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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A embalagem que sorri

Você já parou para pensar na importância do sorriso?
Claro que sim. Nós todos exaltamos o efeito do sorriso no atendimento, quando encontramos uma criança, mas será que todos nos convencem?
Não me lembro que tenha cores variadas, mas um deles em particular é estranho: o sorriso amarelo!
Do outro lado do sorriso há o receptor, que pode ser ou não atingido por este, positiva ou negativamente.
Eu aguardava para ser atendido em uma loja de perfumes, enquanto a vendedora dirigia sua atenção a um casal. Simpática, prestativa, os abordou sorrindo.
Deu à senhora, que olhava a vitrine, uma série de explicações e veio em minha direção. Ao meu lado estava o marido, que ficara para trás, e começava a puxar conversa, dizendo ser muito exigente e usar uma ou duas colônias apenas.
A garota se aproximou, com o mesmo sorriso, e se prontificou a nos ajudar.
No mesmo instante, este lhe perguntou: – Você está bem?
Ela, assustada, disse: – Nossa, será que esqueci de sorrir?
Ele respondeu: – Não, o sorriso está em seus lábios e não em seus olhos.
A garota o parabenizou pela percepção, disse estar com uma terrível enxaqueca, e que passar o dia entre as fragrâncias seria complicado.
Alguns minutos de conversa, ele já descobrira que remédio ela costumava tomar, que havia se esquecido de comprar, que naquele shopping havia uma farmácia, que esta esperava que alguma colega pudesse ficar uns minutos na loja ou que fosse lhe buscar o medicamento.
Sem pestanejar respondeu: – Vou buscar para você.
Num piscar de olhos estava de volta para constrangimento da menina que não tivera tempo sequer de lhe dar o dinheiro.
Assim que chegou, eu estava com uma série de amostras tentando escolher um produto para presente.
Ele começou a olhar as caixas e discorrer sobre a apresentação. Notando que este tinha um olhar aguçado, a vendedora o elogiou, principalmente pela frase do sorriso.
Explicou, então, que sua vida estivera voltada para a área de comunicação e trabalhara durante anos no desenvolvimento de embalagens. Uma de suas maiores preocupações era se assegurar que as embalagens sorrissem para os consumidores.
Dizia que a embalagem também precisa conversar, mas sem atrair o consumidor jamais conseguiriam desenvolver um diálogo.
Para ele, as embalagens eram como pessoas, como o melhor amigo.
Uma frase me chamou bastante atenção: – Quando você encontra o seu melhor amigo e este não lhe sorri, o que você pensa? Fiz alguma coisa errada, não?
E continuava: – Quando você está em algum lugar, ao lado de um desconhecido, muito sério, você puxa conversa? Claro que não! Agora, imagine que ele se vira e lhe sorri, o que acontece? No mínimo você fará uma saudação. Pronto, primeiro passo para um diálogo. Vejam, não nos conhecíamos e já estamos aqui descontraídos. Assim são as embalagens!
Antes de deixarem a loja, a esposa nos chamou e disse: – Vou lhes contar uma história sobre o sorriso.
Um menino queria se encontrar com Deus. Ele sabia que o caminho seria longo, então colocou na mochila um bom lanche, um refrigerante e saiu para a caminhada. No percurso, encontrou um velhinho sentado no banco de uma praça, observando os pássaros.
Assim que se sentou ao seu lado e abriu a mochila para tomar um pouco da bebida, viu que o velhinho estava com fome.
Sem demora, deu-lhe um pedaço do lanche que trazia.
O velhinho aceitou e sorriu agradecido. Em seguida, o menino ofereceu-lhe a bebida.
Este aceitou e sorriu novamente.
O menino estava encantado, nunca tinha visto sorriso igual.
Comeram, beberam, sequer se falaram, apenas sorriam quando se olhavam.
O menino não via a hora de voltar para casa para contar para a mãe. Antes de partir, olhou para o velhinho com um sorriso, que com a ternura o fitava e sorria.
A mãe, ao vê-lo entrando em casa radiante, perguntou: – Qual o motivo dessa felicidade?
O menino respondeu: – Estive com Deus, ele tem o sorriso mais bonito do mundo!
O velhinho ao chegar em casa tinha um semblante renovado e as pessoas estavam curiosas para saber o motivo daquela alegria.
Ele foi logo falando: – Deus esteve comigo no parque. Trouxe o mais saboroso lanche que já comi e o mais belo sorriso que já encontrei, e, ao contrário do que dizem, é tão novo!
Terminada a história, se foram. Ficamos sem palavras, vendo-os se afastarem, então a vendedora rompeu o silêncio dizendo: – É verdade, embalagens precisam sorrir para que nos aproximemos e façamos contato, principalmente quando não conhecemos o produto muito bem.
Tenho que concordar, afinal ainda que você seja fã do produto e da marca, se a embalagem esta estiver amarrotada, riscada, rasgada, com má apresentação, certamente o afastará.
Embalagens podem nos afastar, simplesmente por esboçarem um sorriso amarelo.
Ora, quando pensar em produtos, marcas, relações, embalagens, sorria!

