adequadas, mas também pelo próprio desinteresse da alta direção das empresas no assunto.

Em 1987, o professor João Carlos Hopp, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sabiamente disse: ”o administrador financeiro da década de 80 está inteiramente absorvido na tarefa de fazer dinheiro pela administração do próprio dinheiro e está cada vez mais divorciado do processo de geração dos lucros operacionais”.

Infelizmente, esta afirmação ainda é uma realidade tanto pela falta de opções em ferramentas gerenciais como também porque atuar neste campo dá muito trabalho e, por puro comodismo, deixam de lado esse importante gerador de lucros. E então, “os asiáticos agradecem”.

E quando o assunto são os problemas do nosso País para conseguir equiparar os preços com concorrentes como China e Japão, podemos destacar:

●    Alto custo Brasil (impostos, taxas etc.);
●    Paridade do dólar;
●    Falta de financiamento (ou dificuldade para conseguir esse tipo de auxílio);
●    Mão de obra cara.

A busca por mais produtividade ainda carece de ações e a indústria nacional engatinha frente aos concorrentes asiáticos nesse assunto, o que eleva exponencialmente a busca na excelência em competitividade.

Esta excelência, que precisa ser objetivada, só é alcançada quando as ações nos processos vislumbram quatro ciências: administração, economia, engenharia e marketing, que em sinergia atuam em qualquer empresa, cada uma com a sua importância, mas uma completando a outra.

O ciclo operacional de uma empresa qualquer, obrigatoriamente inicia-se pela previsão de vendas, o que tecnicamente deve ser elaborada por marketing e aprovada pela alta direção. O que deveria ser a única referência de projeção de demanda aos outros departamentos, na prática não é.
Ao adquirir um maquinário ultramoderno, por exemplo, uma grande empresa garante produção em menor tempo. No entanto, este ganho fica praticamente restrito à área técnica (no caso, a engenharia), e não é corretamente utilizado pelas outras três áreas.

Isso acontece não por falhas de comunicação, mas porque boa parte das empresas operam com políticas e ferramentas gerenciais inadequadas de custeio e de precificação (quando as têm), e sequer conseguem mensurar estes benefícios técnicos quanto mais repassá-los aos custos e, consequentemente, aos preços de cada produto de direito. Esta é a amplitude que o ganho de produtividade deve ter para a excelência.

Já nas pequenas e médias empresas, dá para contar nos dedos as que possuem algum tipo de registro dos processos. Ou seja, nem as receitas dos próprios bolos possuem e os esforços que fazem no seu dia a dia para melhorar a produtividade se tornam ínfimos, por serem feitos sem nenhum planejamento e sem a correta medição. Portanto, as maiores e principais ações não são executadas, o que compromete e muito a excelência.

Como começar?

Para obter a excelência em produtividade e competitividade necessárias uma empresa precisa ter:

●    Fichas de processos – Os processos produtivos de cada item devem minuciosamente ser fielmente descritos, operação por operação, máquina por máquina, setor por setor, uma vez que sem a receita de cada bolo nada se faz;
●    Horas paradas – É imprescindível registrar, analisar, acompanhar e controlar as horas improdutivas da empresa, já que é possível contabilizar perdas de 12% a 40% das horas disponíveis;
●    Horas produtivas – As indústrias se concentram na racionalização dos tempos produtivos, mais especificamente nos tempos padrões, achando que estão agindo nos tempos totais, mas não estão. Em um processo produtivo, atuam os seguintes tempos:

a) Tempo de Preparação: tempo para preparar uma máquina ou célula para produzir um determinado item;
b) Tempo Padrão: tempo que um operário treinado normalmente leva para produzir um item;
c) Permissões: é o tempo que se perde com necessidades pessoais, recebimento de instruções, ritmo, posição de trabalho etc.;
d) Tempo Total = tempo de preparação + tempo padrão + permissões

Ao focar apenas no tempo padrão, as empresas deixam de lado outros tempos importantes, em que ocorrem perdas extremamente representativas que podem até ser mais relevantes do que os próprios tempos padrões em certas ocasiões.

Por último, é importante destacar quatro pontos que precisam ser extremamente valorizados:

1.    Gestão de pessoas
2.    Análise/Engenharia de Valores
3.    Metodologia de Custeio, Horas Paradas e Precificação
4.    Participação da alta direção

Assim, considero que esta excelência na produtividade e competitividade deva ser objetivada constantemente, e que qualquer empresa corretamente orientada por um especialista e que conte com formas gerenciais eficientes pode certamente ser capaz de conquistar esses objetivos.

Luiz Carlos Freire Cimatti é sócio-diretor da LC Consultorias, que fornece soluções em gestão para pequenas e médias empresas. Há 35 anos atua nas áreas de precificação estratégica, custeio, avaliação de marca, processos e demais aspectos da gestão empresarial.
Portal HSM
20/01/2012


FONTE: http://www.hsm.com.br/editorias/gestao/o-que-fazer-para-melhorar-produtividade-em-2012 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Produtividade interpessoal

Executivo ensina a administrar obrigações para obter grandes resultados
31/10/2011 10:55
*Marco Darvas 

Exercida de cima para baixo nas organizações, a pressão do mundo do trabalho vem tornando cada vez mais longínqua a possibilidade de sermos individuais ou independentes, apesar de sermos constantemente cobrados pela nossa sociedade nesse sentido. Como conciliar o número cada vez mais frequente de tarefas e interrupções profissionais com a demanda de produtividade também crescente, e ao mesmo tempo, obtermos a tão sonhada liberdade? 

Bombardeados diariamente por tecnologias que deveriam supostamente nos auxiliar em nossos cotidianos, nossas jornadas de trabalho estão nos trazendo uma tremenda sensação de frustração advinda de muito esforço com pouco resultado prático palpável. E-mails, smartphones, chefes e reuniões - sobretudo esses dois últimos -- têm sido responsáveis pelos desvios de rotas da nossa produtividade e representam o maior obstáculo em termos de descontinuidade em concentração ou interrupção do trabalho -- isso é fato. Como então valorizar a chamada Produtividade Interpessoal em meio a esse cenário?

É importante considerar que dependemos de um sistema composto por pessoas, que se relacionam entre si e que o papel de cada colaborador no processo produtivo de uma organização requer um constante olhar das pessoas. Não basta culpar a avalanche de atividades que soam desnecessárias e acabam sobrecarregando várias pessoas simultaneamente; é preciso criar um hábito de checagem "constante" dessa navegação. 

