Mostrando postagens com marcador Atrair talentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atrair talentos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Por uma cultura de alta performance


Como estimular as pessoas de maneira consistente e constante e ter resultados cada vez melhores



Por Patrícia Molino e Giselle Ponce - 20/04/2012

Já é possível perceber que diversas companhias estão dispostas a investir na mudança da cultura organizacional para atingir um padrão diferenciado de performance. No entanto, nem sempre a liderança entende qual é o seu verdadeiro papel na construção de uma cultura orientada para a obtenção de resultados cada vez melhores. Muitas vezes, os líderes demonstram comportamentos opostos aos requeridos e emitem sinais contraditórios, comprometendo a disposição e o foco dos funcionários em realizar esforços adicionais, para então atingir resultados diferenciados.

Estabelecer uma cultura de alta performance também exige intervenção nas estruturas, políticas e procedimentos: é preciso influenciar e orientar positivamente, monitorando todas as formas de comunicação corporativa. As organizações de alta performance se diferenciam pela eficiência em tratar as questões humanas.

Ao criar um ambiente que estimula os colaboradores, as companhias retêm profissionais e reduzem custos com atração, recrutamento e seleção, integração, treinamento e desenvolvimento, sem falar na melhoria de produtividade. O fim das informações truncadas - um bom começo para se criar uma cultura de alta performance - reduz os riscos à estratégia do negócio, diminui perdas, eleva a produtividade e gera valor para a imagem corporativa.

O que predomina nas companhias é o alto desempenho pontual, aquele esforço que une a equipe para responder a uma emergência. Na cultura de alta performance, as pessoas são estimuladas de maneira consistente e constante em um ambiente favorável à obtenção de resultados cada vez melhores. Também não são desviadas ou confundidas em seu processo de execução, mantendo o foco no que é prioritário.

As culturas de alta performance se sustentam no tripé Valores, Liderança e Estratégia. O comprometimento da empresa para com seus funcionários ajuda a determinar o compromisso destes com a organização e suas metas e, por esta razão, predispõe a equipe a buscar resultados superiores ao padrão.

Na cultura de alta performance, o líder é modelo, assegurando um ambiente favorável para que as pessoas concentrem sua energia, trabalhem com tranquilidade e compromisso, sintam-se confiantes em relação ao que têm de fazer e, assim, transformem empenho e recursos em resultado máximo.

Na prática, a cultura organizacional é a forma como as pessoas realmente se comportam em uma organização; como interagem, seus comportamentos, atitudes, e como as relações se estabelecem. Cada organização desenvolve sua cultura a partir da constatação dos funcionários de como as coisas "realmente acontecem". Tudo isso é mediado pelos valores organizacionais.

O que vale não é o que é dito, mas os fatos, o que é visto e demonstrado no dia a dia. Muitas vezes, ao desconhecer o contexto de uma decisão, funcionários julgam mal seus líderes, o que reforça a necessidade de transparência.

A cultura vigente só se modifica quando os comportamentos, valores e liderança mudam e se manifestam consistentemente ao longo do tempo, apoiados por mecanismos de gestão adequados. Isto significa que, além de uma liderança inspiradora, as políticas e mecanismos relacionados ao desempenho, reconhecimento e recompensa precisam estar adequadamente definidos. Ou então haverá mensagens truncadas que afetarão de maneira negativa o comportamento organizacional.

Assim, como na sociedade em geral, também nas empresas a impunidade e a falta de consequências fazem muitos estragos. Se um projeto prioritário é iniciado, ele precisa ser finalizado. Os líderes devem mobilizar os recursos necessários e implementar ações de follow up. Não basta só ficar cobrando a implementação, é preciso assegurar os avanços com sua equipe, celebrar conquistas, reconhecer esforços e corrigir o que não está indo bem.

Decisões impopulares precisam ser tomadas e a não entrega de um projeto precisa ter efeitos visíveis. Não basta premiar o correto. É preciso perceber as consequências para os compromissos assumidos e não realizados. O que não é tolerado pela organização precisa sempre estar claro para todos.