Fonte: http://ogerente.com.br/rede/mercado/apresentacao-do-produto?utm_source=Rede+O+Gerente&utm_campaign=518cd63c32-Rede_O_Gerente_28_01_2011&utm_medium=email

domingo, 12 de dezembro de 2010

Grandes Idéias, projetos inacabados


Um dia você acorda e tem uma ideia que julga fantástica, se apressa para ir ao escritório, chegando lá descobre que não consegue torná-la uma realidade.
Novos projetos, novas ideias, estão presentes o tempo todo. O “estalo”, como costumamos chamar, pode ocorrer durante o sono, embaixo do chuveiro, tomando cafezinho na padaria, na sala de aula, levando uma bronca do chefe, a beira da piscina, correndo para escapar da chuva, você não escolhe o lugar.
Naquele momento não temos a impressão de receber apenas uma luz, mas de ter todo o caminho na cabeça, com a clareza necessária.
A dificuldade começa quando você resolve explicar para as pessoas o que tinha em mente ou quando resolve escrever “o fantástico projeto”.
A descrição, muitas vezes, não passa da quinta linha da redação e quanto mais o tempo passa menos claro os detalhes ficam. Nossa reação pode ser simplesmente deixar aquela questão de lado, nos irritarmos tentando recuperar os detalhes que acreditávamos estar em nossa mente e se apagaram, ou, muitas vezes, ficar lutando com os “flashes” freqüentes que nos provocam.
Quando temos uma questão pendente, a qual gostaríamos de dar um melhor encaminhamento, nosso subconsciente fica lá, sem que percebamos, procurando uma solução.
Quando a enxurrada de informações e supostas soluções vêm à tona fica difícil registrar todos os detalhes, mas podemos usar uma técnica para acomodá-las.
A técnica é simples e consiste em fazer o máximo de perguntas possíveis para que possamos concatenar as ideias.
O que, como, quando, porque, onde, para quem, quem, para que, podem conduzir o trabalho, facilitando sua estruturação.
Há um ditado que diz: Para se encontrar a resposta para uma questão basta perguntar sete vezes por quê?
A condução de um problema com perguntas facilita a busca da solução, organiza o pensamento e a forma de especulação.
Um projeto capaz de responder a todas as perguntas é um projeto estruturado, onde se buscou antever problemas e antecipar soluções, portanto a técnica das perguntas aqui encontra forte respaldo.
Sendo isso tão óbvio porque não aplicamos a técnica com freqüência?
Pelo simples fato que nos falta método, normalmente, para condução de questões mais complexas.
A nossa impaciência, frequentemente, não nos permite explorar e materializar boa parte de nossos pensamentos.
Note que em reunião e em trabalhos em equipe é muito comum a tentativa de imposição de opiniões, mais até do que de exploração de possibilidades.
Pudéssemos pegar qualquer projeto em um laboratório, ou mesmo em uma universidade, e confrontá-lo com os semelhantes desenvolvidos mundo afora, ficaríamos surpresos com as barreiras à exploração dos diferentes pontos de vista e em relação às perguntas que poderiam ter sido feitas.
Você já se surpreendeu com o sucesso de um projeto que já lhe tinha ocorrido, mas não levou muito a sério?
Não se preocupe, não se aborreça, você não é o único.
Impaciência, teimosia, convicção, soberba, qualquer que seja a razão, supere-a e, na próxima vez, dê mais crédito às sugestões que lhe forem dadas, principalmente quando envolverem suas ideias e comece a levá-las mais a sério.
Muitas garantirão o seu sucesso!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Competência em gestão náo é conceito, é cultura