Para os líderes é fundamental entender que mostrar o caminho, sair de cena, delegar, e se mostrar disponível para apoiar os seus liderados -- para que em conjunto todos possam caminhar -- é um desafio constante de todos os envolvidos. Mas não se enganem: dependerá também de quem se encontra em escalões mais baixos estabelecer os limites ou solicitar tempo (para a continuidade) ou para finalizar qualquer coisa que esteja faltando no que se pretende alcançar.

O olhar de onde você está para aonde você quer chegar ajuda a cultivar o hábito a ser adquirido, visto que o fluxo interdependente de informações se renova a cada instante e deve alimentar a cadeia produtiva composta em três fases distintas: o planejamento ou preparação, a execução ou caminho e a obtenção de estágios que podemos definir como realidade atual (o aqui e o agora) ou a realidade a ser alcançada (metas e objetivos), inerentes a qualquer projeto. 

Uma dica de caminho é então nos perguntarmos qual o nosso papel, onde estamos, para onde vamos? Perguntas que independente do nível hierárquico constituem-se num dos pilares de treinamento em produtividade em qualquer campo, seja ela em reuniões eficazes ou em uma simples comunicação entre pessoas. É isso o que chamamos de comunicação produtiva.

Responder a essas questões é de extrema valia, principalmente se você se encontra no rol de pessoas que querem levar o mundo nas costas e dizem sim para qualquer coisa no seu entorno. Esse diálogo interno costuma ter um efeito poderoso no sentido de identificar quando a nossa presença não mais é necessária num projeto ou reunião. Dar e receber feed back também é valioso: é a chave para cultivar uma relação honesta com você mesmo e com os outros.

O que buscamos eliminar no universo produtivo é a sensação de estarmos em permanente "dívida": cansaço ou insatisfação estarão sempre presentes na medida em que não conseguirmos nos livrar do que chamamos de "incompletos". Em poucas palavras, você não se cansa pelo que faz, mas pelo que não faz. Papéis e e-mails desorganizados só pioram o nosso sentimento de devedores. 

A possibilidade de minimizarmos essas frustrações é criarmos para nós e para os outros regras claras e negociadas. Aceitar que você escorrega ou repete erros, por exemplo, é uma atitude nova que pode ser incorporada coletivamente, criando chances de mudança. É em momentos desse tipo que poderemos dividir com o outro as dificuldades e corrigir a rota, se houver necessidade. 

Vivemos em uma sociedade cada vez mais interdependente, mas que ainda assim cultua a navegação independente do 'leve, livre e solto'. E nessa luta entre teoria e realidade nos esquecemos de um princípio essencial: de que a nossa capacidade produtiva é diretamente proporcional à nossa capacidade de 'relaxar' e de compartilhar durante o processo. Reflita, experimente e convide quem está ao seu lado a fazer o mesmo. Você verá que não está sozinho nessa jornada e que mudar depende de cada um, mas também do grupo. 

*Marco Darvas ministra treinamentos na área de produtividade pessoal



sábado, 10 de dezembro de 2011

Fatores que melhoram o desempenho dos profissionais

Fatores que melhoram o desempenho dos profissionais
Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 

Muitas vezes, um profissional pode dominar competências técnicas e comportamentais para atender às expectativas da organização. No entanto, não é apenas a boa vontade e o empenho do funcionário que exercem influência sobre sua performance, afinal a empresa que o contratou também tem que dar suporte para que suas equipes sintam-se estimuladas a vencer e a superar desafios todos os dias. Confira abaixo, fatores que quando somados impactam positivamente nos resultados e na entrega dos talentos organizacionais.
1 - Liderança - A atuação do líder junto à sua equipe é fundamental, para que a obtenção de resultados surja não apenas como uma meta a ser atingida, mas sim como um desafio que permita aos liderados entenderem que aquele momento que vivenciam é uma oportunidade de desenvolvimento. Nesse sentido, a liderança precisa trazer consigo e colocar em prática competências técnicas e comportamentais.
2 - Valorização - Quando a pessoa que realiza um bom trabalho, dá o melhor de si e supera até mesmo as expectativas do que lhe foi solicitado, muitas vezes, para continuar naquele ritmo acentuado de motivação espera, no mínimo, que seu esforço seja reconhecido. Há organizações que possuem políticas de gratificações, mas nem sempre a remuneração é suficiente para motivar o profissional. Prova disso, é que muitas empresas já constataram que uma cesta de benefícios atraentes, por exemplo, não é suficiente para reter um talento. Existe também a valorização que se revela através do reconhecimento verbal ou de um feedback, desde que dado pelo gestor e seja bem conduzido.
3 - Diálogo - Infelizmente existem empresas que pensam que uma boa política de comunicação interna se faz através de um processo unilateral. No entanto, não basta apenas repassar informações através de canais internos por mais que esses tenham o respaldo da alta direção e um visual atraente. Para que haja um processo eficaz é indispensável escutar o que pensam os profissionais. Além dos canais internos, a comunicação corporativa também se fortalece pelo relacionamento face a face, situação muito relevante para o bom entendimento entre líder-liderados.
4 - Equipe - Não há quem consiga "carregar" sozinho e em suas "costas" uma empresa. Por isso, trabalhar em equipe tornou-se uma competência muito valorizada para as organizações que buscam formar equipes estratégicas. Nesse momento, entram em cena outros fatores indispensáveis como: assertividade, empatia, vontade de compartilhar o conhecimento com o colega de trabalho e saber pedir ajuda, quando necessário.
5 - Metas - Toda empresa necessita trabalhar com foco em resultados e por esse motivo são determinados planos de ação. Contudo, de nada adianta traçar objetivos que fogem à realidade e tampouco podem ser conquistados do "dia para a noite" ou "num passe de mágica". É extremamente viável estabelecer metas com tempo suficiente para que essas possam ser atingidas. Caso contrário, o resultado será uma equipe estressada e formada por profissionais que não sabem qual rumo devem tomar para cumprir os prazos determinados.
6 - Apoio - Se as metas são cobradas dos profissionais, a empresa precisa dar respaldo para que os funcionários possam atingi-las. Trocando em miúdos: para realizar um bom trabalho, os profissionais precisam contar com os equipamentos necessários para a execução das suas atividades.
7 - Ambiente saudável - Não existe algo mais desagradável do que chegar ao ambiente de trabalho e encontrar o local desprovido das mínimas condições de higiene. Não destaco aqui uma infraestrutura requintada, mas sim uma que permita aos funcionários acesso a salas, banheiros ou refeitórios limpos. Um lembrete: sempre será bem-vinda uma campanha de conscientização interna para lembrar que o local de trabalho saudável só existe, quando os funcionários também fazem a sua parte. Afinal, de nada adianta pedir ao pessoal da limpeza que recolha o lixo, se os profissionais jogam as "bolinhas de papel" no cesto.
8 - Avaliação do clima - Acompanhar os bastidores do que ocorre nos "corredores" da organização é uma estratégia para avaliar o clima organizacional. Independentemente da ferramenta utilizada, os dirigentes devem identificar os pontos fortes da gestão, bem como os fracos e aqueles que precisam ser trabalhados, a fim de que possam ser evitados problemas futuros que impactem negativamente no desempenho dos profissionais.
9 - Carreira - O funcionário que veste a camisa da empresa e se aplica com tenacidade às suas responsabilidades tem em mente que sua dedicação trará resultados não apenas para a organização, mas também para sua carreira. Sempre que possível, a empresa deve manter um canal aberto para conversar com o funcionário e saber o que ele espera em termos de perspectivas de ascensão profissional. A partir do momento em que se elabora um plano de carreira, por exemplo, ganha tanto a empresa quanto o colaborador porque ele buscará o desenvolvimento de novas competências técnicas e comportamentais que abrirão novas oportunidades de crescimento interno.
10 - Xô estresse - Diante de tanta exigência no meio organizacional, a presença do estresse tornou-se inevitável. Para que seus níveis não ultrapassem os limites aceitáveis e prejudiquem, consequentemente, o desempenho dos funcionários as empresas podem recorrer a ações simples como: promoção de atividades que deixem o ambiente de trabalho mais descontraído; adoção de ginástica laboral; criação de um espaço para que as pessoas possam tomar um cafezinho quando a mente "travar"; realização de atividades que registrem datas comemorativas com confraternizações ou atividades de lazer. Os investimentos em QVT nem sempre exigem investimentos elevados, mas podem proporcionar resultados significativos para o dia a dia da empresa.