A transformação cultural exige um RH estratégico, com processos e políticas que facilitem o desenvolvimento da cultura desejada. Assim, facilitam a implementação de uma nova cultura: perfil adequado para as contratações, gestão do desempenho, ações de treinamento e desenvolvimento, modelos de reconhecimento, promoção, remuneração e até a formação de agentes de mudança.

O desafio é eliminar as mensagens contraditórias. O enraizamento dos novos comportamentos depende das novas mensagens, em substituição aos velhos costumes, que validem uma nova cultura organizacional. Esse é o caminho.

*Patrícia Molino é sócia-líder e Giselle Ponce gerente sênior da área de People & Change da KPMG no Brasil.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O investimento da Atlas Schindler na Gestão de Talentos

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 


Com o aquecimento da economia global e com o destaque cada vez maior dos países emergentes, a gestão dos talentos tornou-se pauta fundamental das grandes organizações e não como fugir a essa realidade. Esse será o tema central da palestra ministrada por Diloney Palumbo, diretor de Recursos Humanos e Qualidade da Atlas Schindler, durante o 5º ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos), promovido pelo site RH.com.br.

Durante a apresentação da palestra "Gestão de Pessoas na empresa" (Caso Atlas Schindler) Diloney enfatiza que as pessoas que fazem a diferença para o negócio estão cada vez mais raras e a busca por esses talentos tornou-se intensa. Por isso as organizações além de recrutarem esses profissionais, mostram-se preocupadas em reter esses colaboradores.

Segundo ele, a Atlas Schindler instituiu o Programa SCDP (Schindler Career Development Program) - uma ação focada no desenvolvimento de carreiras. "Inicialmente identificamos dentro da própria organização aquelas pessoas que já possuíam o perfil traçado pela empresa e que precisavam se inscrever nesse programa", afirma, ao acrescentar que os participantes possuem alguns quesitos diferenciados, importantes para o desenvolvimento acelerado de uma carreira, mas que não são super-homens ou mulheres-maravilha.

Vale salientar que os participantes do Programa SCDP possuem características: são jovens recém-formados e com até três ou quatro anos de experiência; precisa ter sua graduação através de uma instituição de primeiro nível e tenha se destacado entre os melhores 20% da turma; MBA (desejável); mobilidade internacional, pois o programa é internacional; inglês fluente e um bom perfil de competências.

O SCDP está estruturado em três fases, que correspondem aos primeiros seis anos do programa:
1ª Fase - Todos os jovens contratados vão para a Suíça, onde há uma conferência de entrada, aonde participa o comitê executivo do Grupo Schindler, incluindo o CEO da companhia. Durante dois anos, os jovens talentos participam de uma série de programas previstos na grade e participam de um projeto mundial à distância.
2ª Fase - Tem atraído muitos jovens para trabalhar na empresa, porque necessariamente, após o segundo ano de permanência na Atlas Schindler, são convidados a fazerem estágios de dois anos no exterior.
3ª Fase - Depois de dois anos fora do país de origem, o jovem profissional retorna para atuar já dentro da sua área, consolidando-se praticamente a posição que o organização tinha visualizado para ele.

No transcorrer de sua apresentação, Diloney Palumbo enfatiza detalhes sobre esse programa que se tornou uma ação estratégica para o Grupo Schindler, e que pode servir de inspiração para outras companhias que valorizam seus talentos.

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Carreira/Blog_ConviRH/7164/o-investimento-da-atlas-schindler-na-gestao-de-talentos.html

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O desafio de atrair e reter talentos

O desafio de atrair e reter talentos

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Por Clara Massote, especial para o Estado
SÃO PAULO - Sabe aquela história de trabalhar a vida inteira na mesma empresa? Pois é, mudou. "É uma questão cultural. Hoje, os colaboradores buscam por desafios, não por estabilidade. Um bom salário não basta para manter um funcionário em seu cargo", diz a diretora da empresa de recrutamento Projeto RH, Eliane Figueiredo. O aquecimento da economia - que cria cada vez mais vagas e estimula a competitividade das empresas - deu impulso a esse movimento e gerou uma nova cultura no mercado brasileiro: a busca e retenção de talentos.
Para manter bons funcionários na casa, companhias de variados portes e setores vêm lançando mão de inúmeros recursos - dos mais simples aos mais sofisticados. "A cada perda fica mais difícil para uma empresa encontrar outro colaborador à altura", afirma Eliane. De acordo com a consultora, as políticas de retenção de talentos vêm sendo aplicadas há cerca de dez anos por empresas brasileiras, mas ganharam força com o bom momento vivido pela economia.

