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quarta-feira, 4 de julho de 2012

RH | Lições das 150 Melhores para Trabalhar


Por: Adriano Carvalho

Qual ponto negativo apareceu em 20% das empresas listadas?

A publicação da Você S/A e Exame chega aos 15 anos com todo vigor e se consolida como um grande guia de boas práticas de gestão em recursos humanos. Num momento em que apenas as 150 Melhores para se Trabalhar estão recrutando mais de 27 mil profissionais, entender e praticar as lições para desenvolver, atrair e reter talentos é questão de sobrevivência. E, mesmo os pontos a melhorar guardam recados importantes.

Boas Práticas de RH

O guia das 150 Melhores Empresas para Trabalhar é uma publicação para ser lida em detalhes e com calma. Cada idéia, cada estatística pode e deve ser refletida e depois ser transformada em ação. O que se observa é que o grande fator de mudança nas empresas de sucesso é a postura dos líderes diante dos profissionais dos escalões mais baixos. Valores com transparência, ética, inclusão social, responsabilidade social estão mais presentes e fortes na avaliação dos funcionários e pode ser decisivo na escolha de um emprego.
Aliás, a revista deixa claro no artigo “A Gente Não Quer Só Comida” que explica a mudança da relação entre empresas e trabalhadores. Por anos, com o mercado em baixa, o brasileiro aceitava o emprego que tinha na mão. Podia ser informal, podia não pagar horas extras, podia não ter plano de saúde, podia ganhar mal e não ter segurança alguma. Mas aquele tempo passou. O mercado aqueceu, os empregos cresceram numa proporção sem precedentes e a negociação ganhou outro rumo. “Com uma oferta de emprego historicamente inédita (a taxa de desemprego está na casa dos 6%), os funcionários das melhores empresas do Brasil estão mais confiantes em sua capacidade de se recolocar e passaram a ser implacáveis na avaliação da empresa em que trabalham”, sentencia o artigo.
E não fica por ai. O levantamento aponta que o salário médio pago pelas industrias diversas ficou R$ 1.500 maior entre 2009 e 2010. Entre os 15 setores avaliados pelo guia de Você S/A e Exame, apenas em um o rendimento do trabalhador não cresceu.

Perguntas que o seu RH deve fazer

Investir na gestão de pessoas é colocar sua empresa no rumo do sucesso
As 150 Melhores Empresas para Trabalhar provam por A mais B que investir nas pessoas dá certo, dá lucro e traz felicidade. Há exemplos de empresas que construiram creche, outras que inovaram no pacote de benefícios e outras que desenvolveram programas difereciados de desenvolvimento profissional. A pergunta é: o que sua empresa está fazendo? O plano de saúde ainda é considerado uma despesa? O plano de cargos e salários é apenas pró-forma? Investir em treinamentos, palestras e cursos de desenvolvimento ainda é considerado supérfluo? Os líderes ainda são chefes?
Se sua empresa está na contramão das boas práticas de rh, também está na contramão do desenvolvimento.

As 150 Melhores ainda tem o que melhorar

Na avaliação de cada empresa, a publicação indicou um ponto positivo de destaque e também um ponto a ser trabalhado. Há questões muito diversas e algumas atéInvestir num plano de previdência privada empresarial é investir em retenção de talentos questionáveis, mas dois pontos merecem atenção. O primeiro, em 20% das empresas listadas pesa como ponto negativo a inexistência ou falha do plano de previdência privada empresarial. O brasileiro está ficando velho, rapidamente, e, sabe bem que não poderá contar com a aposentadoria do INSS para manter seu padrão de vida. Desenvolver um plano de previdência privada é algo valioso tanto do ponto de vista de valorização do profissional, como também do ponto de vista de retenção de talentos.
A previdência privada pode ser desenvolvida de acordo com as características da empresa, definindo valor de contribuição, regras de vesting, modo de participação, etc. Mas o efeito prático da previdência privada é que é um benefício que gera relacionamento de longo prazo… Tudo haver com retenção de talentos, não é mesmo? Mas as empresas que ofertam a previdência privada instituida (quando a empresa patrocina o plano) também recebem um benefício fiscal muito atraente. Em resumo, a previdência privada é o benefício que mais tem agregado valor às empresas, se a sua não tem, é melhor pensar nisto rapidinho e elliminar este ponto negativo da sua lista.