O espírito de equipe

O espírito de equipe
Por Luís Sérgio Lico para o RH.com.br 

Algumas situações são sintomáticas nas organizações. Por exemplo, quando se quer melhorar as coisas e não se vê saída, sempre ouvimos a seguinte expressão: "Precisamos melhorar o espírito de equipe".
Fico pensando que tipo de fantasma será esse que todos perseguem e que, uma vez alcançado resolveria os problemas. Deste ponto de vista, parece que as pessoas são o grande fator de desajuste nas empresas e, bastaria apelar para a consciência de uma condição intangível, para evitar a fragmentação. Afinal, tudo aquilo que não pode ser mensurado em milissegundos e replicado ad aeternum, está na esfera do humano.
Mas, nos dashboards corporativos, não devemos esquecer que pessoas são apenas um terço da pizza. Também existem processos e ferramentas do modo produtivo, que se não estiverem adequadas, produzem mais dor que felicidade. Mais que isto: existem intrincadas redes relacionais de interação entre estas três dimensões e que compõe um cenário dinâmico, sem falar na questão do meio envolvente externo.
Logo, quando se fala em teambuilding, deve-se ter em mente não apenas indivíduos e seus supostos gaps, mas sua maneira de atuar no ecossistema corporativo, incluindo aí a instância crítica do comportamento frente a estas divisões.
Claro que uma organização significa a união de esforços, visando um fim produtivo e útil (embora poucas realmente cumprir este papel), que desenvolve suas atividades dentro de padrões estabelecidos, rumo a objetivos bem determinados. Mas, a pressão rotineira por metas e resultados, frente à maneira pela qual são feitas as coisas também determina os resultados alcançados. Isto significa que as ações, em qualquer profissão, precisam de um sentido claro, que oriente todo o trajeto de esforços diários.
Fora isto, poucos parecem levar em conta que existe toda uma trajetória de vida, que inclui desde a formação educacional e cultural deficitária do brasileiro, até as crenças, os valores e as necessidades do capital humano e que também deve ser considerada na equação. Mas, como a miopia organizacional é sempre o maior fator de atraso, a tendência de pessoas que lideram é colocar a culpa nas pessoas que devem ser lideradas. É aí que morre a responsabilidade social empresarial, não importa quantas cestas básicas ou ingressos o patrão distribua, pois o abatimento fiscal não proporciona aderência.
Contudo, se o caso é "mexer com o pessoal", precisamos entender que, frente a este cenário, fazer de um amontoado de colaboradores uma equipe de trabalho é realmente um grande desafio. Ali estão envolvidas algumas particularidades como comunicação aberta, disposição permanente para alinhar processos, melhorar ferramentas, instituir práticas democráticas, melhorar a delegação e permitir a flexibilidade no exercício das funções.
Não basta apenas chamar a atenção ou colocar cartazes pedindo a colaboração. Devemos estar atentos a tudo o que facilite o exercício das capacidades individuais e uma atuação criativa e saudável de cada um. É preciso criar espaços para a expressão humana e adequar as disciplinas. Fora isso, devemos lembrar que sempre cobramos posturas pró-ativas, mas esquecemos de três aspectos cruciais e uma quarta dimensão de instância ética:
1 - Desde o maternal até a faculdade, ninguém foi ensinado como aprender a aprender.
2 - Nunca nos avaliaram de forma coerente, de forma a possibilitar o melhor desenvolvimento de nossas competências e aptidões. Nem houve o menor suporte a estas possibilidades ou sequer pensaram em formar indivíduos conscientes.
3 - Neste mesmo trajeto, apenas em busca de reposição de peças, a educação brasileira sempre formou pessoas para serem funcionários, ou seja: focados estritamente na "atividade". Nunca formou empreendedores e nos ensinou a lidar com padrões de decisão, análise e risco.
4 - Corporações, em geral, assim como os consumidores não se interessam pelo bem estar planetário ou individual. Os primeiros desejam, mormente, produzir, reduzir custos e aumentar a lucratividade. Os segundos apenas querem acesso aos bens produzidos, utilizá-los e depois, descartá-los, para adquirir novos. É uma equação social sinistra.
Mas, voltando ao ponto das equipes, temos aqui exato momento onde o caldo entorna. Dificilmente o individualismo reinante consegue transpor barreiras. O espírito de equipe é essencial para o alcance do sucesso, mas historicamente esta condição sempre esteve ligada a um objetivo superior. Uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com posicionamentos isolados. Isso vale para qualquer área da nossa vida, especialmente a profissional. Porém, o que vemos é o egoísmo imperar!
Mas, se apenas desejarmos, de um lado, obrigar as pessoas a entregar toda sua capacidade produtiva, desprezando as pedras angulares da humanidade e dignidade, teremos na outra face da moeda profissionais que apenas entendem a organização como fonte de renda e espaço ocupacional compulsório. Assim, a conta nunca fecha! Existe uma profundidade intensiva de redes relacionais que deveriam estar interconectadas, mas na verdade estão em curto circuito.
Vivendo em ambientes confinados, lutando contra a assimilação corporativa do tempo individual, e desejando adquirir cada vez maiores quantidades de produtos, acabamos acumulando enormes índices de culpabilidade. Tanto que um dos mais interessantes hoaxes da Web nos dá conta que um novo produto chamado "Sacos de Culpa Descartáveis" apareceu no mercado Norte Americano, causando estrondoso sucesso.
Consistia, segundo a lenda, de um conjunto de dez simples sacos marrons, em que foram impressas as seguintes instruções: "Coloque o saco com firmeza sobre a boca, respirar fundo e explodir toda a sua culpa para fora, em seguida, descartar o saco de imediato". A maravilha disso é que a Associated Press relatou que 2.500 kits foram rapidamente vendidos a $2.50 por kit. Pena que não consegui comprar um!
Mas, será que podemos dispor de nossa culpa tão facilmente? Mas, no que ela consiste, senão na intuição clara de vivermos num mundo incompreensível, onde tememos confiar uns nos outros e necessitamos levar vantagem em tudo? O desespero oculto em nosso modo de vida leva à busca de soluções fáceis, indolores, para todos os descasos.
Só que, não há nada nesta terra bastante poderoso em si mesmo para eliminar nossa culpa, que não passe - obrigatoriamente - pela construção de uma coletividade responsável, pela conduta reta e por uma sadia relação com este novo modo de vida, que é o ambiente corporativo, onde passamos a maior parte de nossa existência.
Assim, ao se falar em espírito de equipe, esqueçam as manjadas frases sem efeito dos melodramáticos e ultrapassados motivadores profissionais. Também abandonem o chicote, pois ninguém mais suporta assédio e todos os profissionais repudiam a incompetência, seja de líderes ou subordinados. Privilegiem apenas o caráter! Se quiserem, leiam Emerson. Vai ajudá-los a compreender o que digo.
Pessoas hoje precisam entender o que fazem e porque fazem, para poderem interagir de forma produtiva. Assim, se as pessoas não estão colaborando como deviam, além de olhar para o que dissemos, procurem as soluções na melhoria dos processos e evoluam as ferramentas, de maneira a permitir uma interface amigável. Devemos ter em mente que estamos construindo uma nova matriz de sociedade e que a coerência e o desenvolvimento de boas práticas devem caminhar lado a lado com a eficiência.
Aliás, um mundo totalmente eficiente, sem margem para erros e experimentações, seria apenas um mundo cético. Absolutamente fenomênico, vazio e asséptico. Além disso, traria dentro de sua cientificidade, o germe de sua destruição. Pois, um mundo cético, como diz o professor Marcelo Moreira seria um mundo que aboliu toda a sua diversidade e padronizou todas as suas possibilidades, até o esgotamento de sua alma.
Um mundo que consistiria apenas de eucaliptos e pardais.