Os benefícios mais comuns são planos de previdência, bolsas de estudo e programas de qualidade de vida. Na outra ponta, há até a oferta de ações da empresa ao colaborador. Mas o recurso mais eficiente, de acordo com a especialista, é uma relação transparente entre diferentes níveis hierárquicos.

Sobrevivência. A escassez de profissionais qualificados também pesa. "As instituições de ensino não conseguem formar o tanto de profissionais que o mercado precisa", explica a diretora executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), Eliane Aere.

Para a diretora, a atração e retenção de talentos é uma estratégia de sobrevivência das empresas baseada, principalmente, no clima organizacional e nas perspectivas de carreira do colaborador. "Para que a retenção seja eficaz, deve haver uma convergência entre o que o funcionário deseja e o que a empresa tem a oferecer", resume.

Segundo Eliane Aere, isso não significa, necessariamente, gastos elevados para a companhia. "Mesmo as empresas pequenas, que não contam com muitos recursos, podem reter seus talentos. Basta investir em questões essenciais, como transparência e qualidade de vida."

A diretora associa essas questões a um "cuidado verdadeiro", que, segundo ela, ao ser oferecido pela empresa, gera uma noção de pertencimento ao funcionário. A posição é reafirmada pela consultora Eliane Figueiredo. "Como você espera que uma pessoa crie vínculos e deseje estar naquela organização se, ao ser chamada pelo chefe para uma conversa, ela não sabe se vai ser promovida ou demitida?"

De acordo com ambas as especialistas, uma comunicação aberta associada a uma gestão participativa são chaves para manter um talento na casa.

Agrados. Se cuidado nunca é pouco, vale a pena - e muito - lançar mão de políticas de promoção de qualidade de vida dos colaboradores nas empresas.

Que o diga Mariana Bento, consultora de recursos humanos da Ticket, do ramo de alimentação. Grávida de seis meses, usufrui, desde o dia em que soube da notícia, de todo o apoio da empresa. "Temos uma equipe multidisciplinar com médico, psicólogo e fisioterapeuta que cuida de mim todos os dias", diz.

Mariana tem, durante a gestação, isenção na coparticipação do convênio de saúde. "E, durante um ano, meu filho também vai ter cobertura integral no convênio", conta. Antes de partir de licença-maternidade, a consultora vai ainda ganhar uma cesta de produtos para o bebê.

E para os homens que se sentiram excluídos das vantagens, um aviso: os colaboradores que vão ser pais também recebem os mimos para seus bebês.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O valor do bem-estar

Marcelo Cardoso, da Natura, eleito o Profissional do Ano, afirma que o sucesso empresarial está na valorização dos colaboradores.



Por Rômulo Martins



Estamos na era do relacionamento (presencial e virtual). O que sempre moveu o homem se revela um achado em pleno século 21. Não para a Natura, empresa brasileira de cosméticos presente em sete países da América Latina e na França. Foi à “qualidade das relações com os stakeholders” que Marcelo Cardoso, vice-presidente de Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade da companhia, atribuiu a conquista do Prêmio VOCÊ RH - o Profissional do Ano.



Formado em Administração de Empresas, com MBA em Varejo pela Universidade de São Paulo e pela Kellogg-Northwestern (Chicago), Cardoso atuou na GP Investimentos e foi presidente regional da DBM, consultoria especializada na gestão do capital humano. Desde 2008 está na Natura, que registrou lucro líquido de R$ 683,9 milhões em 2009, 32,1% superior ao ano anterior. Ao Empregos.com.br, o executivo fala sobre retenção de talentos, geração Y, sucesso empresarial e sustentabilidade, causa nobre da companhia.



Empregos.com.br - Como recebe o Prêmio VOCÊ RH - o Profissional do Ano?