Gestão do Plano de Saúde

Das 150 Melhores para se Trabalhar, em 11 os funcionários reclamaram do plano de saúde. Quem levou a culpa? As falhas do fornecedor (operadoras, seguradoras ou cooperativas) resultou em pontos negativos para as empresas. Vamos ver por outro lado. O que aconteceria se o seu cliente tivesse reclamações por conta do seu trabalho? Isto mesmo, a coisa ficaria feia.
Como em qualquer relação profissional, os dois tem que cumprir seu papel. O plano de saúde tem que agregar valor e não gerar dor de cabeça para o RH. A falha está na gestão do benefício que não antecipou as reclamações, não tinha os indicadores de satisfação, não deu a retaguarda necessária ao RH. O que fazer nesta situação? Como a própria publicação sugere, estes são pontos a serem melhorados. Converse com quem sabe o que faz, de verdade.

Fonte: http://www.caminhandojunto.com.br/2011/09/rh-licoes-das-150-melhores-para.html 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Coaching é tendência para retenção e desenvolvimento em 2012

líder_coach

Recursos Humanos precisam despertar o interesse do alto escalão pela gestão e pelo desenvolvimento de pessoas

O modelo de gestão de outrora está em ruínas. As fórmulas de recrutamento, seleção e desenvolvimento do século 20 não funcionam mais porque a complexidade aumentou. Esta é a avaliação da coach corporativa Jaqueline Weigel, diretora do Núcleo de Coaching Integração, da Integração Escola de Negócios. Para ela, os profissionais de Recursos Humanos precisam sair da teoria e tornarem-se imediatamente parte da estratégia do negócio.