Palavras-chave: | equipe | produtividade |

Como administrar momentos de tensão no trabalho?

Como administrar momentos de tensão no trabalho?
Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 

Você acorda no horário de sempre, segue para o trabalho, o trânsito não oferece engarrafamentos quilométricos, o sol marca presença no céu e tudo parece conspirar para que o dia seja calmo. Ao chegar à empresa, estaciona o carro à sombra de uma árvore. Melhor? Impossível. Mas, basta entrar na sala que rapidamente seu líder o chama e nem o deixa ligar o micro. Afobado, ele relata que precisa de um relatório em caráter urgente e essa tarefa será incumbida apenas a você. A boa notícia é que sua competência foi reconhecida, mas existe aquele efeito surpresa que nem sempre é visto com bons olhos. "E agora? Um trabalho de tamanha importância em curtíssimo espaço de tempo? Vou conseguir?". Essa situação já ocorreu com milhares de trabalhadores e se repetirá em qualquer organização, não importa o porte ou o segmento. Casos de tensão, no dia a dia das empresas, são comuns e você não pode fugir deles. Seguem abaixo, algumas dicas para ajudá-lo a vencer um desafio profissional.
1 - Depois de ouvir atentamente o que precisa ser feito, tenha em mente um pensamento positivo. Respire fundo, acredite que você é capaz de realizar essa atividade e tem competência para administrar essa situação, ou a mesma seria delegada a outra pessoa.
2 - Considere o desafio como uma oportunidade de crescimento e de mostrar sua capacidade diante de momentos de tensão. Lidar com as emoções, principalmente superação de obstáculos, é uma prerrogativa para a ascensão profissional.
3 - Depois de respirar fundo, converse com o seu gestor que diante dessa atividade inesperada outros trabalhos da sua responsabilidade terão que ter datas adiadas, revistas. Isso evitará que você seja "cobrado" injustamente e situações desconfortáveis sejam criadas em relação à sua performance. É sempre bom esclarecer à liderança que outros trabalhos também precisam ser entregues em datas já estabelecidas.
4 - Caso o tempo dado para a execução desse trabalho seja "utópico", seja sincero com seu gestor e justifique porque precisa de um período maior. Por mais competente e dedicado à empresa, você é humano e necessita de tempo hábil para realizar um bom trabalho.
5 - Se a data de entrega do relatório não pode ser alterada, fale com seu líder que precisará do respaldo de algum colega que tenha vivenciado momentos de tensão. Lembre-se que duas cabeças pensam melhor do que uma e tanto as ideias quanto as soluções fluem com mais facilidade quando se pode contar com alguém competente ao seu lado.
6 - Chegou o momento de colocar literalmente a "mão na massa". Para agilizar a execução do relatório, tenha ao seu alcance todas as informações necessárias para não dar aquela "paradinha" e procurar algo que o fará perder um valioso tempo. Deixe próximos telefones, emails e nomes das pessoas que possam fornecer dados complementares, caso seja preciso.
7 - Faça um cronograma, pois facilitará a execução do seu trabalho. Liste as prioridades para que nada "fuja" à sua mente. Quando você vivencia um momento de tensão, está passível de esquecer um dado, um fator relevante para o êxito do seu trabalho.
8 - Há momentos em que tanto a mente quanto o corpo precisam de uma "parada" para se recuperarem e terem condições para superar determinadas situações. Se, por exemplo, seus olhos estão diante da tela do micro por quatro ou cinco horas, foque-se em outra ação como dar telefonemas ou fazer anotações relevantes. Também se lembre que é preciso beber água, tomar um cafezinho e ir ao banheiro. Afinal, você é humano.
9 - Já que falamos sobre a "máquina humana", não se negue a se alimentar. Na hora do almoço, opte por algo mais leve e nunca arrisque consumir algo gorduroso ou que deixe seu estômago com sensação de peso. Há pessoas, que quando deixam de fazer uma refeição, têm enxaqueca e quando essas "aracam" fazem a produtividade cair significativamente. E você não deseja isso? Certo?
10 - A tecnologia é perfeita e facilita a vida das pessoas em inúmeras situações. No trabalho, os computadores tornam-se até "íntimos" dos seus usuários, porque guardam informações importantíssimas para as atividades laborais. No entanto, diante de tanta correria e tensão, muitas pessoas se esquecem de fazer um back-up do seu trabalho. Não faça parte desse time, pois basta uma oscilação na energia para o seu micro reiniciar e perder dados. Isso o fará ter um retrabalho, sem mencionar no estresse que poderá proporcioná-lo.