Marcelo Cardoso - Ser reconhecido como profissional de recursos humanos, por profissionais da área e, inclusive, por ex-clientes, é motivo de grande orgulho e alegria para mim e todos de nossa equipe de Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade. É um reconhecimento que reforça nosso investimento em entusiasmo e empenho, no aprimoramento da qualidade de nossas relações com stakeholders e na manutenção de nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável.



Empregos.com.br - Quais as práticas da Natura para motivar os colaboradores e, assim, reter talento, o grande gargalo das organizações?

Cardoso - Estamos empenhados no desenvolvimento da qualidade das relações. A gestão de relacionamentos, aliás, é um dos pilares de nossa empresa. Formamos profissionais internamente de acordo com nossa essência e cultura organizacional em todos os países nos quais atuamos, porém mantemos sempre o respeito pelas particularidades regionais.



Empregos.com.br - O relacionamento nas redes sociais hoje é forte. E os jovens estão em peso nelas. Existe alguma prática da Natura no meio digital para entender, gerir e buscar os talentos da geração Y?

Cardoso - Os jovens da geração Y conseguem assimilar conteúdos com muita facilidade. Ao invés de processos longos, optamos por dinâmicas curtas e objetivas, pois, segundo afirmam estudos de universidades americanas, esse público não consegue ficar centrado no mesmo tema por mais de sete minutos. No ambiente web buscamos identificar talentos pelo grau de autoconhecimento, visão de mundo, nível de empreendedorismo e postura de protagonista.



Sem citarmos o nome de nossa empresa, no ano passado, fizemos a seleção dos trainees pela internet. O programa foi inspirado na maneira como nos relacionamos com os stakeholders: uma relação marcada pelo encantamento com o outro. O processo recebeu mais de 12 mil inscritos, que participaram de atividades virtuais durante um mês. A revelação do nome Natura aconteceu somente no dia do enceramento das inscrições.



Empregos.com.br - A Natura carrega em seu bojo a bandeira da sustentabilidade. É tarefa fácil cumprir as leis brasileiras ambientais?

Cardoso - Consideramos a atual lei brasileira sobre os temas que envolvem o uso sustentável da biodiversidade inconstitucional. Ela não define regras claras para acesso e repartição de benefícios. Fere a livre iniciativa, não protege os direitos de comunidades indígenas e tradicionais, tampouco promove um ambiente seguro para pesquisa e desenvolvimento.



Ainda assim, somos reconhecidos por nossa busca constante em incorporar a sustentabilidade ao dia a dia dos negócios. Investimos continuamente na identificação e compreensão dos desafios socioambientais de nossa época, a fim de transformá-los em oportunidades de negócios que gerem e distribuam benefícios para todos. É nessa perspectiva que fizemos a opção estratégica de, sempre que possível, buscar unir de forma inovadora a ciência e o conhecimento tradicional para pesquisar e transformar a riqueza da biodiversidade em novos produtos e conceitos.



Empregos.com.br - Como a área de gestão de pessoas da Natura enxerga a sustentabilidade do próprio negócio?

Cardoso - A sustentabilidade é uma diretriz de nosso planejamento estratégico. Incluímos também indicadores socioambientais em nossas metas. Queremos ser inovadores em torno das demandas sociais e ambientais relevantes no presente e no futuro, em todos os países onde atuamos, e estamos atentos aos riscos e às oportunidades que envolvam as mudanças climáticas, as desigualdades sociais e a limitação dos recursos naturais.



Nosso compromisso com a questão ambiental é marcado pela crença de que a perenidade do nosso negócio passa necessariamente pela redução dos nossos impactos e de toda a nossa cadeia produtiva. A cada dois anos, realizamos uma reflexão sobre os aspectos mais relevantes para o negócio e também para os nossos públicos. Os desdobramentos das ações relacionadas aos temas prioritários são reportados por meio do Comitê de Sustentabilidade à alta administração.



Empregos.com.br - O sucesso empresarial tem a ver com boa imagem no mercado, marketing e publicidade ou com conhecimento, visão estratégica, sorte?