Mas, para de fato o avanço ocorrer, é preciso um movimento de mão dupla, que passa por uma nova atitude do RH e também o amplo entendimento da alta gerência sobre a relevância da gestão de pessoas. 
De acordo com Weigel, o engajamento e a mobilização espontânea das pessoas pelas metas do negócio somente é alcançada com o entendimento da essência humana. “As organizações precisam saber mais sobre o ser humano que trabalha na empresa, quais são suas demandas e desejos atuais. Sem este viés, planos de carreira, remunerações, benefícios, não serão suficientes para motivar e mobilizar pessoas pelos resultados da companhia”, acrescenta.
Um estudo recente divulgado por Jaqueline, com mil profissionais de diversos estados no primeiro semestre de 2011, aponta que 68% dos profissionais declaram-se felizes, mas ao mesmo tempo demonstram uma ausência relevante de plano de vida e carreira, já que 65% não têm metas de médio e longo prazo. “Declarar felicidade e satisfação abundante sem ter objetivos claros parece algo sem fundamento. A ausência de um propósito maior ou significado motivador e a dificuldade para estabelecer objetivos atrasa o progresso dos negócios e da carreira”, afirma a coach executiva.
Segundo Jaqueline Weigel, os resultados do estudo são um reflexo da dificuldade dos RHs e dos altos escalões entenderem que ferramentas tradicionais deixaram de ser a melhor rota para desenvolver pessoas e muito ineficazes para analisar a complexidade de seres humanos sob os aspectos mais profundos. “Nessas condições, ações como contratar, medir, comandar e controlar, punir ou bonificar, hoje são estratégias falidas para apoiar o sucesso ou o crescimento de um negócio”, explica.
O líder deve se aperfeiçoar também, mesmo que acredite no contrário
líder_ditadorOutro fator preocupante que pode explicar os dados do estudo é a lacuna entre a alta gerência e o profissional de RH, diz Weigel. Ainda de acordo com a coach executiva, a alta cúpula corporativa precisa compreender que faz parte do quadro de pessoas a serem desenvolvidas. Normalmente, os diagnósticos mostram que éentre os líderes que residem os maiores problemas comportamentais. “Por melhor que seja o trabalho de apoio doRH, a figura do CEO ou da diretoria influencia positiva ou negativamente qualquer ambiente, por uma simples razão: quem faz parte do problema, precisa fazer parte da solução. A alta gerência deve ser a primeira a ser desenvolvida, não apenas ouvida ou consultada”, complementa.
Por esse motivo, Jaqueline comenta que a chegada do século 21 exige uma nova forma de atuação nas organizações corporativas. “A lógica é simples: o RH e os altos executivos deverão renovar seus modelos e voltar ao aprendizado teórico e prático para lidar com pessoas e extrair delas o melhor”, enfatiza.
Para Giovanna D’ Alesso, ex-presidente mundial do International Coach Federation (ICF), em pronunciamento no ano passado na Câmara Americana de Comércio Brasil - Estados Unidos (Amcham), é preciso promover a cultura de coaching nas companhias para gerar resultados mais satisfatórios. Atualmente, 89% dos gestores consideram somente números em sua gestão, já 88% dos líderes gerenciam mal suas equipes, tem pouco conhecimento sobre o assunto por serem tecnicistas ou muito operacionais, e são falhos no processo de liderança, especialmente nas habilidades comportamentais, revelou D’Alesso. “O coaching já provou que não é moda, e sim uma poderosa ferramenta de desenvolvimento e de performance. Em um curto espaço de tempo, as empresas precisarão levar os benefícios do coaching para todos os colaboradores. Para isso, o mais adequado é a criação de um time de coaches internos e líder coaches supervisionados”, relata.
Os principais líderes precisam desenvolver novas atitudes, muito mais do que fazer MBAs, estudar técnicas de liderança, avalia Jaqueline Weigel. A ‘nova’ liderança, segundo a executiva, exige que o gestor em uma tomada de decisão opte primeiramente por pensar pela sua equipe. “Alinhar os valores pessoais de cada colaborador com os da organização mobiliza grandes massas aos objetivos desejados, geram interdependência, credibilidade, engajamento, ondas positivas de influência e aprendizado organizacional”, afirma.
De acordo com Weigel, a diversidade entre os seres humanos existe, mas a essência é a mesma. “Realmente não existe outro caminho senão o deenxergar o indivíduo de verdade, saber dos seus anseios, obstáculos e valores. Sem saber as causas do momento, a gestão de pessoas não atenderá as necessidades dos profissionais, transformando as empresas em verdadeiros parques de diversão ou de sofrimento”, conclui.

Jaqueline Weigel é coach executiva formada pelo Integrated Coaching Institute, diretora de Operações do International Coach Federation (ICF) no Brasil,  graduada em Gestão de Pessoas e Gestão por Competências pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), especializada em coaching com expertise em projetos de Coaching Corporativo. Atualmente é diretora da Weigel Coaching Desenvolvimento e do Núcleo de Coaching da Integração Escola de Negócios, em São Paulo (SP).

sábado, 10 de dezembro de 2011

Lições das 150 Melhores para Trabalhar

RH | Lições das 150 Melhores para Trabalhar

Qual ponto negativo apareceu em 20% das empresas listadas?

A publicação da Você S/A e Exame chega aos 15 anos com todo vigor e se consolida como um grande guia de boas práticas de gestão em recursos humanos. Num momento em que apenas as 150 Melhores para se Trabalhar estão recrutando mais de 27 mil profissionais, entender e praticar as lições para desenvolver, atrair e reter talentos é questão de sobrevivência. E, mesmo os pontos a melhorar guardam recados importantes.