Palavras-chave: | produtividade | meta | aprendizado |

Como aumentar a sua performance

Como aumentar a sua performance
Por Jerônimo Mendes para o RH.com.br 

Em teoria, todas as pessoas desejam melhorar de vida, ganhar mais, mudar para um emprego mais promissor, mudar de casa, enfim, sair da inércia. Na prática, são poucos os disciplinados que seguem em busca de novos conhecimentos, hábitos e comportamentos que possam aumentar o seu desempenho e, por consequência, a sua qualidade de vida.

O fato é que não há como melhorar de vida em frente à televisão e ao computador sem buscar o conhecimento e o aprendizado necessário para enfrentar a concorrência. Se você deseja não ser apenas mais um na multidão, não há porque ficar esperando a sorte.

Em tempos atuais, onde o conhecimento tende a dobrar em menos de dois anos e o ciclo de vida dos produtos e serviços é cada vez menor, o desafio do aprendizado é constante. Em pouco tempo depois de formado você pode chegar à mesma conclusão do grande filósofo grego Sócrates - "Só sei que nada sei" - para seguir aprendendo.

De acordo com o Dr. Charles Garfield, psicólogo norte-americano que participou do projeto Apollo 11 e desenvolveu o conceito de Peak Performers, os executivos de sucesso possuem várias semelhanças e compartilham seis atributos em comum.

Dr. Garfield estudou os hábitos e o comportamento de 1500 executivos e apontou em seus relatos que esses atributos são habilidades que qualquer um pode cultivar e aprender. Conhecê-los é o primeiro passo para adquiri-los. O restante é aprendizado e muita disciplina.

Todos os atributos mencionados aplicam-se a qualquer profissão ou área de atuação. Vale para os atletas, os estudantes, os políticos e os profissionais em geral. Através da pesquisa ele atribuiu o conceito de Peak Performer à pessoa que é consistente em sua busca de realização.

Quer aumentar a sua performance profissional? Você pode contratar um coach para fortalecer suas competências e chegar a patamares mais elevados e vai descobrir que os recursos estavam sempre dentro de você, aguardando o estímulo ou o momento apropriado para entrar em cena.

Se isto não for possível, existem duas alternativas: a disciplina, gerada pela automotivação, o aprendizado constante e o desejo de ser feliz ou, então, o desconforto proporcionado pela necessidade de sobrevivência. Torço para que você aposte na primeira opção, afinal, ser movido apenas pelo desconforto demonstra descrença em relação ao futuro.

Considerando que você optou pela primeira hipótese, aqui estão os seis atributos identificados pelo Dr. Garfield e atribuídos aos profissionais de sucesso. Leia com atenção e estude-os com carinho. Na prática, o que vale é o seu empenho verdadeiro para conseguir o desempenho necessário.

De maneira geral, eles são fruto do pensamento coletivo em relação ao sucesso e não se pode ignorá-los. A leitura constante e a elaboração de um plano consistente para adquiri-los criarão a base para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Vejamos:
* Pessoas de sucesso são guiadas pela sua visão e pela sua missão: o que você vai ser quando crescer? O que você vai fazer para conseguir atingir a sua visão? O que o motiva de fato? Como você gostaria de ser lembrado quando partir deste mundo?
* Pessoas de sucesso focam os resultados: não importa o tamanho dos obstáculos nem as circunstâncias; peak performers organizam suas metas de acordo com o tempo e a sua capacidade de realização; eles acreditam piamente que o destino final e o processo para se chegar lá são importantes.
* Pessoas de sucesso sabem gerenciar a si mesmo (autogestão): é a sua capacidade de administrar os estados emocionais e de utilizar estratégias mentais eficazes; a autoconfiança a visualização do futuro o ajudarão a melhorar o desempenho.
* Pessoas de sucesso sabem mobilizar outras pessoas: eles acreditam na sua capacidade de mobilizar os outros para produzirem resultados conjuntos excelentes.
* Pessoas de sucesso são flexíveis e ajustam o rumo: se você não está no caminho perfeito, mas no caminho crítico, precisa se concentrar para não perder o objetivo de vista; a vida tem seus momentos de oscilação e você precisa aprender a lidar com isso.
* Pessoas de sucesso continuam aprendendo a vida inteira: elas nunca param de adquirir novos conhecimentos e colocá-los em prática; além do mais, elas abraçam as mudanças e os obstáculos como fontes de oportunidades para o sucesso.

Ao contrário do que possa parecer, peak performers não são workaholics. Eles são comprometidos com o desempenho e o alcance dos resultados, cada vez melhores. Além disso, são extremamente otimistas e motivados, pois sabem que a motivação é um estado mental e tende a desaparecer se não tiverem a habilidade de trazê-la de volta.

Por fim, lembre-se: não nascemos prontos. Em tese, você só atinge o ápice da sabedoria a cinco segundos da morte, mas aí não tempo de fazer mais nada. Para descontrair um pouco, a única geração que nasceu pronta foi a do meu filho mais novo. Eles já nascem sabendo e tudo o que você tenta transmitir para eles não serve, pois estão sempre com a resposta na ponta da língua. O tempo corrige isso.

Pense nisso e seja feliz!

Palavras-chave: | aprendizagem | produtividade |

10 indicadores de uma equipe de valor

10 indicadores de uma equipe de valor
Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 

Infelizmente, há ainda quem conceba a ideia de que um grupo de funcionários reunidos em uma mesma sala ou setor é sinônimo de que a empresa conta com um time. No primeiro caso, as pessoas estão apenas agrupadas, próximas em virtude de um espaço físico e delimitado, para que realizem suas atividades laborais. No outro, uma equipe ou time evidencia-se pela presença da união, da sintonia, da camaradagem e, por sua vez, seus membros não necessitam estar perto fisicamente para que seja evidenciado o chamado espírito de equipe. Confira abaixo alguns indicadores de que um verdadeiro time.