Cardoso - Acreditamos que o sucesso empresarial tenha a ver com todos estes elementos, mas há outros fatores muito mais importantes, como a construção de nossa história. Ao longo de 40 anos sempre fomos referência na área de cosméticos, fragrâncias e produtos de higiene pessoal. O sucesso da Natura está na valorização dos seus colaboradores, que levam aos consumidores produtos que promovem o bem-estar.

http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/noticias/valor-do-bem-estar.shtm

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Atração e retenção de talentos


A palavra talento remonta à Antiguidade e possui uma história expressiva. Para os antigos hebreus, gregos e romanos, talento significava uma unidade de peso. Por meio da troca de metais preciosos por esse peso, o talento tornou-se uma unidade monetária. Desse modo, pode-se correlacionar o fato de que o que hoje significa fonte-chave de criação de valor era dinheiro a milhares de anos.

Apesar dessa evolução, o talento continua a ser a moeda do reino, uma vez que atualmente as empresas que multiplicam seus talentos humanos serão bem-sucedidas; as demais deverão se esforçar para adotá-lo, caso pretendam permanecer no mercado.

A globalização exige talentos! E as empresas necessitam deles para vencer desafios e alcançar o sucesso!

É importante lembrar que o talento é algo inato e adquirido, ou seja, é uma capacidade que todos os indivíduos têm, mas essa capacidade depende de aperfeiçoamento, interesse no aprendizado, relacionamento interpessoal, mudança de comportamentos e hábitos e atualização, dentre outros. Desenvolver o talento é algo que começa na família, se estende à escola e à empresa e exige alto grau de comprometimento dos indivíduos; é necessário que o desenvolvimento de talento seja mais “self-service” do que “a la carte”, isto é, a empresa deve oferecer alternativas, mas é preciso que cada um se levante e sirva seu próprio prato, em vez de esperar que alguém traga um prato pronto para seu desenvolvimento. Vivemos na Era em que o profissional é o principal responsável pelo gerenciamento de sua carreira e, conseqüentemente, por sua empregabilidade.

Devido à passagem da Era Industrial para a Era da Informação, as organizações buscam fornecedores de serviços cerebrais; necessitam das habilidades com  as mãos, mas a habilidade do cérebro é mais valorizada. Procura-se pessoas  criativas, íntegras, autocríticas, flexíveis, que tenham iniciativa, capacidade de aprender continuamente, isto é, que sejam dotadas de competências duráveis. As organizações não estão buscando apenas competências técnicas; estão em busca, sobretudo, dos aspectos qualitativos das pessoas; cada vez mais no futuro a variedade de estilos, comportamentos e qualificações será almejada pelas empresas.
No cenário atual, o maior desafio das organizações consiste em transformar as pessoas no “segredo do sucesso”, ou seja, é preciso desenvolvê-las e estimulá-las a fim de que sejam capazes de assegurar os resultados organizacionais. Além de atrair e desenvolver, é preciso  reter os talentos, investindo em treinamentos, cursos, dando-lhes oportunidades de oferecer sugestões, incentivando-os a ser criativos. Além disso, é imprescindível proporcionar desafios aos indivíduos, uma vez que os mesmos, muitas vezes, são estimulados através destes; grande parte  deles só permanece nas organizações que lhes propiciam desafios.

Diante dessas constatações, pode-se afirmar que o desenvolvimento de talentos já não é mais uma diferenciação e sim uma questão de sobrevivência organizacional. Isso remete ao fato de que a vantagem competitiva caberá às organizações que souberem atrair, desenvolver e reter seus talentos. Atualmente não são mais os bens físicos ou o dinheiro que determinam o sucesso; a capacidade de cultivar talentos decide se uma empresa ganhará ou perderá.

Cabe, portanto, às empresas, o planejamento do caminho a seguir para obter o  sucesso e, aos indivíduos, tornarem-se atrativos aos olhos daquelas, lembrando que um talento não é alguém que se destaca apenas no âmbito profissional; é necessário cultivar o lado pessoal; um talento deve ter, acima de tudo, qualidade de vida.


Flaviane Forti Chitero é formada em Administração de Empresas pela  UEM- Universidade Estadual de Maringá. Possui experiência profissional como estagiária nas áreas de Qualidade, Recursos Humanos e Administrativa, tendo atuado na implantação do Programa ISO 9001:2000. Atualmente é trainee da Apoena Consultoria Organizacional, atuando no desenvolvimento de conteúdo e práticas de treinamento. Contato: flaviane@apoenarh.com.br