Competência em gestão náo é conceito, é cultura
Ivan Postigo

Já notou que para algumas pessoas e empresas tudo dá certo, enquanto para outros, por mais esforços que façam, parece que nada se encaixa?
Nesses momentos ouviremos: – Ah, eles têm sorte!
Certamente você leu ou ouviu dizer que sorte é o encontro da oportunidade com a competência.
Poderíamos considerar também que a sorte aparece quando a oportunidade encontra o conhecimento, não?
Diz um amigo que isso é como um conto de fadas: a princesa oportunidade é apresentada ao príncipe conhecimento. Sentem-se atraídos, se casam e distribuem como presente a sorte no reino. Por isso vivem felizes para sempre.
Isso me fez lembrar uma conversa sobre sucesso. A história nos foi contada mais ou menos assim:
Um dia, aborrecidos com os maus resultados, resolvemos fazer uma pesquisa e estudar as razões da enorme sorte de alguns, afinal esta poderia estar ligada à data de nascimento, posição dos astros, cidades e países em que nasceram, horários que se deitam ou acordam, santos que veneram, crenças, padrinhos, enfim a lista é longa.
Apanhamos as trajetórias de vários sortudos e sobre elas nos debruçamos, fazendo comparações, procurando pontos coincidentes.
Depois de horas de estudos, vimos que nada “batia”. Percebemos que o músico praticava doze horas por dia, o jogador de futebol ficava sozinho, depois do treino, repetindo mil cobranças de faltas, o jogador de basquete fazia milhares de arremessos, o atleta corria todos os dias quinze quilômetros de madrugada, o poeta estudava e escrevia durante horas e viviam batendo em portas para conseguir um apoio, o pintor quase não comia para comprar as tintas que consumia em um ritmo frenético, e assim as histórias se repetiam.
O único ponto comum é que foram vistos, seus talentos percebidos e valorizados.
Ainda não contentes, resolvemos entrevistá-los. Descobrimos que fatos como esses ocorrem muitas vezes, mas poucos foram valorizados nos primeiros encontros. Alguns até pensaram em desistir, mas a paixão pelo que fazem é que os impediu.
Refletimos um pouco mais: O sucesso poderia ser devido à técnica que usavam.
Horas de observações e estudos, então concluímos que também não fazia sentido.
Em nossas empresas tentamos todas as técnicas que nos recomendaram, algumas até geraram resultados, mas logo foram abandonadas.
Quando as equipes conseguiam avanços a implantação era demorada e conflituosa, por fim ocorria a solução da continuidade. De modo geral não havia grande envolvimento das pessoas com as novidades.
Observamos que esse fato era muito comum nos poucos cursos e seminários que participamos, achando exagerado o entusiasmo de algumas pessoas com os novos conceitos.
Por essa razão resolvemos fazer algumas visitas e começamos a notar que nessas empresas os fatos formavam um paralelo com as histórias de vida que pesquisamos: Muito estudo, dedicação e trabalho.
O ambiente se mostrou diferente do que temos nossas organizações. As pessoas não só dominavam os assuntos, mas os consideram fáceis de serem tratados e implantados.
A primeira reação foi imaginar que estavam há muito tempo envolvidos com as questões. Para nossa surpresa começaram os projetos há pouco tempo, fato que nos deixou intrigados.
Ao especular sobre várias técnicas percebemos que estas não eram apenas do conhecimento dos seus principais gestores, mas também dos demais colaboradores. Algumas foram implantadas com sucesso e rapidamente.
Nesse momento uma luz se acendeu e entendemos que competência em gestão não é conceito, é cultura.
Esse é o fator que construiu as histórias de sucesso que estivemos estudando.
Nossa missão agora mudou, o segredo foi revelado: Temos que criar e desenvolver esse ambiente em nossas organizações para ter sucesso.
Realmente temos que concordar com o que nos foi relatado, e você como vê essa questão na sua empresa?
Artigos Relacionados:
  1. Gestão Cosmética, um Disfarce para Deficiências
  2. Excelência em Gestão Empresarial não é Ação, mas Comportamento