1 - O clima organizacional é visivelmente saudável e não precisa ser monitorado a todo o momento pelo gestor, como se uma "bomba relógio" estivesse prestes a explodir.
2 - No dia a dia corporativo o estresse sempre estará presente. No entanto, quando uma equipe de valor forma-se, os fatores estressantes diminuem e perdem forma, uma vez que como cada uma faz parte do "todo" os momentos mais tensos são compartilhados e a ajuda sempre aparece para que os desafios sejam superados.
3 - Respeito à diversidade. Em uma equipe não existe espaço para preconceitos em relação a sexo, cor, raça, religião, idade ou qualquer outra característica dos seus membros. O que conta é o profissional que está na empresa para somar, agregar valor não apenas ao negócio, mas também aos colegas de trabalho.
4 - Consideração à personalidade de cada indivíduo. No ambiente organizacional cada indivíduo deve mostrar profissionalismo, no entanto isso não significa que ele tenha que reprimir sua personalidade. Enquanto há aqueles que gostam, por exemplo, de conversar durante o almoço, existem outras pessoas que optam por fazer sua refeição lendo um bom livro.
5 - A oportunidade para apresentar ideias, sugestões sem receio de ser criticado pela liderança ou demais colegas, é realidade na rotina de uma equipe. Quando um time se forma, as pessoas não se sentem podadas e tampouco têm receio de apresentarem suas contribuições.
6 - Acesso ao gestor quando qualquer colaborador sentir a necessidade de conversar sobre o desempenho pessoal ou coletivo é outra característica evidenciada no dia a dia de uma equipe. É bom ressaltar que muitas vezes, um profissional deixa de agregar valor e se isola, porque lhe falta oportunidade de receber um feedback. Mesmo que todos o considerem um talento, todo colaborador precisa saber se está ou não atendendo as expectativas da organização. Isso permitirá que seu desenvolvimento ocorra de forma planejada.
7 - Em uma equipe a liderança não é vista como uma personagem intocável ou merecedora de medo. O líder conquista o respeito e nunca tenta impô-lo aos liderados. Vale aqui uma ressalva: quem deseja ser líder também deve estar pronto a receber feedback da própria equipe, pois são os liderados que convivem com ele diariamente e poderão ajudá-lo a desenvolver ou aprimorar, principalmente, competências comportamentais.
8 - Se um colega apresenta dificuldades em alguma determinada atividade, existe a presença do espírito de camaradagem e a troca de ideias, de informações entre os profissionais ocorre naturalmente, tornando a assimilação muito mais fácil e agradável.
9 - Compartilhamento de conhecimento entre as pessoas é uma constante. Aqui, diga-se de passagem, não apenas as informações que são encontradas em livros, sites ou revistas especializadas, mas também o conhecimento que cada pessoa adquire a partir das suas experiências de vida.
10 - Numa equipe existe a consciência de que a conquista é sempre coletiva, pois todos os profissionais estão interligados em suas atividades. Todos são importantes para a sobrevivência da empresa, desde a moça que serve o cafezinho até o diretor que toma as decisões estratégicas.

Palavras-chave: | equipe | produtividade |

Novas regras para a produtividade

Novas regras para a produtividade
Por Luís Sérgio Lico para o RH.com.br 

Quer fazer mais no trabalho e impressionar seus chefes? Deixe de ser mole! A maioria dos consultores e de "especialistas" em transformar sua vida em um verdadeiro inferno, irá dizer: Você precisa trabalhar duro, trabalhar de forma consistente e eficaz por mais e mais horas e parar definitivamente de enrolar. Não é mesmo uma beleza?
Só que isso não costuma funcionar nem em uma fábrica - aquele meio ambiente mecanicamente hostil, regido pelos processos implacáveis e ganhos de escala -, quanto mais se você precisa ser flexível, criativo e colaborativo, desenvolvendo algum tipo de trabalho intelectual em um escritório. O que isso quer dizer? Simples: Faça menos e faça melhor! Isto deveria ser o óbvio - ao menos para aqueles que conhecem a distinção romana entre ócio e negócio.
Há anos tenho tentado dizer estas coisas aos profissionais e sempre esbarro na mesmice. Todos acham que a melhor forma de motivar as pessoas e cuidar da produtividade é manter o chicote à vista e desligar a vida pessoal. Por estas e outras é que costumo dizer que vivemos um neotaylorismo, pois trabalhamos de forma cada vez mais compartimentada e não comunicativa, apesar de todo o lindo discurso sobre a necessidade de se abrir a organização ao colaborador e buscar eficiência através da qualidade. O que a maioria desconhece é que a produtividade varia muito de dia para dia. Isso é normal.
Em um ambiente industrial, você sabe a previsão das operações e as quantidades exatas que serão montadas ou manufaturadas, inclusas as horas/homem de trabalho. Para os demais trabalhadores não é possível tal assertividade, pois você pode não saber de antemão se amanhã será um dia em que você terá uma ideia insightbrilhante, que poupará semanas de trabalho para sua equipe e trará mais dividendos à companhia; ou se será apenas um dia em que você gastará oito horas olhando desanimado para seu monitor. Aqui vale a regra Numero 01: Não se deve julgar sua produtividade, em um determinado dia, mas sim pela sua média ao longo de vários dias. Nada de novo nisto!
As organizações de qualquer segmento que prestam serviços, atendem consumidores, consertam coisas ou vendem produtos deveriam aprender com a própria indústria. Lá eles sabem desta verdade fundamental: Trabalhar mais horas significa obter menos efeito. Por isso eles têm turnos! O pessoal da segurança no trabalho pode confirmar esta condição, pois quanto maior tempo na operação, mais acidentes acontecem.
Segundo algumas pesquisas sobre os efeitos do horário de trabalho na produtividade e os erros resultantes, dão conta que - em média - a eficiência diminui pela metade, após oito horas de trabalho em uma semana consecutiva.
Isto pode parecer estranho, mas é importante para compreender a lógica da entrega de resultados: para a maioria dos trabalhadores não existe uma relação simples entre horas trabalhadas e quantidade de serviço efetuado. Se você dobrar seu esforço, pode terminar os relatórios e lançamentos e no dia seguinte está um caco! De que adianta, então, em termos de produtividade este esforço?
O que toda empresa precisa não é de sacrifício, mas de eficiência em bases regulares e previsíveis. O difícil é colocar esta equação na cabeça dos empresários. Em um ambiente industrial, onde máquinas e sistemas operam a toda força, quanto mais impulso, maior a produção (e rejeitos, também). Mas, para os colaboradores em geral, a regra é oposta. Submetidas à pressão e aos processos conflitantes e ineficientes, lideranças autocráticas e aliadas às longas e penosas cargas de trabalho, as pessoas acabam tomando atalhos ou simplesmente aderem ao presenteísmo mais eloquente. Você não pode forçar a criatividade, a proatividade, o raciocínio claro e o rápido aprendizado - se "todo dia temos que fazer hora extra". Assim, trabalhar mais tende a criar o efeito contrário e você consegue produzir muito menos dentro de um mês.
E quanto ao seu humor? Ele é essencial para que as coisas saiam direito! Muitas vezes adiar um trabalho chato pode ser mais produtivo e gerar mais resultados a empresa, do que seguir o cronograma. Se você tem um bom senso de prazos e responsabilidade, troque a ordem dos tratores e construa um melhor viaduto. Pode ser a coisa certa para se fazer em um momento particular. Have fun!
A felicidade no ambiente de trabalho é o melhor amplificador da produtividade. A única maneira mais eficiente para aumentar a sua produtividade é ser feliz no trabalho. Nenhum sistema, hierarquia, ameaça, ferramenta ou metodologia no mundo pode fazer você bater mais metas do que se sentir bem e desfrutar das realizações do seu trabalho. Nada de novo também! Se quiserem leiam Epicuro ou o último consultor da moda.
Finalmente, não se pode ter um mar de rosas e os desafios nos fazem suar a camisa e despertam as habilidades profissionais. Exercitar suas capacidades frente às dificuldades e testar limites de forma adequada faz muito bem para o caráter e desenvolve talentos. Mas, é importante saber que tudo é uma questão de equilíbrio auto-compensatório.
Direcione melhor suas atividades e você evitará a miséria do tédio administrativo, os becos sem saída dos processos "estupidificantes" e conseguirá fazer muito mais por muito menos.
Aliás, esta não era a regra de ouro da administração de empresas?