Boas Práticas de RH

O guia das 150 Melhores Empresas para Trabalhar é uma publicação para ser lida em detalhes e com calma. Cada idéia, cada estatística pode e deve ser refletida e depois ser transformada em ação. O que se observa é que o grande fator de mudança nas empresas de sucesso é a postura dos líderes diante dos profissionais dos escalões mais baixos. Valores com transparência, ética, inclusão social, responsabilidade social estão mais presentes e fortes na avaliação dos funcionários e pode ser decisivo na escolha de um emprego.
Aliás, a revista deixa claro no artigo “A Gente Não Quer Só Comida” que explica a mudança da relação entre empresas e trabalhadores. Por anos, com o mercado em baixa, o brasileiro aceitava o emprego que tinha na mão. Podia ser informal, podia não pagar horas extras, podia não ter plano de saúde, podia ganhar mal e não ter segurança alguma. Mas aquele tempo passou. O mercado aqueceu, os empregos cresceram numa proporção sem precedentes e a negociação ganhou outro rumo. “Com uma oferta de emprego historicamente inédita (a taxa de desemprego está na casa dos 6%), os funcionários das melhores empresas do Brasil estão mais confiantes em sua capacidade de se recolocar e passaram a ser implacáveis na avaliação da empresa em que trabalham”, sentencia o artigo.
E não fica por ai. O levantamento aponta que o salário médio pago pelas industrias diversas ficou R$ 1.500 maior entre 2009 e 2010. Entre os 15 setores avaliados pelo guia de Você S/A e Exame, apenas em um o rendimento do trabalhador não cresceu.

Perguntas que o seu RH deve fazer

Investir na gestão de pessoas é colocar sua empresa no rumo do sucesso
As 150 Melhores Empresas para Trabalharprovam por A mais B que investir nas pessoas dá certo, dá lucro e traz felicidade. Há exemplos de empresas que construiram creche, outras que inovaram no pacote de benefícios e outras que desenvolveram programas difereciados de desenvolvimento profissional. A pergunta é: o que sua empresa está fazendo? O plano de saúde ainda é considerado uma despesa? O plano de cargos e salários é apenas pró-forma? Investir em treinamentos, palestras e cursos de desenvolvimento ainda é considerado supérfluo? Os líderes ainda são chefes?
Se sua empresa está na contramão das boas práticas de rh, também está na contramão do desenvolvimento.

As 150 Melhores ainda tem o que melhorar

Na avaliação de cada empresa, a publicação indicou um ponto positivo de destaque e também um ponto a ser trabalhado. Há questões muito diversas e algumas atéInvestir num plano de previdência privada empresarial é investir em retenção de talentosquestionáveis, mas dois pontos merecem atenção. O primeiro, em 20% das empresas listadas pesa como ponto negativo a inexistência ou falha do plano de previdência privada empresarial. O brasileiro está ficando velho, rapidamente, e, sabe bem que não poderá contar com a aposentadoria do INSS para manter seu padrão de vida. Desenvolver umplano de previdência privada é algo valioso tanto do ponto de vista de valorização do profissional, como também do ponto de vista de retenção de talentos.
A previdência privada pode ser desenvolvida de acordo com as características da empresa, definindo valor de contribuição, regras de vesting, modo de participação, etc. Mas o efeito prático da previdência privada é que é um benefício que gera relacionamento de longo prazo… Tudo haver com retenção de talentos, não é mesmo? Mas as empresas que ofertam a previdência privada instituida (quando a empresa patrocina o plano) também recebem um benefício fiscal muito atraente. Em resumo, a previdência privada é o benefício que mais tem agregado valor às empresas, se a sua não tem, é melhor pensar nisto rapidinho e elliminar este ponto negativo da sua lista.

Gestão do Plano de Saúde

Das 150 Melhores para se Trabalhar, em 11 os funcionários reclamaram do plano de saúde. Quem levou a culpa? As falhas do fornecedor (operadoras, seguradoras ou cooperativas) resultou em pontos negativos para as empresas. Vamos ver por outro lado. O que aconteceria se o seu cliente tivesse reclamações por conta do seu trabalho? Isto mesmo, a coisa ficaria feia.
Como em qualquer relação profissional, os dois tem que cumprir seu papel. O plano de saúde tem que agregar valor e não gerar dor de cabeça para o RH. A falha está na gestão do benefício que não antecipou as reclamações, não tinha os indicadores de satisfação, não deu a retaguarda necessária ao RH. O que fazer nesta situação? Como a própria publicação sugere, estes são pontos a serem melhorados.  Converse com quem sabe o que faz, de verdade.

Autor: Adriano Carvalho - Jornalista e Corretor de Seguros e Benefícios, especializado em programas de retenção de talentos.