A mão que bate na porta


Alguns anos na estrada são suficientes para que uma pessoa possa ter sua importância reconhecida no mercado como profissional e como gestor de uma empresa com grande distinção?
Pensando bem, deveriam ser, mas não é o que acontece.
Essa verdade é encarada quando o profissional se afasta do cargo, devido a aposentadoria ou perda de emprego.
Durante anos como executivo de empresas nacionais, multinacionais e como consultor, presenciei situações suficientes para escrever alguns livros.
O cargo, muitas vezes, induz o gestor a fechar as portas que mais tarde lamentará não ter deixado abertas.
Os relacionamentos no desenvolvimento da carreira são pessoais e profissionais, com forte queda para o segundo quesito. Por essa razão, quantas vezes recebemos e adotamos o apelido ou sobrenome da empresa que representamos?
Não só porque as pessoas assim nos chamam, mas porque dessa forma também nos apresentamos.
Sempre procurei atender todas as pessoas que me contataram. As oportunidades de negócios e as boas relações surgem da construção de uma rede competente de contatos.
Vejo profissionais que se dedicaram não só a uma empresa, mas a várias, e quando necessitam enviar um e-mail, telefonar, pedir uma referência sentem-se constrangidos, pois não tem qualquer relacionamento e proximidade com as pessoas que conhecem.
Você pode questionar: – Como agiam no passado?
Simplesmente tinham uma mão forte que batia nas portas: – A mão de sua empresa.
Fizessem eles o telefonema ou sua secretaria, o apresentado seria “Mr. X” da organização “A”.
Ora, o tempo passou e as relações mudaram, agora quem se apresenta é “Mr. Y”, da organização “A”, com a mesma secretaria.
Antigamente “Mr. X” da empresa “A” mantinha contato com “Mr. W” da organização “B”. Com seu afastamento, “Mr. Y” começou a tratar dos assuntos com ”Mr. W”.
No mercado as cadeiras dançam e dançaram novamente: “Mr. W”, também não está mais na organização “B”. Quem acaba de assumir é “Mr. Z”.
“Mr. X”, hoje de currículum nas mãos, se apresenta como X da Silva e não reconhece no mercado “Mr. W”, que se intitula W da Costa.
Tantos anos de relacionamento poderiam de alguma forma tê-los aproximado, mas os contatos foram puramente comerciais.
Alguns amigos que se afastaram definitivamente do processo de gestão, quando os encontro, me dizem: – Ninguém me liga. Nunca mais soube nada das pessoas com quem tinha contato!
Ora, as pessoas que continuam nas empresas onde nosso amigo foi gestor estão fazendo o que sempre fizeram, com apenas uma pequena diferença: – Mantém contato com seu chefe “Mr. Y” e telefonam e mandam e-mails para “Mr. Z”.
A vida é a mesma, mudaram pequenos rótulos.
As escusas para evitar relacionamentos e prevenir incômodos levaram cada vez mais a mão da empresa bater nas portas. Aquelas que Silva e Costa tanto precisam encontrar abertas e não tem força e conforto para bater.
As redes sociais estão ai para fortalecimento das relações e também para troca de cultura inútil.
Não importa se você é gestor de uma fábrica de pregos e seu hobby são as baleias.
Você nunca saberá quando poderá ensinar sobre cravos ou aprender mais sobre os cetáceos, portanto use sua mão para abrir portas também.
Boas relações precisam de duas mãos. Uma que bate na porta e outra que gira a maçaneta.
Não importa se você girou ou não muitas maçanetas, sempre é tempo de construir uma rede de contatos.
Não espere que o procurem, agora é a sua a mão que deve bater na porta.