Palavras-chave: | produtividade | meta | aprendizado |

Sugestões para o líder estimular a equipe em 2012

Sugestões para o líder estimular a equipe em 2012
Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 

O Ano Novo está próximo e nesse exato momento as organizações elaboram os planejamentos estratégicos que incluem, dentre outros pontos relevantes, as metas que devem ser alcançadas ou superadas no decorrer de 2012. Como sabemos, os resultados dependerão diretamente do desempenho das equipes e da entrega individual que cada colaborador dará à organização. Vale lembrar também que a performance dos talentos está diretamente relacionada à atuação dos gestores, pois eles convivem diariamente com os talentos e são capazes de identificar as potencialidades e as fraquezas de cada um. Por isso, além do foco nas metas e nos processos enfatizados nos relatórios corporativos, caberá às lideranças a iniciativa de estimular os profissionais, para que esses deem o melhor de sim. Confira abaixo, sugestões para o líder implantar e obter melhores resultados a partir do próximo mês de janeiro.
1 - O primeiro passo é fazer uma análise sobre o desempenho da sua equipe, como também da performance de cada membro ao longo do ano. Isso permitirá que você identifique, com mais calma, os pontos que contribuíram positiva ou negativamente para os resultados alcançados ao longo de 2011.
2 - Como você também faz parte da equipe e está à frente da condução do "leme", é aconselhável que faça uma autoanálise da sua performance, para que possa identificar quais as competências que precisam ser desenvolvidas, inclusive aquelas relacionadas ao lado comportamental. Afinal, por trás de toda liderança existe uma pessoa que pode cometer erros a qualquer comento, como também disposta a buscar melhorias.
3 - Além da autoanálise, caso a empresa tenha realizado a sua avaliação de desempenho, reveja os resultados desse trabalho e pondere se ocorreu ou não desenvolvimento/aprimoramento das competências que impactam no dia a dia da sua equipe. Lembre-se que através da avaliação de desempenho, todo profissional sabe o que a empresa espera dele.
4 - Após fazer uma análise do seu desempenho e da sua equipe, chegou o momento de agendar uma reunião coletiva. Peça às pessoas que pontuem os momentos mais marcantes para elas, que aconteceram no decorrer do ano. Saliente que tanto pode ser uma situação considerada positiva quanto um momento de grande tensão. O importante é que os liderados se expressem e justifiquem suas percepções.
5 - Na posição de líder, você também precisa apresentar seu posicionamento sobre os momentos que vivenciou com os liderados. Não seja omisso e também pontue os momentos que considerou positivos ou negativos, mas sempre com argumentos plausíveis.
6 - Apresente o planejamento para 2012, os principais desafios e como, cada um irá colaborar, para que as metas sejam alcançadas e até mesmo superadas. Abra espaço para que as pessoas apresentem dúvidas, pois se algo ficar "no ar", talvez o desempenho seja prejudicado. Lembre-se que a comunicação clara tem dois sentidos e nunca, em momento algum, é unilateral.
7 - Durante a reunião coletiva, mostre-se disposto a ouvir a sua equipe. Alguém pode apresentar, por exemplo, apresentar alguma ideia que otimize os processos do dia a dia do seu setor. Caso a pessoa tenha dificuldade de se expressar por timidez, peça que enviem as sugestões para seu email ou, então, o procure em um momento reservado.
8 - Se alguma proposta apresentada pela equipe for viável, não deixe de dar os créditos a quem merece, afinal o reconhecimento é um dos fatores que influencia a retenção de talentos. Agindo dessa forma, a liderança reforçará entre os liderados a postura de que todos contribuem de alguma forma e são importantes para o sucesso coletivo.
9 - Converse individualmente com cada membro da sua equipe. Se você identificou algum ponto que precisa ser trabalhado e que influenciou o resultado do desempenho individual, pergunte ao colaborador como você - enquanto líder - pode ajudá-lo a reverter essa situação. Troquem ideias.
10 - Caso sua empresa tenha um número significativo de funcionários e promova uma confraternização, nada o impede de fazer um convite aos membros da sua equipe. Converse e veja o que eles acham de realizarem uma "miniconfraternização", apenas entre vocês. Sugira um passeio, um cinema, algo que desperte a integração e faça todos "fugirem" da rotina. Afinal, é tempo de confraternizar e recarregar as energias para o Ano Novo.

Palavras-chave: | estilo de liderança | equipe | produtividade |

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vantagens de se implantar a ISO 9001 em uma empresa

Vantagens de se implantar a ISO 9001 em uma empresa



Sonia Jordão

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e consultora organizacional. Autora do livro: “A arte de Liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e do romance corporativo: “E agora, Venceslau? - Como deixar de ser um líder explosivo”.

A implantação da ISO 9001 oferece, além da possibilidade de ampliar mercados, uma série de vantagens para as empresas: aumenta o nível de organização interna, bem como o controle da administração e da produtividade.

Além desses benefícios, a ISO 9001 também leva à redução de custos, à diminuição do número de erros e melhora a credibilidade junto a seus clientes. Serve ainda:

- Para atender os clientes que já possuem um SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) implantado e pedem o certificado de seus fornecedores.

- Para se preparar para crescer.

- Traz para dentro da organização os conhecimentos das pessoas que trabalham nela. Assim, se uma pessoa, por exemplo, ganhar na loteria ou se aposentar e deixar o emprego, o seu trabalho terá continuidade de maneira mais fácil.

- Quando há na organização atividades complexas.

- Quando é preciso treinar novos colaboradores.

- Se várias pessoas exercem a mesma atividade e é preciso que elas façam essas ações da mesma forma.



A norma NBR ISO 9001 é aplicável a qualquer produto, a qualquer tipo de serviço e a qualquer tamanho da organização. É também compatível com outros sistemas de gestão e focada em melhoria contínua. Além disso, é voltada para os resultados dos negócios.



O Sistema de Gestão da Qualidade faz parte de vários sistemas que existem nas organizações, entre eles: o Sistema de Informação o Sistema Financeiro e o Sistema de Vendas. Ao se implantar o SGQ busca-se algo que seja compatível com a organização, que agregue valor e que seja interligado com outros processos organizacionais.



As organizações precisam ser lucrativas, caso contrário pode falir. E se fechar vai prejudicar não somente os funcionários, mas também as famílias desses profissionais. Sem falar que isso prejudica também os clientes e a comunidade que precisam da empresa que faliu.



Algumas organizações têm clientes que preferem comprar apenas de empresas certificadas pela Norma ISO 9001. E como ela quer continuar fornecendo para esses clientes, busca a certificação. Depois de conseguir o certificado, percebe que a certificação valeu à pena, já que obteve, entre outros, os seguintes benefícios:

- Melhoria na transferência interna de conhecimentos e desenvolvimento de competências.

- Melhoria da moral e da motivação da equipe, já que entende o motivo que faz suas atividades e se motiva.

- Redução dos custos com qualidade (refugos, retrabalho, devolução, entre outros).

- Crescimento da competitividade, com custo mais baixo.

- Aumento na satisfação dos clientes.

- Aumento na rentabilidade.



Para implantar a Norma ISO 9001, a empresa precisa primeiro dizer o que faz, depois, fazer o que disse que faz. Para isso, escreve-se as atividades da forma que são realizadas e, posteriormente, verifica se todos fazem da forma que está escrito. Caso contrário, revisa-se a documentação ou se treina as pessoas para fazerem como está escrito, determinado. Assim, depois de um ciclo de verificações e melhorias, todos farão como está registrado. Obtem-se, então, uma padronização da forma de se realizar os processos. Só que isso acontece elevando-se o nível de cada processo, já que se padroniza a melhor maneira de se fazer o que precisa ser feito.



Durante a implantação da norma, cria-se também o hábito de registrar o que se faz. Esses registros evidenciam a forma como foram realizadas as atividades, para se ter um histórico do que aconteceu e para se obter dados importantes para a tomada de decisão. Além disso facilitam a programação das atividades futuras, melhorando a performance da equipe.



Uma norma bem implantada leva a redução de custos, porque diminui a quantidade de erros e de desperdício. Também leva ao crescimento e à mudança na escala de produção, o que na maioria das vezes ajuda a baixar os preços. Isso garante uma maior satisfação dos clientes que, assim, compram mais, melhorando os resultados da empresa. É um ciclo de melhorias contínuas. A organização planeja a melhoria, implanta e checa para ver se está tudo de acordo com o que foi determinado. Caso positivo padroniza-se a solução e, depois, pensa-se em novas melhorias. Caso contrário, atua-se no problema para solucioná-lo. Com isso, a empresa segue tornando-se cada vez melhor.

http://www.rh.com.br/Portal/Desempenho/Artigo/6702/vantagens-de-se-implantar-a-iso-9001-em-uma-empresa.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Administre seu tempo com paixão


Administre seu tempo com paixão

A paixão é algo muito interessante. Diferente do amor, mas não há como estar isolada dele. Na verdade, segundo dicionário, ser apaixonado é estar entusiasmado, defender com paixão, enfim, é uma ampliação do amor. Quando estamos apaixonados, transpiramos o amor. Esta transpiração envolve a alegria, a realização a satisfação e a motivação.
Se você imagina que estou falando de relacionamento amoroso com outra pessoa, é aí que você se engana. Estou me referindo ao trabalho!
Quando somos apaixonados pelo nosso trabalho e amamos o que fazemos, somos mais realizados, atingimos melhores resultados, somos mais criativos, nos tornamos referência e nos diferenciamos dos demais e ainda possuímos uma melhor qualidade de vida.
Ser apaixonado por sua atividade não significa trabalhar demasiadamente. Ao contrário, significa trabalhar o tempo necessário de forma a não se sentir pressionado, insatisfeito, desgastado ou frustrado. Quando você tem paixão pelo que faz você tem maior foco, logo, aproveita melhor seu tempo, pois sabe utilizá-lo adequadamente e produtivamente. Desta forma, você consegue dedicar mais tempo a você e para sua família.
A paixão pelo que se faz tem que estar aliada à paixão por sua família e pelas pessoas que lhe querem bem.
Evite pensar apenas em plantar hoje para colher amanhã. Colha os frutos disponíveis hoje e desfrute dos momentos agradáveis e únicos que foram oferecidos a você.
Assim como a perda de um prazo ou de um atraso no trabalho podem trazer prejuízos irrecuperáveis e, talvez, fazer com que perca alguns clientes, a perda dos momentos com as pessoas que o amam também pode ser irreversível. O primeiro passo dado ou a primeira palavra pronunciada por seu filho, caso você não esteja presente, não contará com sua participação nesta vitória inesquecível. Você poderá desfrutar de novos passos e da repetição das primeiras palavras, mas o momento da maior conquista, você terá perdido porque estará ausente. Uma viagem de lazer adiada poderá demorar a ocorrer novamente, pois sempre ficará em segundo plano.
Administre melhor seu tempo. Programe-se para desenvolver novos projetos, para realizar as ligações necessárias, para conquistar novos clientes, para superar desafios, para praticar um esporte, para ficar com a família, para realizar uma viagem, para passear etc.
Seja apaixonado por todos os momentos de sua vida e por todas as atividades que realiza. Seja grato pelas oportunidades, em conquistar novas vitórias e desafios diariamente, bem como ter a oportunidade de jamais desistir das coisas que ama, administrando seu tempo de forma que consiga desfrutar de cada momento com muita alegria, realização e motivação!